Não adianta nada alegar contra a Academia que ela não passa de uma espécie de máfia, de uma fornecedora de identidades sociais, de uma rede de autoproteção e autoconfirmação, e no fim das contas muito mais uma instituição de prestígio do que de vanguarda científica.

Não adianta nada porque a mesma coisa pode ser alegada, de volta, com relação a muitos outros aglomerados humanos. É um desperdício de tempo e energia malhar uma instituição alegando a sua ineficiência, pobreza e feiura, especialmente fazendo uma comparação com um esquema idealizado daquilo que deveria ser. Você tem que fazer melhor. Cuspir no trabalho alheio é muito fácil.

O que devemos fazer, e temos a obrigação de fazer, é lembrar que os acadêmicos não detém o monopólio do conhecimento. Apenas esta observação deve ser suficiente para deixar as coisas no seu devido lugar. E preserva aos acadêmicos a liberdade que eles de fato já têm, de fazer o que bem entenderem com as suas vidas.

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