
O que significa a expressão: “Eu Sou a Ressurreição. Quem crer em mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em mim, jamais morrerá” (Jo 11:25-26)?
Como já deixei claro em meus livros Monadofilia e A Coruscância, com a maior confiança na pureza e supremacia do Amor divino não foi difícil renegar dogmas religiosos como os de sacrifício de sangue, condenação ao inferno, e eleição de uma minoria. No sentido deste último ponto montei minha visão espiritual de mundo contando com um grandioso gesto de salvação da parte do nosso Deus, algo que o glorifica mais do que o fracasso de uma salvação magra conforme crêem os que se vêem como parte de uma seleta elite espiritual, aquele clube de mentirosos do farisaísmo da Sinagoga de Satanás (os mesmos que pedem sangue, condenam ao inferno, etc.).
Lembrando da terminologia que usei em meu último livro, há uma salvação para os Vanyar que são criados pela Graça, uma outra para os Noldor que nasceram Sindar e se converteram ainda nesta vida, e por fim também para os Falmari que se perderam nesta vida, mas a quem será dada uma chance de escolher o Amor de Deus na chamada Segunda Ressurreição. E isso para não falar dos Teleri, com status espiritual análogo ao dos Vanyar.
Mas fiquemos aqui na nossa realidade decaída, nosso mundo de nascidos Sindar. É aí que entendemos o que Jesus quer dizer.
Ele é a Ressurreição porque é na crença dele, que é a crença no Amor do Pai que o Filho veio nos revelar, que se encontra a nossa salvação, a garantia da nossa Vida Eterna.
Mas então ele diz duas coisas: que quem crer, mesmo que morra, viverá, e que quem vive e crê não morrerá jamais.
Quem crê apesar de ter morrido é quem ressuscita no Dia do Juízo Final, quando abrir-se-ão todos os livros e o Livro da Vida: é a última chance. Este salvo, um Falmari, morreu sem crer naquilo que Jesus revelou, o Amor do Pai, mas foi ressuscitado para que em seu último gesto enquanto vivo possa se arrepender e ganhar a vida, se assim desejar. São os salvos da Segunda Ressurreição.
Quem vive e crê não morrerá jamais porque experimentará a Primeira Ressurreição dos Santos (o destino Noldor), voltando com Jesus antes do Juízo Final para a experiência do descanso no Milênio. Como estes já fizeram sua escolha em vida, não precisam experimentar a morte para uma última decisão na humilhação do Dia do Juízo.
A Lei do Amor é a Lei da Vida que o nosso Deus estabeleceu para que triunfe o seu desígnio de salvação e glória.
Àquele a quem foi dado o poder de julgar coube a magnanimidade de decretar a salvação pela Ressurreição.
Quem quiser disputar o poder da Ressurreição não tem que se ver comigo, que sou um mero humilde crente nessa esperança: deve disputar com o Rei dos Reis que está vindo para buscar o que lhe pertence para sempre.