Algumas pessoas simplesmente não conseguem cuidar da própria vida. Precisam apontar os outros e ser apontados, senão parece que sentem que não fazem parte do universo. É um modo estranho de conexão com o meio. Mas é, por outro lado, altamente produtivo cuidar de si mesmo. E é assim que se acaba cuidando melhor dos outros também. Mas a premissa é que você quer ser feliz, e não ter razão. Este é o fundamento da saúde espiritual e mental, e o arrefecedor infalível de egos. Por incrível que possa parecer, esse sentimento egoísta de querer perseguir o bem de si mesmo faz mais bem ao ego do que a suposta isenção racional universalista que está montada numa pretensão monstruosa, apesar de oculta. Hitler e Stalin não buscaram a própria felicidade, porque tinham que resolver quaisquer problemas universais. Esta é a chave que simplifica: voltar para o óbvio de que você quer ser feliz (e, cá entre nós, que deseja a imortalidade). Daí que uma parte da especulação científica e filosófica não passa no fim das contas de macumba, ocultando a expectativa humana mais elementar, para criar em cima uma ilusão falsa de ordem e sentido que dispensa o Bem em nome de qualquer outra coisa.

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