Comentários difíceis

Denny Crane

Meus comentários sobre as notícias terão eventualmente um “quê” de Vale a Pena ver de Novo.

O motivo é a absoluta falta de tempo para comentar as coisas em real time. Então tenho que ir para algumas notícias já meio velhas. O pior é que tudo hoje em dia fica mais velho mais depressa, é um transtorno, é um atentado à memória das coisas. Você mal tem tempo de meditar num assunto, outro já aparece. Assim fica fácil vender ideologias: explicações rápidas que “resolvem” os problemas trazidos pela avalanche de fatos noticiados. Muito suspeito.

Vou fazer uns comentários difíceis. Sobre aquele maluco, o tal de Storm, que atirou numa Igreja e matou várias pessoas nos EUA.

Novamente, o problema alegado por muitos é o suposto excesso de armas, consequência da permissão do porte. Mas eu penso comigo, e a questão das idéias assassinas do rapaz, elas não fizeram diferença nenhuma? Digamos claramente: se o porte de armas fosse ilegal, ele não teria feito nada?

Mais algumas perguntas: quantas pessoas armadas havia na Igreja ? Quantos teriam sobrevivido se uma pessoa armada ali tivesse reagido?

Ouvi dizer que o endemoniado quase desistiu da ação, porque falavam com ele para que desistisse, amavelmente. Não funcionou, não foi possível evitar o crime. Amansar o leão foi impossível, e eles foram atacados brutalmente. Deveriam tê-lo abatido a tiros, não conversado. Estou errado no raciocínio?

O que são perigosas são as idéias sinistras de Storm, e não as suas armas. Eu não tenho nada contra exames psicológicos para a concessão do direito de porte de armas, pelo contrário. Mas, realmente, se ele não batia bem da cabeça e infelizmente tinha arma na mão para causar um estrago, o que faltou ali foi reação. Eu teria morrido do mesmo jeito, porque não sei atirar, e não sei se usaria arma mesmo se pudesse. Mas onde falta um policial, sempre pode haver o cidadão de bem armado, agindo por si e pelos próximos. Eu realmente acredito nisso, numa situação difícil dessas. Tanto quanto as pessoas podem se ajudar numa situação de catástrofe, ou numa confusão qualquer, acho que elas podem se proteger legitimamente, com autoridade de Lei.

A sociedade não sabe como combater a loucura, ou não consegue mesmo que o saiba, mas não pode culpar os meios pelos quais ela se manifesta.

Como diria Denny Crane, o problema não é ter menos armas, é ter mais. É assim, ou ficamos sob pena de se considerar a população sã e pacífica como minoria, o que seria o mesmo que reconhecer o total fracasso da sociedade de antemão (um fracasso que o Estado NÃO poderia resolver, pois ele provém da sociedade e não ela dele).

Acreditar que dar o monopólio da força ao Estado resolverá os problemas é ingenuidade. Storms continuarão existindo –e continuarão armados–, e você ainda terá o risco extra de uma tirania estatal que justamente a 2ª emenda da Constituição americana buscou impedir.

O detalhe insano do comentário político sobre o assunto vem dos nobres brasileiros, com sua cultura tão pacífica, carregando mais de 50 mil homicídios por ano nas costas, reclamando da “cultura de armas” dos americanos e dando palpites sobre o assunto.

Sei que todos esses comentários são difíceis, e provavelmente citar um advogado infectado de mad cow (Alzheimer, na verdade) não melhora em nada a minha situação. Acima de todas as nossas divagações políticas e ideológicas paira o sofrimento das famílias dos mortos de forma terrível, irrespondível, sofrimento pleno. Calo-me. Diante disso, cessam todos os comentários difíceis.

Só me pergunto se os oportunistas, ideólogos esquerdistas, terão a mesma consideração. Não. São eles próprios os urubus que atormentam a comunidade voando por sobre os cadáveres tragicamente massacrados, e geram uma discussão política sem fim pro causa sui. É por estes, aproveitadores, e não pelos sofredores, que me manifesto.

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