Tomem estas palavras como breves notas de uma investigação mais profunda, lenta e talvez um pouco complicada.
Já falei que a Psicologia, por dar um testemunho do espírito do Psiquismo, é uma nova espécie de Astrologia. É apenas mais um jeito, com uma roupagem cientificista, de propagar aquele outro espírito maligno, o da Idolatria.
Ao analisar o livro daquela mulher, discípula de Jung, a respeito do Puer Aeternus, expliquei como essa visão da necessidade de uma certa maturidade era uma idéia anticristã, e até mesmo uma reformulação da cultura da iniciação no Pecado Original.
Mas o que ainda não me tinha dado conta era o do quanto isso provinha de toda uma cultura abertamente satanista (no sentido literal de “adversarial”), já que o tal guru da mulher cujo livro analisei, o próprio Jung, parecia admirar, para não dizer louvar, a tal da entidade Abraxas que seria a personificação do Ouroboros como Deus da Mistura.
É claro que os cultistas dessa tal “maturidade” vão rejeitar Jesus Cristo, que veio revelar a obra divina da Separação.
Toda a Psicologia poderia ser vista, assim, como uma metodologia de iniciação no Pecado Original por vias mais modernas, já que as formas anteriores da Tradição Primordial perderam força (todas as religiões de forma geral). Isso derivou do processo inevitável da Dialética do Ouroboros: quando a autoridade de uma tradição particular perde força é necessário dissolvê-la numa suposta Revolução em nome da verdade e da liberdade, mas isto apenas para reintroduzir o mesmo esquema novamente sob nova roupagem.
Ou seja, muda-se para permanecer o mesmo, este é o sentido contínuo, na História, do que é o solve et coagula, o ordo ab chaos, etc.
Mas não há nada de oculto que não venha a ser revelado, para a vergonha desses seguidores dos vazios.
Agora não é o momento, mas oportunamente poderemos repensar essa idéia da repaginação da iniciação no Pecado Original nos sólidos enquadramentos dos Cinco Conceitos Sinóticos da Monadofilia, especialmente a dupla Mistura e Limite, ou Condição da Escolha e Forma do Escolhido.
A Psicologia como puro estudo da psique humana, por óbvio, como qualquer ciência, é espiritualmente indiferente, e pode ser levada para este ou aquele lado. Poderia haver, por exemplo, uma Psicologia Monadofílica, se quiséssemos fazer isso.
Mas como prática que se propõe uma cura partindo de premissas do que seria normal ou funcional na psique humana, a Psicologia produz sim o testemunho do Psiquismo, da Idolatria, e serve como iniciação camuflada no Pecado Original ao gerar ao seu modo uma Legitimação da Mistura.