Como esperado, o governo Obama não lê a nossa petição, e responde sobre o que não lhe foi perguntado

White House

 

Em 28 de Outubro de 2014 foi peticionado no sistema We The People da Casa Branca o seguinte documento, pedindo uma posição do governo americano:

WE PETITION THE OBAMA ADMINISTRATION TO:

Position yourself against the Bolivarian communist expansion in Brazil promoted by the administration of Dilma Rousseff

On 10/26, Dilma Rousseff was reelected, and will continue his party’s plan to establish a communist regime in Brazil – the Bolivarian molds propounded by the Foro de São Paulo. We know that in the eyes of the international community, the election was fully democratic, but the ballot boxes used are not reliable, apart from the fact the heads of the judiciary, are mostly members of the winning party. Social policies also influenced the choice of the president, and people were threatened with losing their food allowance if they do not re-elect Dilma. We call a White House position in relation to communist expansion in Latin America. Brazil does not want and will not be a new Venezuela, and the USA that need help the promoters of democracy and freedom in Brazil.”

O documento foi assinado por 143.516 pessoas, entre os quais este que vos escreve.

Recebi hoje uma resposta da Casa Branca por e-mail (We The People Team – info@mail.whitehouse.gov):

Thank you for signing a White House We the People petition concerning U.S.-Brazil relations.

The U.S. and Brazil are natural partners.

As two of the world’s largest democracies, both countries and their leaders strive to protect the aspirations of all citizens — at home and abroad – to live in freedom. As two multi-racial, multi-ethnic societies, both countries know that societies are stronger when they uphold the rights of all people. And as two of the world’s largest economies, each of our countries understands that lasting prosperity and confronting the injustices of poverty and inequality can only come when we truly invest in people.

That is why President Obama has worked closely with President Rousseff to partner on tackling global challenges, including advancing agriculture development in Africa. Under their leadership, both countries are taking significant steps to combat climate change by reducing carbon emissions, setting new goals on clean energy, and increasing use of renewable energy to 20 percent by 2030.”

De forma não muito diferente do que esperávamos, o governo americano desconversou em toda a sua resposta, a começar pelo intitulamento: ninguém assinou uma petição “concerning U.S.-Brazil relations”; nós pedimos especificamente uma posição do governo americano sobre a expansão comunista na America Latina (“a position in relation to communist expansion in Latin America”). O texto é claro. O governo Obama não lê a nossa petição, e responde o que não lhe foi perguntado.

Alguém poderia dizer que o governo americano não reconhece formalmente a existência do comunismo na AL, no que eu estaria de pleno acordo, e a resposta que recebemos de fato só consolida essa realidade. Há Cuba, há a Venezuela, há o PT, e as FARC, tudo isso sob o guarda-chuva político do Foro de São Paulo, mas essas questões parecem não motivar a Casa Branca a nenhuma declaração explícita. Sabemos, por vazamentos de documentos que estão por aí na internet, que os serviços de informações americanos estão mais atentos ao assunto do que a demagogia oficial sugere. Diplomaticamente, os EUA não querem evidentemente arrumar encrenca na AL, reconhecendo a existência do comunismo, etc. Na prática a realidade continua a mesma para nós.

De cara eles agradecem pelo envio de uma petição sobre um assunto diverso do que foi efetivamente protocolado.

Em seguida dizem que os EUA e o Brasil são “parceiros naturais”. Então tá…

No parágrafo seguinte o texto começa defendendo a liberdade dos povos, a democracia, etc., e termina num modo bastante petista de argumentar: “nossos dois países entendem que a prosperidade duradoura e o confrontamento das injustiças da pobreza e desigualdade só podem vir quando nós realmente investirmos nas pessoas”. Puxa, nós enviamos a petição para Washington ou para Brasília? Estou na dúvida agora.

No parágrafo final a resposta fala de problemas que não foram nem de longe citados na petição original, os tais “desafios globais”, como o desenvolvimento da agricultura na África, e a redução da emissão de gases para combater as mudanças climáticas… ninguém perguntou disso, ninguém quer saber disso. O questionamento foi explícito sobre o avanço do comunismo na AL, ou seja, queremos saber da democracia e da liberdade, ninguém falou de África, nem de mudanças climáticas.

Nenhuma surpresa nesse tipo de resposta. Apenas, é bom que fique registrado, se futuramente os EUA vierem a ter problemas com um bloco comunista na AL, pelo menos 143 mil pessoas fizeram a sua parte de avisar com antecedência.

Anúncios

Uma resposta para “Como esperado, o governo Obama não lê a nossa petição, e responde sobre o que não lhe foi perguntado”

  1. Vocês se iludem com esse comuna-islamita ainda? Eu devo ter assinado mas nunca me iludi com o resultado… Boa sorte com o novo presidente, e torçam para ser republicano, será menos pior…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s