Se ainda podemos (como creio mesmo) reformar as agendas e sempre recuperar o que foi perdido na geração anterior, somos mais impotentes quanto ao resgate da maneira como se aprendia as coisas. Já se perdeu muito da capacidade de concentração, daquele poder que cada pessoa tem de focar numa mesma coisa por mais tempo e com maior profundidade. Se esperança resta para combater a dispersão generalizada, ela deve repousar na objetividade. Sou cético quanto a capacidade das formas poéticas, com o seu potencial de aumentar mais ainda a dispersão (porque são, afinal, a imitação da imitação). Mas não posso duvidar nem por um segundo que o ser humano deseja o conhecimento, porque isto seria duvidar da sua própria natureza. Teríamos que admitir, então, que estas pessoas não são mais humanas.

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