Política 1.0.1.

O corpo da sociedade existe primariamente para a harmonia e colaboração pela salvação das almas, e secundariamente, até como garantia do objetivo primário, pela vida consciente, pacífica e próspera.

Da salvação das almas, esse é o assunto da religião.

Da vida consciente, podemos dizer que é todo o papel da Igreja e da Filosofia, de orientar as almas a tomarem consciência da sua realidade individual e social, e a buscarem os melhores objetivos possíveis, individualmente e coletivamente.

Da vida pacífica, este é o papel dos políticos, que devem manter a ordem social mediante o cumprimento da lei, da defesa da liberdade dos seus representados. Qualquer papel político que pareça ser muito maior do que isso é falso, é uma atribuição equivocada do papel político, geralmente extrapolando a própria competência e invadindo o território que pertence a Igreja e a Filosofia.

Da vida próspera, este é o papel dos administradores de todos os negócios da sociedade, para que haja uma vida mais tranquila e bela, para que as pessoas não fiquem se arrastando como zumbis no mundo, o que as impediria de participar conscientemente da política, e de receber a instrução religiosa e filosófica que é devida ao ser humano.

Sem a harmonia e colaboração entre estas diferentes partes do corpo social, não há conscientização, nem paz, nem prosperidade.

Senão vejamos:

Sem a orientação da Igreja e da Filosofia, não há consciência da necessidade de colaboração entre as diversas partes da sociedade, e muito menos a noção de direção espiritual da sociedade.

Sem a força política, não há como se defender o corpo social de ameaças externas nem internas de desordem social, nem há como qualificar e elevar o debate das questões públicas.

E sem a geração de riqueza, não há como garantir nem a paz social, nem a liberdade dos indivíduos, nem o florescimento da cultura superior, porque ficarão todos se matando eternamente como favelados para ganhar um pedaço de pão.

Se eu fosse um dia montar um curso só sobre política, ou se fosse escrever um livro a respeito, falaria destas funções das partes diversas do corpo social. Não há originalidade nisso, e até pelo contrário, espero corresponder minimamente bem ao que seria uma tradição de filosofia política que vem desde Platão.

 

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