“O Reino de Deus está dentro de vós.” (Lc 17:21)
Provavelmente não existe assunto mais excelente do que o Amor de Deus, e nem maior alegria do que contemplar a promessa divina para as criaturas feitas à imagem e semelhança de seu Criador.
Ocorre que os vários expedientes de dispersão distraem o ser humano e o afastam de si mesmo, sendo que é no seu interior que ele pode encontrar tanto a confirmação da supremacia do Amor, quanto a validade da sua promessa.
O que é um ídolo? É um objeto externo de culto que leva o homem a procurar a verdade e a salvação fora de si mesmo, quando o Deus verdadeiro se revela na intimidade do coração contrito, humilde e “esmagado” pela majestade do Eterno. Um ídolo é uma mentira, uma ilusão, um vazio.
Quem puder ter apreciado o que disse a respeito da Coruscância, ou da Eleuteriodiceia, já pode ter entendido do que se trata toda a experiência humana, isto é, a causa final da nossa vida.
Entendeu o Espírito Santo do Criador que não haveria maior felicidade que lhe glorificasse na Eternidade do que a de seres criados à sua imagem e semelhança para o usufruto da mais plena liberdade possível a qualquer criatura. Isto é a salvação: levar as almas a aceitarem espontaneamente a individuação das suas singularidades como indeterminações particulares tornadas infalíveis pela comunhão voluntária com o Espírito Santo.
Por outro lado, a Perdição nada mais é do que o desvio de uma alma que rejeitou a infalibilidade que lhe permitisse a individuação na Eternidade.