Dos amantes das placas de trânsito

Se você não estudar com ciência desta realidade ontológica e espistemológica, então você vai ter um trabalho miserável pela frente. Porque você vai ter que fazer uma busca alucinada pelo discurso perfeito, e esta busca se frustrará sempre. Daí para o sujeito achar que não existe verdade, de que tudo é discurso e tudo é relativo, é um pulo. Então é preciso fazer uma descrição bastante crua do fenômeno do discurso, da sua base inevitavelmente real, vital, na consciência de um ser humano que tem o mesmo instrumental perceptivo e intuitivo que eu. Se eu vejo as coisas assim, já consigo entender que os livros não passam de “placas de sinalização“, e que para entender do que se trata eu tenho que ir lá no lugar da verdade que foi sinalizado… não adianta ficar decorando o que diz a placa! Se eu quero ir para Santos, eu sigo a placa que diz para onde eu tenho que ir para chegar em Santos, não ajuda nada eu ficar plantado ali na placa admirando aquela sabedoria que me diz algo sobre Santos… mas não é Santos.

Uma das experiências mais felizes para ver o que é “reinventar para nosso próprio uso toda a ciência” é ler algum negócio e ver que você já pensou aquilo antes, do seu jeito, sem saber que aquilo lá tinha sido escrito ou falado. Isso é muito bom! Porque daí você vê que pode inverter o processo, você começa refazer por si o caminho que um autor indicou, e chega naquilo que ele viu, mas vendo com seus próprios olhos. Este é o objetivo final.

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