Os ocidentais têm medo

General Yamashita

Muita tinta terá que ser derramada ainda, infelizmente, sobre o sangue derramado pela barbárie terrorista na Europa.

Realisticamente, e talvez friamente, eu devo dizer que o mundo é habitado de muitas barbaridades menos destacadas e aparentemente menos escandalosas, porque os sentimentos já foram habituados pelo noticiário. Dizia eu a um meu amigo que no fim de semana o saldo de assassinados pelo crime no Brasil deve ter alcançado e até ultrapassado as vítimas dos jihadistas em Paris. Mas as vidas dos nossos favelados não valem o mesmo que uma única alma europeia, como se vê.

Não se enganem, jamais, quanto a isto: o valor relativo da vida humana varia conforme os interesses editoriais. Isto é uma regra.

É assim que as coisas funcionam, desde que se consiga ler o noticiário ao lado dos livros de história: cedo se faz saber, assim, que os jornais não vão muito além de máquinas de propaganda. O que não diminui, é claro, a atrocidade ocorrida em solo francês: um crime bárbaro e covarde.

Sobre os fatos em si, é simples: se ocorresse cinquenta ou sessenta anos atrás, esse ataque seria imediatamente respondido com a devida energia e violência. O Estado Islâmico acabaria rapidamente. Mas não hoje. Hoje tudo se debate, interminavelmente, nessa rede de contenção psicológica criada pela atmosfera esquerdista. Que a Europa tenha os seus inimigos, isso nem é grande coisa, faz parte das ondas da história, digamos assim. Que os europeus estejam hoje mais fragilizados do que nunca, eis o escândalo histórico.

Me faz lembrar as instruções para os soldados japoneses quando da Segunda Guerra Mundial, sob o comando do general Yamashita, a respeito da defesa dos ocidentais:

Sendo muito preguiçosos e efeminados, os ocidentais têm medo de entrar na selva. Assim, consideram-na impenetrável. É por isso que devemos utilizá-la, para surpreendê-los.”

De certa forma a história, como de costume, vai se repetindo. A fraqueza de um lado se torna a força do outro.

O maior inimigo da Europa é o seu próprio espírito fraco, sequestrado e envenenado pelo esquerdismo.

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