21 de setembro de 2015

MBL

Toda essa discussão sobre o MBL conversando com Bicudo, FHC, etc., virou agora um campeonato de esperteza direitista.

Desnecessário.

Tudo o que o MBL precisa fazer é perguntar para Bicudo, FHC, etc., qual é a sua posição sobre o Foro de São Paulo.

É só cobrar posição.

Daí podemos tirar as nossas lindas, maravilhosas e espertas conclusões sobre tudo o que quisermos.

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Corrupção

Moral brasileira:

Das duas uma! Quero que haja menos corrupção, ou quero os meus 10%!

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Silhouette of a man in a business suit giving a shrug with a question mark

Como com apenas 31 anos eu consegui ficar com o saco tão cheio de tudo, eis um mistério, principalmente porque tenho uma vidinha tão pacata e me abstenho de algo entre 80% e 90% das besteiras do mundo. É incrível, mas algo entre 10% e 20% da “normalidade” contemporânea parece ser o suficiente para destruir um ser humano que ainda tenha alguma sensibilidade. Não é vitimização, é diagnóstico mesmo.

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Psycho

A internet é uma maravilha, mas ela também abriu a caixa preta da luta de vaidades, que se torna algo medonho dia após dia. Um quer ser mais normal que o outro, mais esperto, mais sensato, mais isso e mais aquilo… é um espetáculo absolutamente nojento e repugnante. São todos uns filhos da puta isso sim, miseráveis, mesquinhos, egoístas, covardes, burros, preguiçosos, etc.

Enfim, a nossa verdadeira normalidade humana é a de sermos muito ruins mesmo, almas podres, velhacos, espíritos sujos, favelados espirituais.

Façamos a escolha: ou fingimos ser melhores do que somos para manter as aparências das nossas respectivas dignidades, ou aceitamos o fato do nosso avançado processo de putrefação espiritual e pedimos sinceramente o nosso resgate.

O humanismo salva as aparências, e Deus salva as almas.

Escolham a sua salvação.

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Dica do próprio Salvador: “quem quiser se salvar se perderá, mas quem se perder por amor a mim será salvo”.

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Burocracia2

O argumento socialista afirma que os serviços públicos são mais baratos que os privados pois não cobram lucros, e que eles são uma boa forma de distribuição de renda através do Estado.

Falso duas vezes.

Primeiro, o custo de ineficiência e corrupção nos serviços públicos ultrapassa de longe os lucros do setor privado que, além do mais, são sempre limitados e pressionados pela própria competição de mercado.

Segundo, enquanto a distribuição pela via estatal CONCENTRA poder no governo (ou seja, antes de haver qualquer distributividade, é necessário o movimento contrário, de concentração), o sistema concorrencial aumenta a eficiência e a produtividade econômica, gerando mais renda em todos os níveis da sociedade e pressionando o custo de vida para baixo.

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NOS

No capitalismo puro-sangue os gastos estatais são mínimos e os juros são baixos, portanto o capital precisa necessariamente ser direcionado para a economia produtiva, o que gera uma prosperidade geral absolutamente fantástica. Até o seu João da padaria quer abrir o capital na bolsa. Não digo que este modelo seja perfeito –e até já disse porque não o é em outros escritos–, mas é muito bom e melhorou a vida de bilhões de pessoas numa proporção e num prazo inimagináveis.

No socialismo, os gastos do governo geram uma dívida pública brutal e uma alta inflação, fenômenos esses que levam os juros a subir. Neste caso o capital pode se acomodar confortavelmente em títulos públicos sem a preocupação da competição econômica.

As pessoas ficam assustadas quando se fala da conspiração dos banqueiros metacapitalistas, e mais ainda do financiamento dos globalistas aos movimentos revolucionários socialistas, como se fosse algo muito misterioso e quase místico, mas não é nada disso.

O mecanismo é absurdamente simples.

Se você é podre de rico, para você a melhor coisa é viver da renda das dívidas que os Estados nacionais contraem através de políticas socialistas.

É por esta razão que, nesta dimensão, o PSDB não vale nem um centavo a mais que o PT.

Ambos são socialistas a serviço do aumento contínuo do Estado –ou seja, a favor do aumento da dívida pública– a favor das finanças internacionais e, portanto, contra a prosperidade do povo e da nação.

Não é uma conspiração secreta, é a coisa mais descarada e óbvia do universo.

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Liberdade

A política é inevitável.

Já falei e continuarei insistindo: entre o mundo de sonhos, ideais, flores e nuvens celestiais, e a grosseira luta pela sobrevivência terrestre, tudo o que há é a intermediação política de ambos os interesses humanos: os terrestres e os celestes.

O ser humano reduzido ao econômico se torna um bicho, como um zumbi: parece gente mas não tem mais alma, está perambulando pelo mundo como um espectro.

O ser humano reduzido ao espiritual se torna um alucinado a acabar, sem intervenções superiores, ou no hospício, ou numa seita gnóstica de niilistas suicidas.

É a política que reúne os interesses humanos e reproduz em si o que é o próprio homem: o ponto de encontro entre a Terra e o Céu.

Senão vejamos.

Vamos de baixo para cima.

A geração de riqueza é proporcional à consistência média da relação orçamentária superavitária entre receita e despesa no longo prazo e à qualidade do investimento dos superávits contra a curva de inflação.

O corte arbitrário e incondicional de despesas possui limites extremos intransponíveis sem fazer perder todo o senso de utilidade da vida econômica. Por outro lado, o aumento das receitas é altamente dependente das circunstâncias econômicas.

Em resumo, no longo prazo a riqueza dos indivíduos e das famílias depende, necessariamente, da riqueza social coletiva, ou seja, da capacidade total de prosperidade de uma determinada sociedade, daí a grande importância de se estudar as causas da riqueza das nações.

Ora, não é possível para uma sociedade prosperar sem passar pela solução do problema estatal, ou seja, do tamanho do peso dos interesses ditos públicos contra o interesse geral anônimo (o mais público de todos, a favor da menor das minorias: o indivíduo).

Se, por um lado, a capacidade de valorizar e enaltecer os talentos e as vocações superiores dentro da sociedade, na vida intelectual, nas artes, etc., depende da relativa paz e prosperidade desta sociedade e se, por outro lado, a prosperidade só pode ocorrer quando não há a obstrução fiscal-tributária das políticas estatais, podemos concluir com alguma segurança que a atividade política continua sendo, segura e tranquilamente, a mais importante, vital e crucial das ocupações humanas.

Sim, é verdade que a autoridade espiritual e intelectual supera e transcende a autoridade política, porém essa superioridade é relativa ao seus próprios termos, digamos, celestes, sem nenhuma garantia terrestre. Para que essa superioridade ENCARNE no mundo e na história, é preciso uma ação que ative este processo.

Esta ação só pode ser política.

Obs.: aos espertinhos, não estou dizendo que a Igreja tem que se secularizar. Prestem atenção: a política é que tem que se cristianizar! Se isto não ocorrer, a Igreja pode até continuar sendo a Igreja, mas a política se tornará no fim apenas um sistema de escravização dos povos.

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Em tempo: se não é verdade que a filosofia e a religião sejam partes de uma superestrutura cultural dependente da infraestrutura econômica, também não é verdade que as práticas de filosofia e religião no mundo real ocorram independentemente das condições concretas da sociedade, inclusive a situação econômica.

A distinção entre essas duas idéias é essencial, e nem se pode dizer que seja uma sutileza do pensamento, pois é a coisa mais evidente.

Não é verdade que o homem que reza e estuda o faça apenas para poder comer e beber, tanto quanto não é verdade que este homem possa rezar e estudar sem que tenha algo para comer e beber.

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A Fitch já está calculando o custo de CDS (Credit Default Swaps, o seguro contra calote de investimentos) para títulos brasileiros como se fossem BB-.

Na prática equivale a um pré-rebaixamento.

Por que se sobe o preço de um seguro?

Porque aumentou a chance de sinistro.

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Dollar bill

Leiam: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2190

Se o consumo aumenta e a produção industrial não vai junto, só as importações podem atender a demanda, e cumpriram exatamente esse papel no período do dólar fraco, permitindo crescimento do PIB com inflação baixa.

Destaco da conclusão do texto: “No final, toda a economia foi destruída pelo governo. É o preço do descalabro, o qual foi possibilitado por uma conjuntura externa atípica e que foi erroneamente interpretada à época. Confundiu-se moeda estrangeira fraca com prosperidade nacional eterna, e concluiu-se que os bons resultados obtidos dispensavam o governo de obedecer às irrevogáveis leis da economia. Gastos foram elevados e nenhuma reforma estrutural foi feita.”

Outro destaque, do último comentário feito pelo autor:

O primeiro mandato de Obama foi pavoroso. Foi tão ruim quanto o segundo mandato de Bush. E publicamos vários artigos sobre isso. Em agosto de 2011, o dólar chegou ao seu menor valor no mercado mundial. Tão ruim era o governo Obama, que até mesmo o real sob Dilma conseguiu a façanha de se fortalecer perante o dólar.

Não é à toa que, mesmo sendo venerado pela mídia americana e pela mídia mundial, e mesmo tendo disputado a reeleição com um republicano que não contava com nenhuma simpatia da sua base, Obama passou aperto para se reeleger, tão ruim estava a economia.

Mas aí aconteceu algo que este Instituto sempre defendeu como solução: o governo federal americano, a partir de 2013, ficou totalmente paralisado. Obama perdeu toda a sua base de apoio na Câmara e no Senado. O governo federal entrou em gridlock.

Desde então, o que Obama fez? Nada. Absolutamente nada. Ele nunca mais conseguiu aprovar nenhuma lei. Sua almejada reforma do sistema de saúde paralisou-se por completo, e nenhuma outra medida intervencionista foi aprovada. O máximo que Obama hoje consegue fazer é mudar nome de montanha, conceder entrevistas a talk shows de comediantes, e dizer se sentir frustrado por não conseguir impor leis mais rigorosas sobre a venda de armas.

Só.

Em suma: desde que o governo americano ficou travado, começando em 2013, a economia automaticamente começou a melhorar. Sem o governo para atrapalhar, o dólar se fortaleceu e a bolsa de valores americana (que sempre se dá bem quando o dólar está forte) se valorizou.”

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