As negações dos conceitos sinóticos da Monadofilia (Sakura-Tsuna)

Bem entendidos os princípios e as idéias da Monadofilia, qualquer pessoa seria capaz de concluir pela conveniência dos cinco conceitos sinóticos desta filosofia resumidos pelo esquema Sakura-Tsuna, e a partir destes, com o destravamento dos impeditores da Coruscância (Paraíso, o “Escolhido”), alcançar a phronesis final com o esquema Kiku, a “Consciência Profunda” (Arayashiki, correspondente às virtudes teologais temporais da Fé e da Esperança), e o “Tesouro do Céu” (Tenbu Horin, correspondente à virtude eterna do próprio Amor).

Se a causa final do Ser em geral é o Sumo-Bem, a própria essência divina, por outro lado a causa final do ser em particular é o bem próprio da criatura limitada, que deve ser ao fim o objeto da sua escolha espiritual, isto é, o Paraíso, que chamo de Coruscância.

O Sumo-Bem é a felicidade de Deus em si mesmo. O Paraíso é a felicidade do Sumo-Bem de acordo com o limite que define a minha forma substancial, ou seja, é todo o bem que me completa de modo total.

Assim seria razoável supor que as pessoas desejassem obter o mais rápido possível os lucros das três virtudes teologais do esquema Kiku, e então viver a felicidade equivalente a da Noiva que confia e espera (Fé e Esperança), mas sobretudo porque ama a vida que é possível acima desta vida presente, sabe porque a ama, e sabe porque a quer para sempre (Amor). A rotina de quem atingisse esse nível de simplicidade espiritual seria portanto a de experimentar em tempo real a obra divina de Separação (Santificação) pela atuação do dom do Discernimento que entende as coisas que são divinas e as distingue das que não são. Essa seria a melhor condição de dar e receber testemunho, e de repouso na Providência divina.

Porém, é inegável que a maior parte das pessoas luta ainda, e talvez o faça pelo resto de suas vidas, para vencer os desafios dos primeiros conceitos sinóticos introdutórios à liberação do Escolhido, o Paraíso, ou Coruscância. Em suma: a maioria das pessoas não aceita seriamente a hipótese do Paraíso.

Convém investigarmos quais são, portanto, as negações daqueles conceitos introdutórios, para que ao menos possa ficar claro qual é o desafio espiritual que deve ser vencido para que possamos nos deleitar com toda a potência da Graça divina.

Montei esta tabela para facilitar esta reflexão e responder a pergunta: afinal, por que uma pessoa não crê e não deseja o Paraíso?

CONCEITO SINÓTICONEGAÇÃOEXPRESSÃO DA NEGAÇÃO
Condição do Escolhido (Sumo-Bem)Idolatrias do Nada, Caos, Natureza ou HomemDeus não é bom, ou a bondade de Deus não tem forma particular para um Eu
Forma do Escolhido (Limite)Esoterismo Gnóstico, Lado Esquerdo da Dialética do Ouroboros, RevoluçãoO Limite não é bom, a única felicidade possível é a do Ser Absoluto, Infinito, Eterno
Condição da Escolha (Mistura)Exoterismo Gnóstico, Lado Direito da Dialética do Ouroboros, Tradição, ReligiãoA Mistura é boa como Lei Natural, só existe Bem se existir Mal, só existe Luz se existir Trevas, só existe Prazer se existir Dor, só existe Alegria se existir Sofrimento
Operação da Escolha (Arbitragem)Determinismo, Fatalismo, Astrologia, PsicologismoNão é possível uma criatura arbitrar livremente a sua definição espiritual, porque ela é condicionada pelas circunstâncias de modo determinante (o arbítrio não pode ser puro)

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