Dizendo o mínimo 

O melhor amigo do homem não é o cachorro, é a alta produtividade industrial.

Este pensamento me saiu depois de quatro dias de trabalho em ritmo frenético, na semana passada, em que não consegui deitar por um minuto sequer a pena no papel (ou os dedos no teclado, como queiram) para escrever sobre assuntos relevantes. Não consigo comentar fatos, notícias e meditações, porque não me sobra tempo. Não consigo editar as apostilas para os nobres alunos. Não consigo ler tudo o que deveria.

Veja como são as coisas, imitando o sotaque dos caras que entram no ônibus pedindo a caridade: eu podia ser um comunista, um ongueiro, um burocrata a serviço do Estado, um caloteiro ou mesmo um simples vagabundo. Mas não. Eu sei que tenho que trabalhar para pagar as contas, e se vou realizar meus planos, vai ser com essa dignidade. Eu deveria estar aflito com o “sistema capitalista”, porque ele não me faz sobrar tempo para atividades mais nobres do espírito? Esse é o modo comunista de pensar. Não sou comunista!

Não está sobrando capitalismo, está faltando. Se eu ainda tenho que trabalhar muito para me sustentar, é porque a sociedade como um todo não é tão produtiva quanto poderia ser. Toda vez que vemos dez peões parados olhando um peão trabalhando sozinho num buraco, nós temos esse insight. Mais produtividade significa mais riqueza, e mais riqueza significa uma vida melhor para todos. Alegar que a riqueza é mal distribuída não resolve o problema: só alimenta o suposto mandato do Estado para fazer “justiça social”, ou seja, desvia riqueza para as atividades mais corruptas e incompetentes que ser humano desempenha na face da Terra.

Falta o discernimento, suspeito eu, de que a distribuição de renda possui lá uma relação proporcional com o volume de riqueza gerada, como o prova a história humana. E o volume de riqueza gerada depende diretamente da produtividade industrial.

Era o que eu queria dizer, pelo menos o mínimo. Devo escrever mais, mais… Update or die, é o lema dos blogueiros. Me dêem tempo! Vou dizendo o mínimo, aqui e ali, e de mínimo em mínimo, chegamos lá.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s