O Ocidente tem pelo menos uns dois probleminhas

Mix Macaquinhos

O Ocidente tem pelo menos uns dois probleminhas:

  1. As novas gerações dos países mais modernos, herdeiras (supostamente) do cristianismo e de toda a cultura da civilização ocidental não se reproduzem tanto quanto as gerações orientais tradicionais. Isto significa que num prazo relativamente curto (numa proporção histórica), uma civilização como a islâmica tende a dominar demograficamente, sem armas nem bombas, o Ocidente, apenas através da simples imigração e ocupação do solo. Este processo pode ser lento. Não tem problema;
  2. Por mais valiosa que seja a liberdade, ela não constitui um valor suficiente para, sozinho, sustentar uma civilização. Sem o escoramento moral e espiritual de uma fonte tradicional (que no Ocidente é o cristianismo) a liberdade acaba em anarquia e no caos, ou seja, num ambiente onde a fraqueza e a debilidade facilitam e até justificam, moralmente, o assalto de uma civilização vizinha, que pode atribuir a si própria o papel de salvadora espiritual do decadente vizinho.

Escrevo estas notas apenas para que sirvam de reflexão a respeito do suposto “choque de civilizações”. Acho que esse choque pode ter ocorrido há alguns séculos. Hoje, talvez, o que há é mais o pisoteamento de um zumbi, de um corpo podre.

Só consegue se defender bem de um agressor aquele que quer realmente se defender, aquele que quer viver, e portanto aquele que se valoriza o suficiente para isso.

Se você já se desmoralizou totalmente, não terá no fundo razões para resistir a mais que alguns golpes iniciais. Como disse acima, este processo pode ser lento, e aliás é melhor que seja lento.

Desculpem, mas a mera liberdade de ser o que se quiser, de se fazer o que se quiser, e de se falar o que se quiser, por mais bela e justa que seja, não gera força e energia suficientes para lutar pela vida.

Em outras palavras, não é a vida em si, o estar vivo, que tem algum valor, mas o que se faz com isso, o como e o pelo quê se vive.

Olhando daqui, me parece que o Ocidente já esqueceu a sua razão de ser.

E não foi este Ocidente, aliás, conduzido por este caminho, por uma série de empreendimentos e engenharias revolucionárias, especialmente no século passado?

Sim, foi. Mas isto é uma outra história.

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