Pela soberania de Potatoland

Jeremy Irons como pensador econômico e político é um excelente ator, como podemos conferir neste vídeo: https://www.facebook.com/ohdiabo.org/videos/1594370314158496/.

Não tenho –vocês já sabem!– tempo para analisar essa peça parte a parte, mas tenho uma resposta para Irons, e todos os que concordem com ele e suas idéias: vão plantar batata!

Não gostaria que Irons fizesse isso, porque até gosto dele como ator. Prefiro que ele viva disso, de fazer filmes, do que de plantar batatas. Infelizmente, para ele, o seu ofício depende deste sistema terrível que impede as pessoas de somente plantar lá as suas batatas. Mas ele é que está fazendo crítica social, não sou eu. Por isso dei a solução.

Se for preciso sofisticar um pouco a solução, porque será interminavelmente alegado que “o sistema”, “os bancos”, “os ricos”, etc., não permitem uma vida simples, façamos o seguinte: vamos defender a criação de um Estado livre e soberano chamado Potatoland, onde cada pessoa poderá viver livremente plantando batatas, e vamos garantir que este Estado jamais sofra nenhum tipo de pressão externa, comercial, militar, etc., que obrigue seus pobres cidadãos a participar da sujeira do mundo.

Todas as pessoas que reclamarem do capitalismo explorador, no mundo inteiro, receberão uma passagem só de ida totalmente gratuita para o paraíso de Potatoland.

Já sabemos no que isso vai dar, não é preciso imaginar muita coisa. Por isso, vamos criar uma outra regra: todo cidadão de Potatoland que desistir da sua vida livre do nefasto capitalismo poderá retornar ao mundo normal, desde que assuma o compromisso de nos deixar em paz não reclamar do capitalismo por pelo menos uns 10 ou 15 anos.

Então ficamos assim:

1. Criação de Potatoland, num lugar que ninguém tenha muito interesse no planeta Terra, com a única condição de que a terra e o clima favoreçam a plantação de batatas;

2. Garantia global da soberania de Potatoland contra qualquer tipo de intervenção estrangeira, seja de tipo cultural, comercial ou militar;

3. Subsídio para todas as pessoas que odeiam o sistema capitalista, para que sejam conduzidas gratuitamente, com conforto e segurança, ao paraíso de Potatoland;

4. Direito de reingresso no mundo aos cidadãos de Potatoland que decidirem abandonar a utopia batatal, com a condição de que não reclamem de política ou economia por um período de 10 a 15 anos, sob pena de devolução unilateral e definitiva do indivíduo à Potatoland.

Acho justo.

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