O vigia do sábio é a sua consciência e a sua vocação pedagógica. E o vigia do ouvinte é o seu desejo inabalável, infalível, de querer sempre acabar sozinho. Meu Deus, como eu acredito nisso. Isso para que possa dizer a si mesmo, com Platão, que essas coisas são aceitas na ausência de uma revelação divina. Só pode ser assim. É a condição para se ouvir o sábio: “fala, porque é o melhor que eu posso ouvir agora”. A solidão é uma espécie de garantia de se querer a voz de Deus como guia, é uma esperança. Mantendo com uma distância segura as opiniões até dos mais sábios. Isso, claro, para a agonia de alguns deles, os mais vaidosos.

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