A desconversa pacifista obâmica em estado puro e a sutil cumplicidade de Veja

FILE - This July 18, 2014, file photo shows President Barack Obama speaking about the situation in Ukraine in the Brady Press Briefing Room of the White House in Washington. Obama stated the obvious: “We live in a complex world and at a challenging time.” The confluence of swiftly moving overseas matters comes at a time when the American public’s views on Obama’s foreign policy have been souring, turning what was once seen as his strength into a potential liability. (AP Photo/J. Scott Applewhite)

 

Somente hoje tomei conhecimento de uma fala de ousadia impossível do presidente americano, Barack Obama, em discurso recente que fez no Pentágono, sobre a luta contra o Estado Islâmico. A frase foi citada na Veja de 15 de julho.

Disse o nosso POTUS: “Ideologias não são derrotadas por armas. São derrotadas por melhores idéias.”

Todo eleitor de Obama deveria se envergonhar dessa fala de maneira tão completa e total, que a melhor compensação seria votar no Partido Republicano durante os próximos quinze ou vinte anos, sem nem pensar no assunto.

A luta contra o EI não é ideológica, porque o EI não é uma ameaça ideológica.

Obama usa de uma desconversa pacifista para maquiar o fato de que o Ocidente não está fazendo a sua parte contra o EI, no âmbito militar. Não há quem não creia que George W. Bush, por exemplo, já teria alinhado a força militar americana com aliados locais e europeus, para derrotar definitivamente o EI. Que eu saiba até o Rei Abdullah II da Jordânia, líder muçulmano da monarquia hachemita, que não comanda uma grande potência militar, se prontificou e se envolveu mais na campanha militar contra o EI do que os americanos. Vergonha.

Que se tenha que ter idéias melhores que as dos terroristas do EI para derrotá-los, disso eu não tenho a menor dúvida. E acho, cá comigo, que a grossa maioria da população terrestre já tem essas idéias.

É o EI quem, em primeiro lugar, usa uma ideologia para fazer combate armado. Que essa ideologia tenha que ser enfrentada no campo das idéias (uma batalha ao meu ver fácil de ser vencida pelo Ocidente e também pelo Oriente civilizado) não muda o fato de que a guerra no campo militar está aí, e precisa ser vencida.

O EI não ataca as pessoas com argumentos, com idéias. Não é possível, portanto, defender essas pessoas com outras idéias melhores, com raciocínios mais exuberantes.

Que o pacifismo obâmico peace and love sirva apenas para retirar do presidente a marca da responsabilidade real que tem pela situação no Oriente Médio, disso os seus fãs nem suspeitam e nem, muito menos, essa nossa grande revista “conservadora”, a Veja.

Sutilmente a nossa revista “de direita” se compromete com a dissimulada mensagem de Obama, veiculando a sua fala sem dar aos seus leitores o contraste da realidade: os milhares de vítimas dos terríveis massacres do Estado Islâmico, que não querem “melhores idéias” a seu favor, querem apenas ser defendidas para viver em paz.

Que não me chamem, depois, de hidrófobo: todo ódio ou desprezo à Veja é a cada dia mais e mais plenamente justificado. Só estou documentando.

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