Aviso amigável (contra os erros de Liberais e Socialistas)

dove

Ou, se preferirem “Notificação Extrajudicial”.

Como alguns já sabem, estou escrevendo um diário neste ano.

Ou seja, tudo o que normalmente eu postaria em meu site, no Facebook, etc., escrevi privadamente (já são 470 páginas), e este material será publicado online no mês que vem, no encerramento deste extraordinário ano de 2016. Daí em diante retomarei as atividades na internet, se Deus me permitir.

Este texto de hoje, porém, será escrito para ser publicado tanto no meu diário quanto na internet imediatamente. Normalmente só faria a entrada do diário, como tenho feito este ano, porém entendi que seria bom divulgar essas coisas numa postagem pública desde já.

O Ano da Misericórdia de 2016 transcende rituais sacros e procedimentos mais ou menos “sectários” (com todo o respeito, Deus é maior que a religião e eu espero não ter que explicar como todas as almas juntas não superam jamais o Seu Criador; ou seja, uma coisa é o Ano da Misericórdia de acordo com a cultura humana, etc., outra coisa é o Ano da Misericórdia de acordo com a Vontade e o Poder de Deus; essas coisas se encontram e se identificam, mas os seus pontos de partida são distintos), e abrange ao meu ver o que seria uma “colher-de-chá” divina para que as pessoas em geral tenham mais facilidade para avançar no seu entendimento de determinados tópicos relevantes na sua realidade, proeminentemente nas áreas da vida moral, espiritual, intelectual e política. É uma época atípica, é um período especial, e eu acho que até os corações mais petrificados já perceberam algo a esta altura. Se o que está ali na esquina é o fim do mundo ou apenas uma nova época da história humana, ninguém pode dizer, só Deus é quem sabe. O fato é que quem ouve o chamado apressa o passo e agarra as cordas como pode, e ainda tenta ajudar quem está em pior situação; quem não ouve na verdade e no fundo apenas finge não ouvir, e por isso já começa a viver os seus infernos.

Meu papel aqui e agora é ver isto tudo acontecer e não ficar quieto a respeito, ou seja, é o de prestar testemunho da melhor forma que posso.

Primeiramente dou o testemunho sempre necessário da realidade de que Jesus Cristo é o Nosso Senhor e Salvador, é o Caminho, a Verdade e a Vida. Quem o seguir não andará nas trevas, mas terá a luz da vida. Quem prometeu isso foi Ele mesmo, então se você quiser discordar, por favor não venha discutir com o carteiro, fale com o Remetente. Eu só confio e me assumo um humilde servo; se você tem problemas com isso, acerte-se com o meu Patrão. Se buscar a Ele com sinceridade, estará fazendo a melhor coisa de sua vida, e será certamente convertido. Se você quiser boas razões para buscar essas coisas, daí nós podemos até conversar, mas nem sei se sou o mais recomendável para esse tipo de coisa. Acho que não, tenho outras missões em vista. Apenas, digo-lhes, eu realmente sou obrigado a dar este testemunho, o que ao mesmo tempo é um prazer enorme, uma grande alegria.

Em segundo lugar e mais especificamente dentro da intenção desta mensagem, há uma oportunidade localizada na nossa época por ocasião de algumas marretadas que Deus anda dando para chacoalhar os Principados e Potestades do mundo. Assim abre-se uma janela para que algumas pessoas, que estão especialmente perdidas, possam especialmente se encontrar em determinadas missões. Vai que há algumas delas entre os leitores deste texto? Na dúvida, vou explicar da melhor forma que puder.

Oportunidade 1

São na verdade duas oportunidades.

A primeira diz respeito ao consistente descrédito pelo qual as máfias do estamento andam passando ultimamente neste bravo ano de 2016. Vejam, a grande mídia é uma organização criminosa, pois está a serviço de poderes políticos e econômicos para enganar a população, e não para dar testemunho verídico dos fatos, o que seria o seu propósito. Isso é assim faz tempo, mas recentemente Deus permitiu que isto ficasse óbvio para uma maior parte da população. E é por isso que coisas incríveis andam acontecendo, como o Brexit, a recente eleição de Trump nos EUA (mesmo que ele seja assassinado amanhã, o evento em si já ocorreu e revela por si algo marcante), etc. Ou seja, a aderência cultural e social das máfias diminuiu para níveis bem menores, isso enquanto nós temos a internet livre para disseminar informações que por outro lado são bloqueadas, deturpadas ou desqualificadas pelo mainstream. Que fique claro: os instrumentos do estamento ultrapassam os órgãos de mídia e perpassam praticamente todos os geradores da cultura popular de massas. A adesão da maioria das celebridades de todos os mercados às causas recentemente perdidas comprova isso.

Eu tenho comigo que isso é um fôlego com que fomos agraciados por misericórdia, de maneira que possamos respirar e fazer algo de bom antes que os meios tecnológicos permitam o controle total sobre a circulação de idéias. Não sou pessimista com relação a isso, ao contrário, entendo que a janela de oportunidade à disposição é razoavelmente ampla, e que Deus não criou um mundo com o intuito de destruí-lo senão quando tudo de bom já estiver terminado. Mas o que fazemos com essas coisas importa, até como instrumentos que podemos ser da vontade de Deus.

E no que consiste, então, esta oportunidade?

É a de avançar e ampliar a deterioração e completa desmoralização das instituições do estamento: avançar contra a mídia e a cultura de massas (coisa que já é feita, mas pode ser aprimorada) e ampliar o trabalho destrutivo contra as instituições de educação superior. É perfeitamente possível fazer isso, é uma ação boa nas suas intenções, nos seus meios e nos seus resultados. Porém, das intenções especificamente, voltarei a falar no fim deste texto, pois há um alarme relevante neste quesito, que é a dependência da nossa vontade. Possuindo a vontade, nada deve nos impedir de avançar neste trabalho.

Mas como fazer isso?

O trabalho consiste em empreender todo tipo de projeto para produzir conteúdos não só de contracultura, mas de substituição dessa podridão por cultivos mais nobres de nossa civilização, os quais são abundantes e acessíveis. Atenção: a população está claramente cansada de viver das reiteradas mentiras a que é submetida continuamente. Isto quer dizer que a população deseja ser apresentada a alternativas realmente benéficas de vida social, cultural e política. Esta é uma oportunidade imediata.

Pessoalmente sempre entendi a ocupação de espaços como uma coisa boa, mas com severos limites, na medida em que a estruturação destes espaços atende a um uso social revolucionário. Sou mais fã de destruir (ou abandonar gradualmente) o que não presta e simplesmente colocar algo bom no lugar. Nós não estamos falando de órgãos da Administração que afetam a sobrevivência do povo, estamos falando de instituições culturais. Não é para ter dó nenhuma, no máximo teremos o problema de dar uma utilidade social para a montanha de infelizes que vivem de enganar a população dentro destas instituições atuais. Não digo que seja um problema pequeno, e pode ser até o “maior problema do mundo”, mas tem que ser enfrentado. Comentei recentemente, por ocasião do lançamento do livro A Educação Superior e o Resgate Intelectual, o seguinte: “a inteligência é uma coisa viva, quando formaliza muito vira um fóssil inútil. Não tem solução, é passar a motoniveladora e começar algo novo mesmo”. É claro que por “novo” eu quero dizer do ponto de vista da nossa época, mas tradicionalmente é a sabedoria humana acumulada do passado.

Oportunidade 2

A segunda oportunidade diz respeito a uma expansão temporal e espacial do trabalho que eu mencionei acima, de forma que isso possa servir concretamente como arma de abalo político contra as Dominações do mundo. O serviço que descrevi antes é mais local, relativamente limitado e libertador para aqueles que decidam aderir voluntariamente ao seu sentido profundo. Isso, porém, não é o suficiente para um choque contra as revoluções modernas, que já possuem uma certa tradição e algum efeito de sedimentação nos costumes; pode servir, no máximo, como ferramenta nas mãos de Deus, se Ele decidir poupar o mundo de desgraças certamente merecidas pelo abandono da Sua amizade. Enfim, há um espaço para conquistas mais abrangentes, embora nosso papel neste aspecto seja apenas o de imaginar e esperar, e fazer o nosso melhor hoje; façamos isso, de olho na oportunidade que mencionei antes, mas com vistas também neste longo prazo.

O esquema Cenoura-Piquete

Quando falo de “Potestades”, “Principados”, “Dominações”, etc., estou me referindo a entidades espirituais que controlam e/ou manipulam poderes mundanos, como Governos, Corporações, etc. Isso é velho e não deveria soar como novidade para ninguém, mas eu imagino que possa parecer algo espantoso ou até mesmo lúdico e falso, como se fosse uma brincadeira, ou uma especulação descompromissada com o mundo real. Eu não posso fazer nada a esse respeito, sobre a credulidade neste ponto; quem tem olhos que veja, e quem tem ouvidos que ouça. Vocês sabem como funciona o mundo em que vivem?

Em resumo, nós poderíamos dizer que há grandes máfias de bandidos que se unem para escravizar as pessoas. Repito: isso é uma prática muito velha.

Este é o propósito da dominação e você pode descascar isso como se fosse uma cebola e encontrar vários níveis deste processo, como numa hierarquia, mas o mecanismo basicamente é esse: controlar a vida das pessoas e ter uma vida de realeza, ou seja, é a tirania, embora isso possa ser disfarçado de muitos modos. Nós vivemos numa era de disfarces e eufemismos, e chegamos ao ponto do insuportável.

O esquema atualmente em vigência é simples, e nós podemos chamá-lo de “Cenoura-Piquete”, para simplificar.

A idéia é que os mandachuvas vão controlar a narrativa histórica inteira ao manipular todos os lados antagônicos das disputas culturais, sociais e políticas. Um grande mestre teórico desta arte, o grande instrutor (voluntário ou involuntário) dos revolucionários foi o filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel. Dizia ele que a história é o campo da contínua revelação do “Espírito” no tempo, de forma que há uma sequência orgânica de fatos que faz sentido dentro da história da humanidade. Na verdade, sob este aspecto, Hegel já tinha sido flagrantemente refutado retroativamente por Santo Agostinho, mas ele não sabia ou não ligou para isso. E de fato essa questão mais abstrata e metafísica não teve tanta importância quanto o que foi mais relevante na constituição da estratégia revolucionária, que foi a técnica política derivada da concepção hegeliana da “dialética histórica”. Os fatos históricos políticos resultam de conflitos de possibilidades distintas tanto quanto a síntese de um raciocínio deriva de suas premissas. Desta maneira, se você controlar aquilo que equivale à tese e também a antítese do processo histórico, você terá o controle do seu resultado concreto, ou seja, da sua síntese.

Desta forma a mentalidade revolucionária moderna não se funda apenas em uma revolução, mas em duas. E este é o mecanismo “Cenoura-Piquete”. Vejamos os seus componentes.

A Cenoura

Primeiramente, para que isso funcione, deve-se estimular tanto quanto seja possível na cultura a disseminação de vícios que redundem fundamentalmente na cobiça. Isso se faz através da propaganda da liberdade como um princípio fundamental e irrestrito da vida humana. Se você pega o ser humano e o incentiva o tempo todo a ser libertinoso e permissivo com todos os assuntos de sua vida, ele vai se desfazer de seus vínculos morais naturais, seja da família, dos negócios, da religião, etc., e vai buscar a satisfação momentânea de seus desejos mais imediatos. É uma escada que desce: da luxúria para a gula e a preguiça, inclusos aí os entorpecimentos pelo uso de drogas de todos os tipos e demais vícios. Acontece que para as pessoas viverem desta forma desregrada é necessário possuir o poder para realizar essas coisas, poder especialmente na forma do dinheiro. Daí que o culto do dinheiro e das riquezas materiais, que é a entronização da cobiça, é a culminação deste processo. O amor natural, que se dedica às coisas de Deus e à caridade e compaixão ao próximo, é substituído pelo desejo das coisas e dos prazeres derivados, e a consumação deste desejo deixará os povos de joelhos diante da imagem de uma riqueza que lhes permita viver de acordo com esta busca.

Toda uma cultura se monta ao redor deste sonho (na verdade, um pesadelo), afirmando que as pessoas devem ser ambiciosas, que a competição desregrada é a solução para todas as coisas, que o egoísmo dentro de uma meritocracia servem ao bem comum dos seres humanos, etc. Esta é a Revolução do Liberalismo, é a entronização da liberdade humana como princípio absoluto, o que resulta na prática na entronização do vício da cobiça.

O Liberalismo é uma grande cenoura-de-burro que faz a humanidade perseguir uma ilusão e caminhar rumo ao completo colapso moral e civilizacional.

O Piquete

A consequência do procedimento acima é a anarquia.

A vida humana de busca da liberdade total é naturalmente caótica e leva ao barbarismo (ou seja, a perda contínua dos bens civilizacionais) e a autodestruição da comunidade humana.

Os gângsteres que promoveram essa desordem sabem disso. Seu propósito inicial, com o mecanismo da “Cenoura”, foi dissolver as vontades individuais dos seres humanos em psiquismos de escravos de seus próprios desejos, como se faz com viciados em drogas que se tornam gradativamente cada vez mais incapazes de uma reação de vontade livre e forte a respeito de qualquer coisa que não seja a consumação de seu vício.

Esse colapso evidentemente requer uma reação, e embora sejam sempre poucos os indivíduos realmente espiritualmente livres deste desregramento, é possível que uma resistência moral surja, e que combata e vença a anarquia social. Isto já ocorreu reiteradas vezes na história. De um punhado de santos enviados para cada época Deus faz toda a sua Igreja e a Salvação.

Por esta razão os mafiosos que criaram essa situação de anarquia (entendam: a venalidade humana é universal, mas a sistematização do vício não é algo natural) usam do sistema hegeliano da dialética histórica e organizam eles mesmos uma suposta reação revolucionária na direção contrária, antes que surjam as motivações individuais genuínas, de forma que as possa capturar antes que se desenvolvam autonomamente.

Assim, se a Revolução Liberal defendia a Liberdade como princípio máximo, a Revolução Social vai defender os princípios de Igualdade e de Fraternidade como forma de reação planejada ao mal liberal. E é aí que a escadinha da decadência moral vai afundando cada vez mais: capitalizam-se e estimulam-se como resposta aquele caos social a ira, a inveja e o orgulho.

Isto termina por escravizar os povos de uma vez por todas. Por quê?

Porque aqueles indivíduos que podiam reagir moralmente contra a Revolução Liberal serão incentivados a adotar o caminho da Revolução Social, e portanto, ao invés de se armarem de virtudes contra a Revolução, se tornarão revolucionários eles próprios, cheios de ira, de inveja e de orgulho. Este é o “Piquete”.

Vejam que as pessoas em geral, conforme vão ficando mais velhas, especialmente a partir de seus 35 ou 40 anos, constituem uma geração que normalmente já se deixou vencer pelo cansaço e se tornaram cínicas, ou seja, vendem-se ao estado de coisas no qual vivem em troca de algum conforto ou segurança (aquela multidão que não conseguiu “vencer na vida” ou “obter o sucesso”, etc., mas não tem energia para se mobilizar para nada diferente). Ou então, entre aqueles que ganharam prestígio e riquezas, haverá a verdadeira defesa apologética do status quo, e estes se tornarão os apóstolos da Revolução Liberal.

É a juventude que ainda tem alguma energia e alguma reserva de idealismo mais natural para se rebelar contra esse cinismo social. E são justamente estes que são capturados pela Revolução Social. Um jovem dificilmente tem maturidade emocional, psicológica e espiritual para discernir com clareza os vícios que lhe serão sutilmente estimulados. Quem tem mais prazer em sentir ira, inveja e orgulho, do que um jovem desprevenido que nunca confessou esses males, ou seja, que nunca os enxergou em seu coração? Estas gerações mais novas são trituradas nesse moedor de almas que é a Revolução Social, e se tornam escravos de esquemas que redundam numa destas duas coisas: ou na implantação de regimes totalitários, ou na capitulação momentânea para o sistema Liberal.

Desta forma os gângsteres e, consequentemente, os Poderes que os dominam espiritualmente, sempre vencem.

Vencem quando o Liberalismo ganha, e vencem quando o Socialismo ganha.

Não têm porque se preocupar muito, pois as massas serão levadas de um lado para o outro conforme os seus humores: se estão mais pacificados e ordeiros, se tornam Liberais; se estão mais nervosos e revoltados, se tornam Socialistas. Quando o Liberalismo cria desigualdades e injustiças tremendas, ao invés do povo clamar aos Céus, eles são educados para apelar à “verdade científica” do Socialismo; quando o Socialismo cria tiranias insuportáveis e o genocídio sistemático, ao invés de clamarem aos Céus os povos são educados a apelar ao Liberalismo também “cientificamente” embasado. É patético, e é certamente uma humilhação espiritual permitida por Deus com algum desígnio misterioso ainda a ser revelado. Isto está em ação faz uns dois ou três séculos, mais ou menos (eu precisaria fazer um estudo histórico mais profundo para dizer com certeza, mas certamente podemos falar em ao menos dois séculos de história).

O que há em comum nas duas Revoluções, tanto para a Liberal quanto para a Socialista, é o ódio contra qualquer cultura tradicional que esteja fora deste esquema e que aponte de fato para a verdade científica dessa coisa toda; no Ocidente este ódio é especialmente direcionado contra a Igreja Católica e contra os cristãos em geral, pois esta tradição tem mais de dois mil anos de idade e antecede de muito a criação deste sistema revolucionário dialético. A Igreja conheceu heresias, sim, desde o seu início, mas nunca experimentou um combate contra poderes que possuíssem tamanha sofisticação política e social, até porque foram os meios modernos de cultura de massas que permitiram a implementação geral do esquema.

Porque vocês não vão agarrar a oportunidade

Como disse no início, os povos ficam eventualmente saturados, tanto de Liberalismo quanto de Socialismo, pois sentem que tem algo de podre no ar, que algo está errado, tanto de um lado quanto de outro. E começa a haver essa reação generalizada de recusa do sistema todo de farsas e mentiras do establishment.

O curioso –e um sinal de que isto é uma Graça de Deus– é que as pessoas estão conseguindo escapar de ambas armadilhas mesmo não tendo elas uma noção tão clara do que está acontecendo por trás, ou seja, ainda sem a sabedoria adequada ao julgamento da situação. Isto, como já disse, é uma oportunidade para tomar as marretas na mão e terminar por destruir completamente a credibilidade tanto da mídia e dos demais vendedores de cultura de massa, quanto dos sistemas de educação formal que estão endividando a sociedade em troca da venda de mentiras, manipulação, iniquidades e inocuidades.

Mas eu duvido que muitos de vocês vão de fato agarrar esta oportunidade e fazer isso, pois existe uma poderosa trava fundamental da cultura moderna que impede as pessoas de serem realmente livres: ironicamente, esta trava é o desejo da liberdade total.

O Liberalismo, assim entendido, é fundamentalmente mais perigoso ainda que o Socialismo, pois a sua promessa é a liberdade de toda e qualquer servidão. Todo o mal se funda neste abuso insano, pois é absolutamente impossível que a Criação não se destine a adorar e a servir ao seu Criador, e isso inclui principalmente o ser humano, que dos seres criados é o mais livre e portanto a mais capaz de amar a Deus.

Ora, a única maneira de destruir os sistemas de disseminação do erro e da mentira na posse do estamento é a adesão voluntária à tradição anterior aos erros das revoluções modernas, ou seja, é a conversão ao cristianismo; é impossível vencer o esquema de servidão “Cenoura-Piquete” sem ser através da servidão voluntária a Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Eis o mistério em que um coração com desejo de liberdade só pode realmente se libertar se aceitar servir a Deus, ou se tornará escravo para sempre por desejar ser totalmente livre de qualquer servidão.

Este é o grande paradoxo da Humildade diante de Deus, como já disse Nosso Senhor, em que o grande (o orgulhoso de coração) será humilhado e o pequeno (o humilde de coração) será exaltado; ou ainda, disse também Jesus que quem quiser se salvar se perderá, mas quem se perder por amor a Ele será salvo.

O inimigo conhece este paradoxo e por isso mesmo instalou no Ocidente toda uma cultura libertária e cética que transforma a admiração natural por um mistério de Deus, que é este paradoxo, num medo e num desejo de controle furiosos, algo que funciona como uma verdadeira trava, e endurece sobrenaturalmente os corações dos homens. Até historicamente isto é verdadeiro, de vez que antes da sofisticação hegeliana veio o espírito da dúvida universal de Descartes. É curioso que a escrupulosidade cética redunda numa convicção de dúvida total que endurece o coração, como se a dúvida total fosse a certeza de algo, enquanto a abertura humilde da ignorância confessada se torna o princípio da sabedoria, como diz o próprio Deus (Jeremias, 33:3): “invoca-Me e te responderei, revelando-te grandes coisas misteriosas que ignora“.

Vocês querem uma “revolução” que funciona? É esta. O problema é que ela tem que começar na sinceridade de seus corações.

Só não agarrará esta oportunidade quem for orgulhoso demais para ela.

Dia 10 de novembro do Ano do Nosso Senhor JESUS CRISTO de 2016

Festa de São Leão I Magno, Doctor Ecclesiae

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