Charlie Kirk e a próxima fase da guerra contra o Irã

Passado um tempinho desde a execução do ativista americano Charlie Kirk, consegui começar a montar na minha cabeça um quadro um pouco mais lúcido a respeito do evento.

Obviamente, pelo dom de Vigilância, nenhum de nós teria a permissão de aceitar a versão oficial de que ele teria morrido pela ação de um fanático esquerdista. Isto é o mesmo que acreditar que o ataque de 11 de Setembro de 2001 às Torres Gêmeas foi feito por terroristas islâmicos. Uma parcela da humanidade vai continuar confiando nessas coisas, inclusive no pouso do homem na Lua em 1969, etc. Eu não estou trabalhando para essas pessoas. Infelizmente estamos no Brasil, e aqui ser de “direita”, ou seja, ser escravizado como parte do sistema dialético, já é considerado uma atividade subversiva o suficiente. Entendo que serei compreendido por poucos, como sempre.

Nos EUA ocorre algo um pouco diferente. Ainda há muito controle dialético, mas não apenas isso. Uma nova geração habituada com a circulação instantânea e sem censura de informações na internet começa a perceber que as versões oficiais dos fatos, assim como as versões mais comuns da história, são provavelmente falsificadas. Este meme, porém, não deve alcançar o Brasil em nenhum cenário futuro até o fim do mundo:

Nossa cultura predominante ainda é de origem católica, ou seja, não absorvemos coletivamente nem a reação mais básica de rejeição ao sequestro do Evangelho pelos poderes do mundo. Quando recebemos aqui os frutos do protestantismo, este já é o subproduto religioso corrompido que não só não resolve nada como até piora a situação de quem quer ser cristão. O brasileiro médio está muito mais pronto para aceitar o Anticristo sem grandes críticas do que outras populações mais acostumadas com o pensamento crítico, seja nos EUA, na Europa ou na Ásia.

Dito isso, vamos ao caso de Charlie Kirk.

Sua atuação sempre me pareceu ser a daquele típico americano que é inteligente e esforçado, e ao mesmo tempo extremamente ingênuo. Pois é, se coletivamente o americano médio pode estar um pouquinho melhor que o brasileiro médio, na escala do varejo das individualidades encontramos de tudo.

Desde bem jovem Kirk se engajou em debates públicos, no qual se destacou por uma certa habilidade retórica, para não se dizer sofística. Nem preciso explicar que esse tipo de procedimento nunca me agradou. Que ele tenha sido apoiador de causas políticas como a de Trump, é apenas um agravante maior ainda. Aos poucos ele cresceu na sua carreira, sustentado pelo lobby direitista que é, por sua vez, financiado por interesses sionistas via AIPAC. Sua atuação era particularmente relevante no front universitário, justificando a disputa por verbas federais de acordo com alinhamentos ideológicos, e principalmente preparando o terreno para o boicote intelectual de iniciativas anti-sionistas, sob o cobertor de combate ao anti-semitismo.

Essa trajetória da carreira de Kirk não surpreenderia em nada, seria mais um em muitos.

Acontece que nos EUA existe mobilização política de base nos movimentos chamados grassroots. Esse fenômeno, por praticamente não existir no Brasil, pode ser de difícil compreensão por aqui. Por lá é perfeitamente viável que uma base popular force certas lideranças a mudarem o rumo de suas posições e condutas públicas. E o fato é que a base política de Kirk, basicamente composta de pessoas bem jovens, começou a pressioná-lo a respeito de temas ligados a Israel. E o próprio Kirk passou a questionar coisas que normalmente seriam inquestionáveis por alguém que é sustentado pelo lobby direitista. Principalmente:

  1. A ligação da operação de Epstein com o Mossad;
  2. A narrativa oficial dos eventos de 07 de Outubro de 2023 e o subsequente apoio americano à guerra de extermínio em Gaza;
  3. O apoio americano à guerra de Israel contra o Irã.

Este último ponto provavelmente foi o decisivo para que Kirk fosse visto como persona non grata. Ingênuo, o serviçal de Israel não percebeu que se voltava contra a mão que o alimentava e que dava o seu poder político. Será que ele achava mesmo que seu sucesso se devia pura e simplesmente à sua capacidade oratória? Se achava, como foi ingênuo! Ele poderia ser mais um zé mané, um ninguém na fila do pão, se não fosse o interesse dos poderes do mundo em usar a sua atividade para fins de propaganda e mobilização das massas. Essa era a serventia de Kirk ao sistema: a legitimação de crimes de Estado, da Dialética do Ouroboros e do Sistema da Besta como um todo. Foi essa a origem real da sua fama, do seu prestígio e do seu sucesso.

Quando Kirk começou a questionar partes inconvenientes da narrativa oficial da direita política, ele foi chamado para mais uma rodada de negociações onde, no caso, Netanyahu entraria com muito dinheiro e influência, e Kirk entraria com o resto de sua alma. Kirk recusou o acordo e saiu da mesa. Achou que poderia ter vida própria e algum poder no mundo sem a ajuda de Satanás.

Mas quando a verdade pura se levanta para falar, o mundo literalmente a mata no tempo de uma semana. Foi o que já aconteceu uma vez em Jerusalém, para os cristãos que não perderam a memória.

O ingênuo Charlie Kirk achava que tinha autonomia para perseguir a verdade e a justiça com autonomia? Foi rapidamente corrigido pelos poderes do mundo, poderes que o usaram em vida e agora o usam na morte, para reforçar o sistema dialético.

Trump chegou a compartilhar essa imagem grotesca em sua rede social (Truth Social):

Mas resta uma questão: por que assassinaram o cara?

Não seria mais fácil e menos suspeito simplesmente desmontar a sua operação? Retirar as verbas, acionar o shadowban, praticar a espiral do silêncio, etc.?

Seria mais fácil, mas isso leva tempo. Para que uma operação dessas tenha efeito pode ser preciso passar no mínimo uns 6 a 12 meses, e talvez ainda mais no caso do movimento de Kirk, justamente por esse ter uma forte base grassroot.

E acontece que talvez Israel precise mobilizar a opinião pública americana para algo muito importante antes desse prazo, ou seja, logo mais, nas próximas semanas ou meses.

Qual evento justificaria essa emergência?

Ora, nada se encaixa mais no cenário do que uma nova fase na guerra contra o Irã.

É preciso soterrar os questionamentos sobre Epstein e a farsa do 7 de Outubro de 2023, e colocar o lobby para forçar o apoio dos EUA a Israel nesse próxima fase da guerra.

Possivelmente isso deva acontecer antes das midterm elections nos EUA, ou seja, até no máximo Março ou Abril de 2026.

Esse calendário favoreceria a opção pela eliminação física imediata de Kirk, com o bônus de que se os EUA guinarem para fora da zona de influência do lobby sionista antes da próxima fase na guerra, ainda se teria a vantagem de aumentar as chances de deflagrar uma guerra civil nos EUA para neutralizar a sua capacidade de interferência em assuntos internacionais. Afinal, se os EUA não estiverem comigo, o mínimo que eu preciso é garantir que eles não estarão contra mim por estarem, por exemplo, ocupados demais num conflito interno entre Direita X Esquerda, etc. É muito importante que a maior parte da população americana continue hipnotizada pela Dialética, e a própria morte de Kirk está sendo usada para essa finalidade. Vai funcionar? Não sabemos, mas não é difícil desestabilizar a economia americana, altamente alavancada, com uma crise econômico-financeira, bem como o sistema político, que é lotado de elementos comprometidos por operações de blackmail.

O incidente também está sendo usado para testar a lealdade de outros assets de inteligência influentes sobre a sociedade americana. Estes estão sendo orientados, senão mesmo ameaçados quando necessário, para insistir na narrativa contra a esquerda radical, os trans, etc. O recado foi dado da forma mais clara possível. Ao mesmo tempo os movimentos de base conseguem detectar facilmente quais influências e lideranças estão comprometidas com o sionismo. Figuras de grande relevo na mídia alternativa estão sendo rapidamente esvaziadas, como é o caso de Alex Jones e sua operação (Infowars).

O calendário foi a provável motivação para a execução de Kirk.

Sobre a pressa de Netanyahu que quer acelerar as coisas em todo o Oriente Médio, há uma interpretação geopolítica de que isso seria conveniente antes da mudança de ares políticos nos EUA, ou mesmo antes da queda do império americano, já que com China e Rússia o sionismo não teria o mesmo poder de influência (supostamente). Mas há que se considerar também a questão escatológica. Toda uma geração de rabinos messiânicos pressionam Netanyahu para que eles sejam os preparadores finais para a chegada do seu Messias triunfante, e muitos destes acreditam que apenas os construtores americanos (os maçons mais poderosos do mundo) poderão erguer o Terceiro Templo. Seria preciso então fazer tudo acontecer logo: comprometer os EUA com um conflito na região, jogar Esaú contra Ismael, destruir al-Aqsa, “descobrir” a Arca da Aliança, e construir o Terceiro Templo. É claro que essas possibilidades escatológicas escapam da análise geopolítica típica que ainda tenta compreender tudo em termos de interesses nacionais, políticos, econômicos, etc.

Do ponto de vista mais individual, no âmbito da alma do sujeito, Kirk abraçou a idolatria da família, mas não se comprometeu totalmente com os poderes do mundo. Ele pagou por essas decisões. Ele precisava ser vitorioso neste mundo. Não estava esperando pelo próximo, não repousava apenas em Cristo. Tinha que ter planos, vitórias, sucessos. Casou e teve filhos, então ele precisava que essa porcaria de mundo, destinado à destruição, fosse viável para seus descendentes. Isso o levou a se envolver com poderes malignos travestidos com o bom-mocismo direitista, conservador, etc., poderes que o dariam os meios práticos de crescer na vida e ter o sucesso e a vitória que ele precisava dar a si mesmo e à sua família.

Mas era um acordo espiritual com o mundo. Quando ele resolveu desfazer o acordo, as consequências vieram rapidamente.

Politicamente, ninguém vai escapar daquelas duas verdades supremas reveladas na Bíblia desde a antiguidade:

  1. Para os fiéis Deus já é o único rei legítimo, e todas as demais autoridades são no mínimo problemáticas, quando não são mesmo comprometidas, malignas e demoníacas;
  2. É a mentira e não a verdade que prevalece na terra.

O ser humano típico gosta de acreditar nas mentiras e escolher um lado da Dialética do Ouroboros porque não quer receber o dom da Vigilância que o Espírito Santo nos dá para suportar o fato de que nós todos nascemos como escravos, vendidos para o diabo pelos nossos ancestrais, e então crer que a nossa única salvação está em cumprir o Decreto de Gênesis 3 seguindo Jesus Cristo: aceitando a morte e recebendo a ressurreição.

Charlie Kirk, na prática, desprezou o exemplo de Jesus Cristo, assim como sua esposa desprezou o exemplo da Virgem Maria. Eles preferiram imitar Adão e Eva, e os poderes do mundo aplaudiram e exaltaram o casal, como sempre fizeram desde o princípio, e como farão até o fim.

Como Jesus veio pessoalmente revelar a verdade e ainda a revela a quem a quiser receber, a história de Kirk não é uma tragédia. É um drama que terminará como comédia, para aqueles que crêem.

PS: pode ser que estejamos muito perto da ativação de protocolos avançados de controle ditatorial dentro de uma tecnocracia totalitária. É possível que as coisas que eu expliquei aqui já sejam suficientes para não só uma censura futura, mas mesmo para sanções automáticas com efeitos transnacionais. Percebam que uma legislação aprovada no Congresso norte-americano pode ter efeito sobre cidadãos brasileiros, pelo simples fato de que o sistema financeiro já tem efeitos em escala mundial. A Marca da Besta pode mesmo não estar muito longe de nós na escala do tempo. Mas ainda parece ser inviável que tudo se resolva até Setembro de 2028. Veremos.

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