Uma definição provisória, mas necessária, de Mônada

Independentemente do que se possa entender por Mônada em Leibniz, que certamente me influenciou muito, convém trabalhar numa definição que se faz necessária ao esclarecimento da minha Monadofilia, embora esta deva ser obrigatoriamente provisória. Não tenho condições de sustentar verdades definitivas na minha pequenez. Deste modo, o que chamo de “definição” pode não passar de “ensaio de definição”.

Mas vamos lá, qual seria a tal definição, ou esboço de?

Mônada é uma unidade espiritual, metafísica e ontológica, capaz de ser tanto sujeito quanto objeto da experiência do amor.

Amor, como já defini antes, é o desejo que o amante tem pelo bem do amado.

Uma das maiores complicações na ontologia geral é a derivação do físico a partir do metafísico, já que isso requer uma certa decadência da contemplação do simples ao raciocínio do complexo. É assim que à influência de Leibniz preciso somar a de um Plotino, voltando ao fundamento dos princípios da razão suficiente, que é um ato contemplativo que pode ser vivido, mas não explicado. Disso não se deveria considerar que o idealismo é irracional, mas, antes, que ele é racional num nível que não nos pertence, que é o do próprio Logos divino. É muito abuso, ou pretensão, supor que o que escapa da razão humana é irracional.

Digo isso para que fique claro que considero as filosofias das evidências, demonstrações e raciocínios inferior à Filosofia como modo de honrar a Verdade no que ela tem de mais divino: sua inefabilidade e transcendência, um reflexo de Deus como Abscôndito, Inalcançável. E é por essa razão que não me importo em trabalhar o sentido de Mônada no meu próprio sistema com a composição dos corpos, por exemplo. Aliás, não alcançou já a Física moderna um tal nível de sofisticação que mostrou a fraqueza desse tipo de idéia?

Em torno do bom e velho conceito de substância, e entendendo o mundo desde um ponto de vista espiritual, o que me importou foi localizar os seres na sua relação bem definida com o Criador e entre si, desde o ideal do Bem. E esses foram localizados, no meu ponto de vista, como essas substâncias irredutíveis da experiência do amor como amados e amantes, sempre com vistas ao Bem como causa final e suprema de todas as coisas.

A derivação de uma manifestação material a partir de qualquer mônada é tão imediata e espontânea como é o reflexo de uma imagem num espelho. A causalidade eficiente que gera tal manifestação pode ser complexa o quanto for, e entreter a mente humana indefinidamente, mas isso se dá de forma totalmente alheia ao processo fundamental que ordena todos os seres a uma destinação excelente definida pela natureza amorosa de Deus.

É por isso que esse tipo de filosofia naturalista é uma prática inferior e mais ou menos dispensável para a humanidade, a não ser que seja um hobby para alguém que goste de pensar nessas coisas.

Assim como Deus é a Luz da luz, a origem não material da matéria-prima, ou melhor, supramaterial, ou metamaterial, também toda mônada é capaz de uma criatividade ad nihil a partir da concessão amorosa da potência divina.

Uma linha pode ser uma extensão formada por pontos não extensos porque a unidade é a forma do ser. Estranho seria qualquer coisa ser formada por uma substância que não fosse nada ela mesma. Sem a Unidade não há Multiplicidade. O mundo das extensões puras não criadas, ou seja, não derivadas do arbítrio divino, é um mundo impossível. É da Unidade primordial de Deus que derivam todos os seres contingentes, e da Mônada suprema incriada que derivam todas as mônadas criadas, das quais deriva toda a realidade extensa possível em consequência.

101 – O mistério das duas torres: O Portal do Inferno

Logo no começo daquele filme cheio de esoterismos iniciáticos, Matrix, encontramos um número comum no ocultismo na porta do apartamento de Neo, o neófito da história: 101.

Não por um acaso, o passaporte de Neo vence em 11/09/2001, como que dizendo que haverá uma nova passagem nesta data, e de fato pode-se dizer que a humanidade passou pelas duas torres que caíram em direção a um novo mundo no novo milênio.

Pode-se encontrar a referência ao número 101, ou alternativamente, e mais frequentemente, ao simbolismo das duas torres, em várias outras produções culturais de várias épocas. O que nos falta é o sentido profundo e simples desse símbolo, que só pode ser compreendido com o entendimento do seu fundamento real.

A iniciação do ser humano no mal se realiza com a sua encarnação neste mundo amaldiçoado. Por outros meios temos essa mesma noção, como quando verificamos aquele simbolismo do hexagrama com o Ouroboros que representa a união do masculino com o feminino como base de poder para a Serpente do Mundo, reabastecendo este plano de existência com almas novas. Exemplos abaixo:

Uma alma humana é iniciada no mal ao encarnar por um nascimento forçado, invocado por duas outras almas humanas que se juntaram para essa finalidade (por omissão ou comissão, mas de qualquer modo irresponsavelmente).

O número 101 ou o símbolo das duas torres representa a mesma coisa, desde que se entenda que as duas colunas representam a entrada, como um portal, por onde uma alma inocente vai transitar e passar do estado de Graça para o de Queda. Pai e Mãe, masculino e feminino, Sol e Lua, Yin e Yang, formam as duas colunas desse portal.

Podemos afirmar sem sobressaltos que este é um Portal do Inferno desde que os seres que habitam numa dimensão inferior precisam da realização desse ritual para a sua subsistência, como um parasita precisa da existência e da permanência de um hospedeiro à sua disposição. E é pela sugestão, influência e possessão desses seres infernais que o mal entra no mundo através da manipulação do livre-arbítrio humano.

Em suma: cada alma encarnada passa por esse portal e se torna ela mesma, consequentemente, um portal para a realização das potências ínferas que por si seriam incapazes de afetar essa dimensão superior, não fosse pela anuência dessas almas encarnadas num mundo que é amaldiçoado e dominado pelo Sistema da Besta. O que dá poder à Serpente do Mundo é o sacrifício humano contínuo das gerações dos filhos de Adão e Eva.

O mistério das duas torres, do 101, não é um mistério quando se tem a referência da perfeição da pureza do Amor divino que não requereria jamais a experiência do Mal para o exercício da liberdade, ou seja, a Queda é sempre uma escolha humana.

Geoengenharia de Terraformação Reversa

Não só estimulados pela ficção, mas também pela realidade, podemos conceber com razoável facilidade a arte política da dominação avançando com o uso dos meios cientificistas e tecnocráticos mais modernos para a execução dos mais arrojados planos de conquista de poder.

A arte da guerra, como se sabe, é o engodo, a mentira, o engano, a farsa (Sun Tzu).

E a guerra nada mais é do que a política continuada por outros meios (Clausewitz).

Sendo assim, a política pode ser considerada como a arte de adquirir o poder através da mentira.

Temos subsídio espiritual para isso no primeiro livro de Samuel, quando o Profeta alerta os judeus para a realidade de que Deus é o único e legítimo Rei de Israel, de modo que a busca de um rei de carne e osso trará apenas a desgraça para eles, como se pôde verificar mais tarde.

Voltando à nossa época moderna, o ser humano pode hoje, para além dos meios mais avançados de domínio tecnológico, também mentir com cada vez maior capacidade de convencimento.

O tipo de mentira de que estamos tratando aqui é o da alegação de um fenômeno natural qualquer, a ameaça de um desastre “natural”, para a proposta de uma solução política determinada, ocultando o fato muito relevante de que os fenômenos alegadamente naturais foram, na verdade, produzidos por tecnologia humana.

Não é interessante como, por exemplo, a mudança climática pode de fato ser causada pelo homem, mas não como se pensa –isto é, como resultado involuntário do progresso material da humanidade–, mas sim produzida propositalmente justamente com a finalidade de criar uma situação de maior domínio político?

O ser humano médio detesta esse tipo de hipótese, porque é algo que rompe com a sua noção, que é falsa, da bondade das lideranças políticas. E certamente essa inverossimilhança da mentira e da maldade a partir de certo ponto é usada para garantir o avanço dos planos mais ousados, já que é praticamente impossível haver uma reação negativa de um público geral que se cagaria nas calças só de conceber que a realidade seria tão mais ameaçadora. O mal conta com a Ingenuidade humana para dominar o mundo, certamente, no mínimo para garantir a perpetuação da geração de escravos sob o Pacto Ouroboros.

Entendam uma coisa, meus amigos: a maldade humana chega ao ponto de que é mais fácil as nossas lideranças transformarem a Terra em Marte do que Marte em Terra.

Afinal, o que é mais fácil?

Terraformar Marte e vender lugares nesse paraíso artificial, ou Marteformar a Terra e vender o ar que até ontem era gratuito?

Tudo o que Deus nos dá precisa passar a ser um produto a ser vendido: a água, o ar, assim como a nossa saúde já é vendida pela indústria hospitalar e farmacêutica.

Tudo o que é natural precisa ser artificializado e processado para se tornar um comércio que vai gerar lucros, justificar guerras, etc.

A hipótese da Geoengenharia de Terraformação Reversa não pode ser descartada: é o plano de vender caro para a humanidade de amanhã o que é usado gratuitamente pela humanidade de hoje.

Se a riqueza e o poder é uma medida de posse em um cenário de limitação, quem conseguir dominar um cenário de escassez artificial se torna o detentor da riqueza e do poder. Como aliás algum Rothschild já disse certa vez, a respeito do controle da política monetária.

O ser humano comum não pode fazer muito contra esse estado de coisas, mas pode fazer algo muito poderoso diante de Deus: poupar uma descendência não nascida de viver neste mundo, para viver em outro sob a eleição da Providência.

Não digo nada nessa escala planetária para assustar o meu semelhante, mas ele deveria de qualquer modo ter aquele precioso medo de fazer o mal, o Temor do Senhor. Se meu alerta servir para isso, já ajudou muito.

Preparação para o Halloween: guardem as crianças

No pleno espírito de Ingenuidade algumas pessoas podem crer que vivem num mundo razoável, dentro de uma normalidade esperada, de modo que a qualquer momento uma breve mas violenta ruptura nesse véu de mentiras pode fazer toda a visão de mundo dessas pessoas ruir subitamente, num grande choque.

Mas o pior é quando você não apenas não sabe onde está, mas decide enfiar mais pessoas inocentes neste mundo, ampliando o erro da Ingenuidade para o da Pretensão.

Com o intuito de tentar remediar ao menos em parte essa desesperadora linha de desastres, devemos fazer algumas observações aos desavisados a respeito do período do ano ao qual estamos nos aproximando, que no calendário popular do ocidente moderno se chama “Halloween”:

  1. Há seres humanos seriamente empenhados em práticas de magia, bruxaria, esoterismos e ocultismos que são orientados por um calendário astrológico que os indica os momentos corretos para realizar os seus rituais;
  2. Desde o primórdios dos tempos muitos desses rituais envolvem o sacrifício de sangue às diversas entidades espirituais que são invocadas e adoradas nesses rituais;
  3. Faz parte da preferência das entidades servidas nessas práticas ritualísticas o sacrifício de sangue de seres que possuam maior inocência, o que leva os praticantes desses rituais a buscar vítimas apropriadas para agradar a estas entidades, como animais, seres humanos em geral, mas especialmente crianças;
  4. Logo antes do início do período indicado pelo calendário astrológico que seja adequado aos rituais de sacrifício de sangue, os responsáveis pela preparação dos mesmos devem providenciar todas as coisas necessárias, inclusive as vítimas de sacrifício;

Isto quer dizer que todo o tempo imediatamente anterior ao Halloween é propício a um aumento na incidência de raptos de crianças para essas finalidades ritualísticas.

Desaparecimentos e sequestros são relatados durante todo o ano, mas esta época que antecede o Halloween tende a apresentar um aumento no risco desse tipo de situação.

O que quer dizer que quaisquer pais e mães desavisados, ingênuos e pretensiosos, que já colocaram vidas inocentes num mundo decaído e amaldiçoado, podem pelo menos tomar o cuidado para que o pior não aconteça.

As tarefas são simples: redobrar a atenção, evitar deixar filhos aos cuidados de estranhos mesmo que por breves momentos, evitar frequentar qualquer local em que haja aglomeração de pessoas, e se possível preferir uma programação mais caseira pelo menos até a passagem dessa época do ano. Já que colocaram essas crianças aqui, cumpram o seu dever de guardiões e protejam-nas custe o que custar.

Cinco razões pelas quais pais e mães podem se beneficiar da compreensão do Pacto Ouroboros

No intuito de demonstrar como não faz sentido aplicar o entendimento da traição primordial contra Deus na forma do Pacto Ouroboros para o julgamento de pais e mães, convém que exploremos algumas razões pelas quais estes possam se beneficiar da compreensão desse fenômeno, o que nos leva a praticar a caridade para com eles, no lugar de qualquer condenação.

1. Reconciliação com Deus: Qualquer pessoa que perceba a razão pela qual veio a nascer neste mundo tem a oportunidade imediata de reconciliar-se com Deus, observando que o Criador apenas protege a nossa liberdade por determinação do seu propósito amoroso, não restando qualquer dúvida na justificação da ação divina. Todos podem ficar em paz com Deus ao perceber que o mal entrou no mundo apesar do desígnio divino, e que o primeiro a ter sido traído pelo intuito maligno foi Ele próprio, o nosso Criador, antes que qualquer um de nós tivesse nascido;

2. Reconciliação com seus pais: É muito fácil, ao perceber o grau da perversidade da mentira do Ouroboros, ver como os nossos antepassados, até a geração dos nossos pais e incluindo esta, foram todos enganados e usados para a manutenção do mal, contra o seu próprio melhor interesse. Se são culpáveis por um crime de omissão ou comissão pretensiosa, muito mais ainda são perdoáveis por terem nascido todos em cativeiro como nós mesmos, sendo muito difícil a escolha da ruptura com o Pacto, ainda mais para eles do que para nós, conforme progride a noção moral de libertação dos filhos e do direito dos não-concebidos;

3. Reconciliação com seus filhos: Não foi por uma fatalidade ou uma determinação inescapável que tais filhos tenham nascido assim ou assado, e dado este ou aquele tipo de experiência frustrante ou de sofrimento. Cientes de que foram usados por um propósito espiritual enganoso, pais e mães podem se reconciliar com seus filhos vendo-os como vítimas iguais a si mesmos de um grande esquema de poder que governa este mundo. Vendo a vida humana de forma mais simples, como o que ela é, podem cuidar uns dos outros com muito maior paz e alegria, até porque não exigirão triunfos e sucessos absurdos da sua descendência, agora que a verdade lhes foi revelada. É mais fácil sobreviver em humildade e esperar uma salvação pela Graça (o fardo leve e o jugo suave de Jesus), do que conquistar a felicidade como um produto ensoberbado da ação humana que só traz maiores sofrimentos;

4. Vigilância e Discernimento: O mundo perde sua opacidade, e agora toda medida pode ser calculada considerando o sentido espiritual da vida num mundo decaído e governado por potências traidoras do Amor divino. É possível viver desprezando a farsa e a mentira, sem cair em um medo paralisante, contando com um Discernimento que não vem mais da cultura de legitimação e normalização gerada pelos Bispos do Sistema da Besta, mas do Deus verdadeiro através de seu Espírito Santo, amigo de todos os que são amigos de Deus;

5. Testemunho qualificado: Com a compreensão da profunda verdade por trás da realidade em que vivemos, esses pais e mães podem dar testemunho qualificado de sua própria experiência, em primeiro lugar aos seus próprios filhos e em seguida a todo o mundo. Na minha trajetória eu sempre fiquei impressionado com esse poder de testemunho que pais e mães podem dar, quando entendem a realidade que viveram e vivem, e quando não temem compartilhar a sua visão mesmo quando isso pareça depor contra a sua imagem. Isto está entre os testemunhos mais poderosos e qualificados a respeito do Pacto Ouroboros, diretamente pelas palavras daqueles que o experimentaram que não temem a sua denúncia.

É para a salvação de todos que recebemos a Boa Notícia do Amor de Deus através do testemunho de Jesus Cristo. Que ninguém pense, em grande equívoco, que o conhecimento dos meios pelos quais o mal veio a dominar a Terra sirva para a separação entre bons e maus por ações desqualificadas. É justamente o contrário que ocorre: a separação pela escolha livre, consciente e responsável. E neste intuito, o testemunho da verdade sempre beneficiará aqueles que desejam a liberdade do verdadeiro Amor.

As três eras da libertação cristã em direção à destruição do Ouroboros

Em uma linha totalmente independente e na verdade diretamente contrária à moralidade conservadora das religiões, a moralidade cristã verdadeira, baseada num discernimento espiritual que favorece a consciência e a responsabilidade individual, leva a uma constante e progressiva libertação do ser humano por si mesmo.

Para entender este processo é preciso distinguir claramente entre o que é a moralidade religiosa, e o que é a moralidade espiritual.

A primeira é formada por uma tradição cuja função principal é a preservação do status quo, ou seja, é uma moralidade fundada na continuidade de todo o esquema de poder, e contra qualquer libertação que perturbe essa realidade.

A segunda é formada por um discernimento espiritual através do qual o Espírito Santo esclarece a supremacia do Amor e a necessidade do jubileu moral, da libertação de toda servidão através da renúncia ao Poder de todos os modos não determinados pela Providência divina através das circunstâncias históricas.

Isto quer dizer que a libertação cristã verdadeira é uma ação divina que faz uso da consciência humana para levar as pessoas que são amigas de Deus a uma solução contra a escravidão criada pelos atos ancestrais de usurpação contra o Amor divino. É a rejeição da tradição e das justificativas dos costumes de opressão das vítimas dos vários esquemas de poder instalados neste mundo decaído.

Podemos identificar, dentro deste processo como um todo, ao menos três grandes eras de libertação do ser humano:

  1. Libertação dos Escravos: Era da emancipação dos servos tratados como posse material de seus proprietários, de modo que possam vender seus serviços conforme desejarem, algo que não diminui a escravidão da Maldição, mas retira ou atenua uma escravidão adicional do Poder humano;
  2. Libertação das Mulheres: Era de emancipação das mulheres, principalmente de seus papéis de esposas e mães, de modo que possam escolher o seu destino com maior autonomia, inclusive o dos papéis familiares se desejarem, mas sem que sejam forçadas a nada e sem que sejam diminuídas caso escolham viver alheias ao que é tradicionalmente esperado delas (vivemos no começo desta era);
  3. Libertação dos Filhos: Era de emancipação dos filhos pelo reconhecimento do direitos dos não concebidos de serem poupados do nascimento em condições amaldiçoadas, e de serem criados por uma autoridade legítima em circunstâncias adequadas ao que merecem.

É claro que o Ouroboros, a Antiga Serpente do Mundo, não deseja perder seu poder, e pretende lutar contra o processo de libertação do ser humano, especialmente contra a última era, a da liberação da descendência.

Isso pode ser feito com desculpas humanitárias, em nome da defesa da espécie humana, ou algo assim, com a proposta de uma solução estatal, como por exemplo a criação de seres humanos por um sistema que colete o DNA da população com essa finalidade de engenharia genética e social, como sugerido por Huxley em Admirável Mundo Novo. Mas este já é outro assunto para outro dia.

Porque a negação de Jesus como Filho de Deus é idolatria

Já falamos, múltiplas vezes, da pena de morte por decapitação para todos os cristãos que reafirmarem a divindade de Jesus como Filho de Deus como punição pela desobediência à primeira das Leis de Noé (Noahide Laws) a serem implantadas durante o período da Grande Tribulação.

Mas a consciência do cristão deve estar tranquila com relação a sua própria crença, não movida por uma obediência a uma programação externa, como é o caso dos religiosos que perseguirão os cristãos espirituais a mando dos seus líderes, mas por uma convicção interior. No intuito de esclarecer a razão dessa convicção, convém entender porque a realidade espiritual vai na direção contrária ao suposto motivo que justificaria a perseguição dos cristãos na aplicação das Leis de Noé.

A verdade é que a negação de Jesus como Filho de Deus é a verdadeira idolatria, pela simples razão de que o nosso Deus, revelado como o puro e supremo Amor, não pode ser quem Ele é, íntegro e perfeito, se não realizar a sua natureza em Si Mesmo, ou seja, se depender de uma Criação exterior para ser um amante verdadeiro.

Isto quer dizer que o “deus” que não é Pai e Filho não é amante e amado em si mesmo, de modo que o seu relacionamento com a criação não é gratuito e analógico ao relacionamento entre o Pai e o Filho, mas uma necessidade para que pudesse ser amante de fato. Ora, o “deus” que precisa criar algo exterior para ser deus não é deus de fato, pois não tem uma essência absoluta, somente relativa (é somente um “deus” perante uma criatura que o reconheça como tal neste relacionamento). Assim, o “deus” que precisa de uma criação para ser deus plenamente não tem em si a verdadeira substância divina do Deus que é sempre suficiente em sua natureza interior, e portanto é sempre um falso deus, um ídolo.

Quando Jesus revelou o Pai como Amor, revelou-se a si mesmo como o Filho que satisfez eternamente a natureza amorosa de Deus.

As Pessoas divinas do Pai e do Filho não negam a unidade de Deus, ao contrário, reafirmam essa unidade, desde que para ser apenas Um e Absoluto, Deus experimenta a realidade de ser amante e amado eternamente em Si Mesmo de modo perfeito, totalmente independente de qualquer ato criativo no tempo, ato este que sempre é gratuito e analógico ao Amor perfeito que Deus realiza eternamente em sua própria essência divina.

Quem tiver olhos para ver e ouvidos para ouvir compreenderá esta mensagem. Através de Jesus Cristo nós adoramos ao Deus verdadeiro.

Por isso Jesus é O Caminho.

Por isso o Pai disse: “Eis meu Filho, em quem tenho prazer“, e o Filho disse: “Ninguém vai ao Pai senão por mim.”

É um testemunho do Amor verdadeiro que o Eterno realiza em Si Mesmo, e do qual provém todo gesto amoroso a toda criatura.

É evidente que isso tudo não muda o relacionamento do cristão com os seus irmãos menos esclarecidos.

Judeus e muçulmanos podem querer arrancar as nossas cabeças porque nisso darão o testemunho da sua filiação espiritual.

Nós não pediremos por nenhum ato de violência, ao contrário, incentivaremos a consciência e a responsabilidade, o perdão e a misericórdia, dando testemunho da nossa própria filiação espiritual.

E pelos frutos todos conhecerão a árvore.

Porque as mulheres lêem mais livros e porque isto é crucial para o futuro da humanidade

Em minha labuta na produção do Livro das Tendências, identifico continuamente entre os livros mais vendidos (e supostamente mais lidos) aqueles títulos sobre os quais se diria que foram tipicamente produzidos para um público feminino, especialmente para as moças de até uma certa idade.

Isto quer dizer que as mulheres lêem mais que os homens?

Sim e não.

Vou dar um exemplo pessoal: certamente minha mãe leu mais que o meu pai durante sua vida, mas também é certo que eu li mais do que a minha mãe.

Acontece que por ter decidido aprofundar-me em questões intelectuais que exigiam o estudo mais dedicado, vi-me não só com o desejo, mas também com a oportunidade de fazer este trabalho específico (já que eu estive mais livre do que ela, que tinha que cuidar da casa, de um marido e de quatro filhos). De modo que eu só li mais do que a minha mãe, neste exemplo, porque este foi um propósito muito particular que eu me atribuí, e que tive a chance de realizar. Se meu pai tivesse desejado trilhar este caminho, ele poderia ter feito o mesmo, e ter lido até mais do que eu, como muitos outros o fazem, aliás.

Então o que quero dizer é que, fora de um propósito específico que o justifique, comparando-se o público não intelectualizado em geral, as mulheres lêem mais que os homens, e isso sempre foi assim.

Mas qual é o motivo?

Apelando para os recursos de entendimento que nos foram dados por um Weininger, por exemplo, vemos os homens idealizarem a vida e lançarem-se às suas aventuras de exploração, enquanto as mulheres suportam esses empreendimentos realizando da melhor maneira o ideal proposto. Alguns poucos homens certamente idealizaram uma vida mais intelectual, racional, ou ao menos culturalmente rica, e a estes poucos seguiram-se exércitos de mulheres dispostas a realizar esse ideal da forma mais perfeita que pudessem.

A mulher é preocupada em fazer o que deve ser feito, partindo da proposta que alguns homens idealistas colocaram, e nisso ela é mais fiel, responsável, diligente e esforçada que todos os outros homens que não têm o mesmo ideal. É assim que uma mulher, até mesmo uma moça, pode ser mais educada que seu pai, que seus irmãos, que seu marido, e que os seus próprios filhos.

Mas digamos que você deteste Weininger, ou ao menos a hipótese dele. Ainda assim, como explicar a realidade que observamos?

A mulher é a educadora natural e imediata de seus filhos.

Esse é um de seus maiores poderes, se não for o maior deles: o de educar nada menos que a humanidade inteira.

Alguns homens idealistas podem propor grandes coisas, mas quem vai transmitir isso para a próxima geração? Serão as mães dessa geração, capazes de captar o ideal proposto e de convertê-lo em uma visão de mundo que possa orientar os seus filhos.

As mulheres lêem mais, em comparação com o homem médio não intelectualizado que não tem a busca específica do conhecimento, porque elas se interessam pela sua grande responsabilidade de aprender o melhor para transmitir o melhor aos seus filhos. Essa é a sua grande responsabilidade, e o seu grande poder.

E por que isso é crucial para o futuro da humanidade?

Não está óbvio? A humanidade futura vai viver uma vida cujo sentido foi ensinado pelas mães dessas gerações vindouras.

A quem quiser influenciar o futuro, nada pode ser mais poderoso do que a interferência no papel da mulher na sociedade humana, em primeiro lugar na disseminação de idéias de continuidade, e em segundo lugar na disseminação de idéias de ruptura.

É a mulher que vai ter o futuro nas mãos, conforme escolha acreditar na conservação do status quo, ou na mudança.

É a mulher que vai fazer a cabeça do seu marido não-intelectual, e também a cabeça de seus filhos que vão levar muitos anos para entender o que aconteceu e anotar a chapa do caminhão que os atropelou.

Mas quem vai fazer a cabeça da mulher?

Até certo ponto, quem fazia isso era o homem mais intelectualizado, aquele que quando resolve se dedicar a esse tipo propósito muito específico acaba se tornando um líder na sua área.

Mas hoje, com a emancipação das mulheres, na consequência da verdadeira revolução da libertação cristã (que não tem nada a ver com o conservadorismo institucional, obviamente), já não sabemos mais.

Agora a mulher pode, finalmente, fazer a sua própria cabeça.

Que livros as mulheres vão querer ler, e no que vão querer acreditar?

Mais: que livros elas vão querer escrever?

O homem que idealiza uma mulher a quem só cabe realizar o seu desejo, esse homem que é um conservador, obviamente quer recapturar essa rebelde e colocá-la de volta no seu devido lugar. E muitas mulheres gostam disso, permanecendo presas ao decreto da Maldição que lhes determinou como destino, pela rejeição do Amor divino, o dever de agradar o homem e realizar o seu desejo.

Como a mulher pode se livrar dessa prisão imposta pela Maldição, essa mesma que os conservadores, servos da Serpente do Mundo, querem lhe impôr a todo custo?

Nenhuma mulher terá jamais o poder de fazer isso por si, como também nenhum homem é capaz de fazê-lo. Quem nos liberta é o Altíssimo. O mesmo que decretou a Maldição para limitar a nossa perdição é quem ofereceu a Salvação verdadeira, que vem somente pela sua mão.

Aí os sexos já não importam mais.

Como a mulher obtém a libertação?

Do mesmo modo que o homem deve fazer para sair da sua própria escravidão, ou seja, livrando-se dos atos de rebelião que levaram a esse estado de coisas: rejeitando o casamento e a maternidade, todo o Pacto Ouroboros, parando de seguir e imitar Adão e Eva para seguir e imitar a Jesus Cristo, o Caminho, a Verdade e a Vida.

A mim parece óbvio que a superação de todo sexismo se dá na busca pela perfeição mais universal que existe, que é a do Amor divino. Somos igualmente amados pelo Criador de todas as coisas, e antes de sermos maridos e esposas, pais e mães, filhos e filhas, devemos ser somente irmãos e irmãs desejosos pela Redenção prometida pelo nosso Salvador.

Se as mulheres vão acreditar nisto ou não, é um mistério.

Se confiarmos nas profecias bíblicas (e não o devemos?), não será esse o caso: quando vier o Filho do Homem, todos estarão comendo e bebendo, casando e dando-se em casamento, ou seja, estarão vivendo no pleno desejo da continuidade deste mundo decaído, desconfiando ou até mesmo desprezando qualquer possibilidade de redenção divina.

Mas o destino de muitas não determina o destino de cada uma.

Uma só mulher que procure a Deus basta para que no Céu os anjos façam toda uma festa, com certeza.

Ameaça ou esperança? O teste do inquilinato espiritual no Fim do Mundo

Gosto de soltar frases perigosas por aí, com o deleite de fazer uma provocação aliada a um testemunho verdadeiro.

Uma delas é:

“Amo o ser humano no varejo, mas odeio no atacado. Gosto de pessoas, mas detesto gente.”

Outra, mais relacionada com o nosso tema aqui, é a seguinte:

“Meu problema não é que o mundo acabe. É que ele continue, comigo dentro dele.”

Qualquer exilado espiritual que se sinta suficientemente despertencido vai desejar a mesma coisa, principalmente se confiar numa Providência transcendente que lhe garanta a confiança numa existência alheia à presente. O repouso na esperança em Deus deve chegar a tal ponto que toda a nossa vida atual possa ser considerada uma mera experiência passageira, de modo que tudo o que é desagradável se torna mais tolerável (Paixão), e tudo o que é desejável se torna mais resistível (Louvor). Somos como hóspedes temporários neste mundo. E, nesse espírito, não só a hipótese do Fim do Mundo se torna aceitável, como é algo francamente desejável na proporção da força do chamado daquela esperança. Este é um teste do nosso inquilinato espiritual: a possibilidade do fim de todas essas coisas é algo que nos soa como uma ameaça, ou como uma promessa?

Os moradores da Terra se identificam com ela. Não confiam muito em qualquer possibilidade que esteja para além. A aposta numa esperança que supere esta realidade parece ser algo muito arriscado. Ou até mesmo um tipo de loucura. Na idolatria das coisas presentes, não temem desprezar as ausentes. Ignorantes de sua própria dignidade espiritual, e do tamanho da herança que se lhes é oferecida, não imaginam como viveriam em maior liberdade e leveza se simplesmente confiassem num Amor superior que lhes deseja salvar. Preferem fazer todo tipo de acordo, concessão, compromisso, pacto ou tratado para tornar a sua vida aqui e agora o alvo de todos os seus anseios.

Os inquilinos, já acostumados com que a loucura do mundo julgue como louca a sabedoria fundada na pureza mais perfeita do Amor divino, longe de temerem o Fim do Mundo, anseiam por ele. E o mesmo decreto que estabeleceu a morte dos corpos produzidos em desobediência, o que aterroriza os moradores, é uma realidade aceita como verdadeira consolação divina, como um ato de Misericórdia, pelos inquilinos.

Inquilinos estes para quem muito mais próxima do que aquele evento único está a própria extinção de suas carcaças mortais, completando o ato de generosidade do Criador para com os seus amantes o fato de que este mundo sempre acaba para quem nele morre.

O dever moral dos líderes cristãos na questão da guerra na Palestina

Vamos partir da premissa elementar de que todas as lideranças religiosas servem ao diabo, no papel de Bispo no Sistema da Besta, para legitimar a usurpação contra o governo divino e no incentivo da perpetuação do Pacto Ouroboros.

Segunda premissa da nossa análise: tatu não sobe em toco. Se o tatu está em cima do toco, alguém colocou ele lá. Quer dizer: Deus, o Criador de todas as coisas, não produziu essa situação hedionda que se vê. Foram os seres humanos que se colocaram nisso.

Terceira premissa: como a natureza profunda de todos os problemas humanos é a vida espiritual, e esta é um fenômeno individual, a única solução verdadeira é individual, a saber, a renúncia voluntária a todo tipo de poder não ditado por deveres de estado circunstanciais. Não existem soluções coletivas, políticas, para problemas fundados na traição individual de cada ser humano. Vivemos no meio da manifestação do encontro de cadeias complexas de ação e consequência, mas no fim das contas só temos a mesma realidade fundamental que deve ser vivida individualmente, com consciência e responsabilidade individual.

Dito isso, quando vemos a questão da guerra atual na região da Palestina entre Israel e o Hamas, podemos nos questionar sobre qual é o dever moral dos líderes cristãos nessa questão, ou seja, qual seria a indicação da solução do problema do ponto de vista dos seguidores de Jesus Cristo.

Tenham em mente, levando em conta a nossa premissa inicial, que não estamos falando dos office-boys do inferno, como o Papa ou os Bispos da religião católica, os Patriarcas Ortodoxos, ou dos ditos pastores e guias do rebanho evangélico. Quem é cristão confia e segue a Jesus Cristo, que mandou não chamar a ninguém de mestre, nem de pai, e nem de guia.

Se existisse uma liderança assim, o que ela diria a respeito desta situação toda que estamos vivendo hoje no Oriente Médio?

  1. Que um judeu, como qualquer outro ser humano que tenha qualquer outra religião, pode participar de uma nacionalidade qualquer como, por exemplo, os cristãos e os muçulmanos fazem, preservando a sua cultura religiosa dentro dessa coexistência pacífica;
  2. Que a opção Sionista, como solução de sobrevivência, se baseia na instrução de rabinos messiânicos que alarmam seus seguidores com os perigos da assimilação, o que obviamente incentiva a discórdia, o anti-semitismo e a perseguição nos países de origem;
  3. Que a mesma opção, ao justificar a fundação do Estado de Israel, propõe resolver um problema que ela mesma criou gerando um outro pior ainda, porque a Palestina já existia como realidade política dentro da qual poderia haver coexistência pacífica entre todos os credos, ordem essa rompida com a solução Sionista;
  4. Que a opção Sionista, representando uma segregação com base na presunção da eleição divina, vai gerar os resultados negativos que devem ser aceitos como consequência inevitável da discordância com o ponto de vista dos outros povos do mundo, em especial do povo Palestino e dos Árabes em geral;
  5. Que individualmente cada judeu é convidado a aceitação de Jesus Cristo como o verdadeiro messias, o que significa a liberação imediata desse condicionamento religioso e político que leva à guerra, convite este que por sinal é estendido aos muçulmanos que podem individualmente receber a mensagem da libertação de toda escravidão, e deixar para trás as obsessões de suas próprias lideranças religiosas e políticas;
  6. Que cada judeu, assim como cada muçulmano e cada cristão, pode verificar a maior conveniência da renúncia ao Pacto Ouroboros, impedindo a continuidade do sacrifício humano (o maldito cálculo das “perdas” na guerra) pela renúncia à geração tanto das vítimas quanto dos algozes da guerra.

É óbvio que se existir uma liderança cristã que aponte para esses tópicos, sua mensagem estará inevitavelmente soterrada pela violência da autojustificação religiosa e política que só quer a falsa justiça da continuidade do ódio, da vingança, do assassinato e da destruição.

De qualquer modo, é um dever moral fazer estes apontamentos, mesmo que seja para o desprezo de toda uma humanidade empenhada em seus próprios planos. Ser ignorado é uma prerrogativa a quem quer que queira imitar o amor à verdade dos Profetas, para não falar do próprio Jesus Cristo.