É um buraco sem fundo. Não existe limite neste negócio, que é a própria natureza humana que não se satisfaz no tempo: o desejo de conhecimento. Como o conjunto do conhecimento humano possível é ilimitado, o processo não tem fim. Mas daí fica essa desproporção entre uma base simples, que é o amor e o bem, que todo mundo conhece e deseja por experiência desde o começo da vida, e uma construção racional complexa em cima disso, usando a linguagem e a cultura para se justificar o tempo todo. A roupa da razoabilidade nunca cai perfeita: aperta um pouco aqui, sobra um pano ali. Só cai bem para quem não enxerga (porque não quer) os detalhes e as sutilezas. Um ser humano que deseja a coerência não se parece um pouco com um elefante de circo usando varetas para equilibrar pratos? Você não sabe se ri ou se tem pena, dos outros e de si mesmo. É este ser permanentemente em construção que quer estar convicto e mostrar a sua completude e suficiência para os outros? Isso não vai dar certo.

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