De que modo o Inferno é uma punição eterna

É muito comum e típico dessa raça de animais traidores do Amor de Deus o ato de julgar as coisas espirituais de acordo com o seu modo carnal de ser e de pensar.

E é assim que temos esse fenômeno curiosíssimo de que dentro de uma alma humana convivem de modo estranho as crenças de que Deus é amante e salvador, e ao mesmo tempo de que uma criatura produzida desde o arbítrio ou da permissão desse amante e salvador pode experimentar como destino eterno um estado de punição permanente na forma de uma tortura infernal.

Tudo o que Deus nos revelou sempre foi vantajoso para o nosso crescimento na vida espiritual, isto é, para a recepção do nobilíssimo dom do Discernimento.

O que quer dizer que quem deseje possuir a compreensão do sentido do Inferno como punição eterna poderia e deveria agir com dignidade e honrar a santidade divina buscando um entendimento que é compatível com a excelência do Criador. Não se deve interpretar as coisas espirituais ao modo humano, justamente ao modo de pensar deste ser decaído e amaldiçoado, filho da traição e usurpação, nascido e criado em cativeiro sob o domínio do mal. É o próprio Espírito Santo de Deus que nos salva dessa forma mentis corrompida e rastejante, mesquinha e impotente, e nos faz respirar os ares da liberdade contra a opressão de todo o mal. Isto é: o modo de entender os juízos divinos não pode ser humano e natural, mas deve ser gerado a partir da razão natural (que afinal é também um dom pela iluminação divina) esclarecida pelos dons sobrenaturais do Espírito de Deus.

E assim podemos considerar de que modo a condenação ao Inferno corresponde ao Amor divino como mais uma manifestação da sua supremacia.

Ora, dado o destino eterno excelente de uma mônada criada para aquela bem-aventurança totalmente compatível com a sua forma de ser, nenhuma punição poderia ser maior do que a frustração desse destino, isto é, a não realização do desígnio original do Amor de Deus.

A separação que uma mônada sofra do Amor de Deus implica na sua perda de ser. Esta é a Perdição: que uma individualidade deixe de ser, porque ser é a realização da forma da unidade.

A manutenção de uma alma, ou mônada livre e autoconsciente, num estado qualquer de subsistência que chamaríamos de infernal sob o aspecto de um sofrimento que não altere a sua manutenção no ser, implicaria numa realidade espiritualmente inútil: não podendo realizar-se na sua forma, também não poderia realizar a sua frustração e alcançar a misericórdia da sua extinção, mantendo-se desejosa do Bem e sempre distante dessa realização (este é o entendimento daqueles que erram na suposição da imortalidade da alma, por exemplo). Qual é o uso que o Amor de Deus teria, com vistas à glorificação do Nome, de tal possibilidade?

Somente um espírito atormentado, vivendo em estado verdadeiramente infernal, cheio de violência e agressão, mentira e ódio, poderia cogitar que uma realidade dessa espécie agradaria ao Espírito Santo de Deus.

E é por isso que a concepção do destino de tortura eterna num Inferno perene é mais uma invenção dos demônios para manter o poder das suas religiões sobre a Terra, usando dos recursos imaginativos que estes espíritos possuem e que repercutem muito bem no modo de ser do ser humano decaído e escravizado pela mentira do mundo. E de fato, os crentes na tortura eterna das almas humanas adoram a um deus torturador que se satisfaz com o sofrimento de suas criaturas, ou seja, adoram ao seu pai, o diabo, que sempre foi um mentiroso, acusador e assassino. Quem deseja crer nessas coisas merece mesmo até a “revelação” da sua crença na forma de sonhos, visões, etc., recebendo em si a punição pela sua ousadia de presumir o mal em ofensa contra a santidade da natureza divina.

Baseados no Livro da Revelação, chamado Apocalipse, temos de maneira muito mais clara e simples, do jeito que Deus gosta, a determinação da extinção da Morte e do Inferno, ou seja, a Perdição daqueles seres que tinham destino melhor designado pelo Amor divino, mas que então, frustrados na sua escolha, recebem a misericórdia final de não ser mais.

Este não ser mais, a Perdição, a extinção, ou aniquilação, constitui em si um modo de ser, como infernal?

Não, pois não é um modo de ser, mas o fim do ser de qualquer modo que seja.

As chamas da danação, ou Perdição, são portanto chamas destruidoras, e neste sentido a idéia do Inferno é uma figura de linguagem, um jeito de expressar aquela providência do juízo divino.

O Inferno como estado de ser certamente indica uma subsistência em distanciamento ou em recusa ao Espírito Santo, que é o caso do modo de ser dos anjos caídos, e daqueles seres humanos que vivem em pecado mortal de negação do Amor de Deus, estados correspondentes ao que na minha terminologia nomeei como Avari e Moriquendi, respectivamente: Os Relutantes e Os que Falam das Trevas.

Faz parte da misericórdia divina o decreto do término desse último modo infernal de subsistência, e é por isso que se diz que o Inferno e a Morte serão destruídos, já que não faria sentido dizer que Deus vai jogar o Inferno no Inferno.

De que modo o Inferno é uma punição eterna?

Do modo da Perdição, da extinção de uma individualidade cuja maior punição possível é a perda do ser que havia sido criado para o Amor.

E até nesse último caso mais frustrante reafirma-se o Amor divino na forma da misericórdia da extinção dos seres que só podem sofrer com a sua recusa da vida com Deus.

Quem recusa o Amor não merece viver, pois a sua vida seria espiritualmente inútil para a santidade divina.

O salário do pecado é a morte, no fim das contas não como uma punição, mas como último gesto de salvação, já que um ser que recusa o Amor de Deus perde o sentido da sua existência. A salvação do morto espiritual é a sua destruição, isto é, a sua libertação do seu modo de ser em recusa ao Amor. É preciso que estes seres sejam libertos de si mesmos, e esta é a única forma de salvação a que poderiam ser submetidos, na obstinação do seu orgulho. Deus salva, assim, até os que odeiam a salvação, pois salva-os de permanecerem existindo na sua forma miserável e sofrida de ser.

Eu Sou a Ressurreição

O que significa a expressão: “Eu Sou a Ressurreição. Quem crer em mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em mim, jamais morrerá” (Jo 11:25-26)?

Como já deixei claro em meus livros Monadofilia e A Coruscância, com a maior confiança na pureza e supremacia do Amor divino não foi difícil renegar dogmas religiosos como os de sacrifício de sangue, condenação ao inferno, e eleição de uma minoria. No sentido deste último ponto montei minha visão espiritual de mundo contando com um grandioso gesto de salvação da parte do nosso Deus, algo que o glorifica mais do que o fracasso de uma salvação magra conforme crêem os que se vêem como parte de uma seleta elite espiritual, aquele clube de mentirosos do farisaísmo da Sinagoga de Satanás (os mesmos que pedem sangue, condenam ao inferno, etc.).

Lembrando da terminologia que usei em meu último livro, há uma salvação para os Vanyar que são criados pela Graça, uma outra para os Noldor que nasceram Sindar e se converteram ainda nesta vida, e por fim também para os Falmari que se perderam nesta vida, mas a quem será dada uma chance de escolher o Amor de Deus na chamada Segunda Ressurreição. E isso para não falar dos Teleri, com status espiritual análogo ao dos Vanyar.

Mas fiquemos aqui na nossa realidade decaída, nosso mundo de nascidos Sindar. É aí que entendemos o que Jesus quer dizer.

Ele é a Ressurreição porque é na crença dele, que é a crença no Amor do Pai que o Filho veio nos revelar, que se encontra a nossa salvação, a garantia da nossa Vida Eterna.

Mas então ele diz duas coisas: que quem crer, mesmo que morra, viverá, e que quem vive e crê não morrerá jamais.

Quem crê apesar de ter morrido é quem ressuscita no Dia do Juízo Final, quando abrir-se-ão todos os livros e o Livro da Vida: é a última chance. Este salvo, um Falmari, morreu sem crer naquilo que Jesus revelou, o Amor do Pai, mas foi ressuscitado para que em seu último gesto enquanto vivo possa se arrepender e ganhar a vida, se assim desejar. São os salvos da Segunda Ressurreição.

Quem vive e crê não morrerá jamais porque experimentará a Primeira Ressurreição dos Santos (o destino Noldor), voltando com Jesus antes do Juízo Final para a experiência do descanso no Milênio. Como estes já fizeram sua escolha em vida, não precisam experimentar a morte para uma última decisão na humilhação do Dia do Juízo.

A Lei do Amor é a Lei da Vida que o nosso Deus estabeleceu para que triunfe o seu desígnio de salvação e glória.

Àquele a quem foi dado o poder de julgar coube a magnanimidade de decretar a salvação pela Ressurreição.

Quem quiser disputar o poder da Ressurreição não tem que se ver comigo, que sou um mero humilde crente nessa esperança: deve disputar com o Rei dos Reis que está vindo para buscar o que lhe pertence para sempre.

Contra as três mentiras

Em revisitação ao tema abordado recentemente das três chaves da vida espiritual, convém reforçar as três mentiras essenciais que bloqueiam a experiência consciente e responsável da vida espiritual.

Não se deve confundir esta lista com uma outra que trata especificamente das três renúncias da Humildade, isto é, do reconhecimento de Maldade, Fraqueza e Ignorância.

Aqui estamos falando do caminho desde a vida apartada do Espírito Santo, do típico ser psíquico que não conhece as coisas de Deus, para a descoberta da verdade da essência humana, na linha já explicada neste blog e no meu canal no Youtube: que a Humildade é a chave do Coração, o Coração é a chave do Amor, e o Amor é a chave da Vida.

Essa libertação espiritual corresponde à destruição de três mentiras que dominam o ser humano psíquico, quais sejam:

  1. Que sabemos o que cremos;
  2. Que não podemos não crer no que cremos;
  3. Que alguma crença é melhor que a do Amor.

A primeira mentira é a de que sabemos o que cremos. Curiosamente, esta é uma realidade intelectualmente reconhecível até que com certa facilidade, desde que se pretenda levar as coisas a sério. O que o ser humano possui de domínio intelectual de fato se refere a poucas coisas, objetos ideais cuja pureza corresponde a um nível de abstração perfeito, como os princípios da metafísica, da lógica, etc. Estas poucas coisas podem ser multiplicadas no seu próprio domínio, como nos estudos matemáticos e geométricos, mas explorando apenas o território daqueles primeiros princípios autoevidentes. Por empolgantes que sejam tais reconhecimentos de uma verdade indestrutível (aletheia apodeixis), é necessário assumir que os campos da experiência humana que podem ser entendidos com esse grau de domínio são muito poucos, restando para a maior parte da experiência da nossa vida o nosso poder de crer no que seja conveniente, desde o que é possível até o que é provável. A opinião (Doxa: Eikasia e Pistis) alimenta o conhecimento (Episteme: Dianoia e Noesis) como a terra sustenta uma árvore. Um crescimento cognitivo é sempre possível, mas nem sempre garantido. O que é garantido é o elemento básico da experiência humana, que é a crença numa verdade antes possível, verossímil e provável, para só então, eventualmente, ser certa como domínio do intelecto humano. A nossa questão aqui não se trata de negar o que sabemos. Ao contrário: afirmar que sabemos poucas coisas, menos do que gostaríamos de admitir, entre as quais esta mesma verdade, uma conquista do espírito humano pelo menos desde Sócrates, mesmo antes de Jesus decretar o exemplo da Humildade. A queda da primeira mentira nos permite parar de fingir que temos um domínio que nos escapa.

A segunda mentira é a de que não podemos não crer no que cremos. Isso se dá pela observação do dom da Soberania do espírito humano concedido pelo Altíssimo que nos criou à sua imagem e semelhança. O que quer dizer que por maiores que sejam as pressões ambientais e circunstanciais, nenhuma força externa pode forçar o movimento interior da alma humana. Uma mônada só pode ser movida por si mesma, na perfeição da sua esseidade, singularidade e individuação. Deus fez assim para que nossa felicidade fosse a mais plena na Eternidade, com total voluntariedade. O reconhecimento desta forma de ser nos liberta da ilusão de que qualquer outra mônada, mesmo a divina, possa condicionar o nosso movimento interior, isto é, a crença livre. Embora outros seres possam causar uma impressão em nós, esse condicionamento é sempre analógico, mesmo quando os corpos são forçados por violência ou sedução, já que a fraqueza não muda o desígnio interior onde impera a liberdade de negar até a ação concretizada por sucumbência (como o atestou brilhantemente e claramente o Apóstolo). Aqui a mentira vencida é a da inviolabilidade das causas quando o objeto final é a liberdade humana, como por exemplo se faz nas práticas da Astrologia, da Psicologia, etc., tipicamente cheias de psiquismo.

A terceira mentira é a de que alguma crença é melhor do que a no Amor. Restando a alma humana reconhecer que crê livremente no que quiser, sobra a consideração daquilo que é mais conveniente dada a própria forma do Ser, seja a do Ser divino como amante, ou a do ser contingente como amado. Antes que se diga que esta consideração só pode resultar de um processo intelectual, é preciso apontar para a transcendência do princípio do Bem como imediato e autoevidente, necessário como premissa e anterior a qualquer raciocínio abstrativo. É verdade que o intelecto deve ser movido para a reflexão a respeito do princípio, mas este movimento da mente só pode partir da forma suprema do Bem como princípio fundamental acima de qualquer questionamento. O Bem, ou o Amor divino que o causa e que se identifica com ele, é forma mais essencial que constitui a substância de todos os seres. Tudo o que existe tem como causa final o Bem, ou Amor, que é o seu princípio e o seu fim. A última mentira que deve cair para a liberação completa da vida espiritual é a de que qualquer outra crença seja mais conveniente para quaisquer seres possíveis do que a do Bem, ou do Amor que causa o bem próprio de cada ente.

É o Espírito Santo de Deus quem nos fortalece na luta contra essas três mentiras fundamentais do psiquismo humano, levando-nos a renunciar à presunção de sabedoria, à suposta escravidão à exterioridade, e à falsidade de qualquer outro bem acima do próprio Bem e Amor divinos.

A Figueira e os Rothschild

Uma das indicações mais fortes, senão mesmo a maior delas, entre as alegadas por Gabriel Ansley para justificar a previsão do retorno de Jesus Cristo a este mundo em Setembro de 2028 se baseia na profecia a respeito da Figueira, símbolo de Israel: desde que ela ressurja, a geração que viu o seu ressurgimento não passará sem que aconteça tudo o que foi profetizado a respeito do Fim do Mundo.

Ora, este Estado de Israel surgiu em 1948.

Se uma geração, usando a régua bíblica, dura de 70 a 80 anos, isto quer dizer que esse relógio escatológico se encerra no ano de 2028.

Dentro de seis meses teremos uma condição bem razoável de avaliar a assertividade da previsão de Gabriel Ansley, ao menos na direção de certas profecias e sob certos aspectos.

Mas é interessante observar como é que se chegou nessa data de 1948, o que certamente não ocorreu por acaso. A história da Figueira replantada na Palestina envolve a geopolítica européia e norte-americana, como podemos checar ao verificar o papel que os Rothschild teriam desempenhado no sentido da fundação do Estado de Israel.

Começamos com a situação na Primeira Guerra Mundial: a Inglaterra teme o domínio alemão no continente, e a Alemanha por sua vez teme o crescimento do potencial industrial da Rússia no futuro. Tudo estava pronto para o início da guerra em 1914, e de fato quando o Império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia, isso chamou a Rússia, que por sua vez chamou a Alemanha, que por sua vez chamou a França e então a Inglaterra.

Mas eis que em 1916 os Aliados não somente não tinham garantido a vitória, como poderiam muito bem sofrer um colapso a partir do momento em que a Revolução na Rússia gerasse um colapso do front oriental. Era preciso trazer os EUA para a guerra contra a Alemanha. Mas como?

A solução veio pela mão dos Rothschild em acordo com o governo inglês: em troca da garantia da entrada dos EUA no conflito, vencida a guerra e destruído o Império Otomano, os ingleses, ao invés de cumprir sua palavra com os árabes que apoiaram os Aliados em troca da sua independência política, trairiam essa promessa e administrariam a Palestina eles mesmos. Adicionalmente a essa traição contra os árabes, eles fariam concessões aos colonos judeus enviados para a região com o financiamento dos Rothschild, com a permissão de comprar terras e criar milícias locais sem a interferência da administração inglesa.

Por um lado você tem a intenção claramente sionista dos Rothschild, mas por outro lado há também o meio de obtenção da entrada dos EUA na guerra, que é claramente o da política maçônica de influência e infiltração, possivelmente com a chantagem do Presidente Wilson para forçar a participação americana.

Com a entrada dos EUA e a virada na guerra, o governo inglês selou sua parte do acordo na chamada Balfour Declaration de 02 de Novembro de 2017, carta assinada pelo Secretário de Assuntos Estrangeiros do Reino Unido e dirigida a Lionel Walter Rothschild, formalizando o acordo feito com os sionistas e a traição contra o povo árabe. Eis o documento, com a tradução abaixo:

“Escritório de Assuntos Estrangeiros,

02 de Novembro de 2017.

Caro Lorde Rothschild,

É com muito prazer que lhe trago, em nome do governo de Sua Majestade, a seguinte declaração de simpatia com as aspirações judaico sionistas, que foi submetida e aprovada pelo Gabinete:

‘O Governo de Sua Majestade enxerga favoravelmente o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu, e usará seus melhores esforços para facilitar a conquista desse objetivo, estando bem claro que nada será feito que prejudique os direitos civis e religiosos das comunidades não-judaicas da Palestina, ou os direitos e status político usufruído pelos judeus em qualquer outro país’.

Serei grato se você puder levar esta declaração ao conhecimento da Federação Sionista.

Arthur James Balfour“

Dito e feito, com a derrota da Alemanha e a decomposição do Império Otomano, a Palestina, ao invés de ser entregue para a formação de um Estado Árabe, foi administrada por um governo inglês que permitiu e facilitou o processo de migração de colonos judeus e a formação de milícias locais sionistas, empreendimentos financiados pelos Rothschild.

Passando para a Segunda Guerra Mundial, temos a Alemanha e a União Soviética se armando rapidamente e gerando grandes desconfortos na Europa. Novamente uma situação de caos surgia no horizonte, oferecendo novas oportunidades para a mudança do status quo.

Depois que a Alemanha invadiu a Polônia e a França, e quase derrotou a Inglaterra, ficou claro que os colossos militares alemão e russo colidiriam em 1941 e então toda a Europa ficaria à mercê de quem saísse vitorioso dessa luta. Perigosamente, poderia ser a Alemanha de Hitler, que estava muito mais fora de controle do esquema maçônico internacional do que a URSS de Stalin. Novamente, era preciso trazer os EUA do seu isolacionismo para a guerra mundial. O acordo, desta vez, consistiria na participação norte-americana, primeiro via Lend-Lease para a Rússia e a Inglaterra, e então com participação militar direta, em troca da concessão inglesa do território administrado na Palestina para um Estado Judeu a ser criado no pós-guerra, sem nenhuma interferência na guerra que os sionistas fariam contra os palestinos.

Desta vez parece que o acordo foi muito mais fácil porque os líderes dos dois lados do Atlântico, ao que nos consta, já eram maçons eles mesmos, tanto Churchill em Londres quanto Roosevelt e depois Truman em Washington. Lembremos que o propósito número um dessa organização é a construção do Terceiro Templo em Jerusalém. Para isso era necessário estabelecer primeiro o Estado de Israel na Palestina.

Dito e feito, em 1948 Israel vence a sua guerra de independência e declara fundado o Estado Sionista na Palestina.

Diante de tamanha capacidade de organização em nível internacional, que chega ao ponto da produção de planos que atravessam mais de um século (v. a carta de Alfred Pike a Giuseppe Mazzini em 1871, por exemplo), que defesa podem os povos da Terra apresentar contra esse tipo de conspiração?

Veja o caso de um Ludendorff: apesar de estar atento ao poder maçônico agindo nas trevas, no fim era considerado um paranóico quase que sem influência nenhuma sobre a política real, tendo sido apenas usado para prestigiar a revolução nazista na Alemanha.

Do mesmo modo os árabes que denunciam que tanto o ISIS quanto o Hamas, e mesmo a Revolução Iraniana que instalou o regime dos aiatolás, sejam operações da CIA e do Mossad, são considerados simplesmente malucos demais para serem levados a sério.

A única solução para esse tipo de cenário, se é que ele é levado a sério, é o foco na vida espiritual em confiança plena no desígnio divino. Não há nada de oculto que não venha a ser revelado. Vamos prevenir novas gerações de nascerem neste mundo decaído e amaldiçoado, e aguardar a execução dos decretos divinos.

Jerusalém e Roma: Cúmplices de Assassinato até o Fim do Mundo

Está escrito que tanto judeus quanto gentios pecaram e participaram da traição contra Deus. Isto fica óbvio desde o ponto de vista mas privilegiado possível, o mais universalista, que considera a realidade do Pecado Original, isto é, do Pacto Ouroboros.

Mas até hoje há quem se confunda a esse respeito e creia na boa vontade daqueles que herdaram os erros de seus pais, especialmente quando falamos de Israel e da Igreja Católica, e de todo mundo que se encontra no meio do caminho, cismáticos, reformistas, protestantes, etc.

Todos erraram e continuaram no erro, caso contrário nós não estaríamos aqui. Somos filhos da traição, da usurpação contra o Trono de Deus.

Quando Jesus veio pessoalmente declarar a Lei do Amor, ele foi perseguido, acusado, julgado, condenado e executado por uma aliança entre a quadrilha de Roma e a de Jerusalém, todos ansiosos pelo exercício de um poder temporal ilegítimo e incapazes de reconhecer a Majestade verdadeira quando ela se apresentou bem diante dos seus narizes.

Penso que esses cúmplices de assassinato vão juntos até o Fim do Mundo, numa aliança nefasta entre o Anticristo e o Falso Profeta, provavelmente encarnados, respectivamente, como o falso messias judeu em Jerusalém, e o último Papa em Roma, este último liderando a religião universal das Leis de Noé, fazendo todos os povos da Terra adorarem a Besta.

E é nessa cumplicidade que os filhos do diabo executarão as suas leis de extermínio, isto é, não bastando a renovação do sacrifício ritual de sangue, instalarão a regra do assassinato de cristãos fiéis ao Filho de Deus como prática sagrada, como mandamento divino. E pelos frutos conheceremos as árvores.

Chegará o dia em que a mera lembrança dessas duas cidades, Jerusalém e Roma, servirá apenas para a vergonha de toda a raça humana.

Como evitar a hipocrisia do anti-semitismo cristão (cabalafobia, rabinofobia)

É tão fácil, como muitas vezes já foi na história, assumir uma postura anti-semita num mundo tão bagunçado como este em que vivemos, já que parece haver um esforço contínuo do outro lado da mesa por criar e manter uma imagem de superioridade que parece insuportável aos olhos do restante do mundo.

A eleição de Israel acima das nações hoje não é tão reconhecida por meios religiosos. Isso com a exceção da atuação das lideranças no mundo cristão evangélico, boa parte delas ou mesmo todas sendo quadros formados dentro da Maçonaria. Em geral, porém, há um reconhecimento indireto dessa eleição pela vitimização de Israel na cultura, não por meios tão religiosos, mas por meios históricos, principalmente com o Holocausto.

Dito isso, qualquer não judeu pode cair rapidamente na tentação anti-semita, e digo tentação porque há uma dialética própria no Sionismo que consegue se alimentar do próprio ódio contra os judeus para fortalecer a causa do Grande Israel no Oriente-Médio.

Falando aos meus, aos cristãos de fato ou de nome, convém fazer o alerta que nos importa mais, na obediência ao nosso Senhor Jesus Cristo que nos alertou contra o pior dos males: a mentira da hipocrisia. Não faz muito sentido dizer que os judeus mataram Jesus, já que foram os judeus que também o seguiram como primeiros apóstolos. Mas faz todo o sentido dizer que foram indivíduos mentirosos e hipócritas que mandaram matar Jesus, principalmente as lideranças religiosas da época.

O Mestre mandou tirarmos a trave do nosso olho antes de querer apontar o cisco no olho do outro.

Ora, eis a hipocrisia do anti-semitismo cristão, do ponto de vista religioso: todo religioso cristão tem a sua Cabala e os seus Rabinos, isto é, a sua Tradição e os seus Mestres. E estes disputam autoridade e poder com o Altíssimo, que é o único Legislador e Mestre de direito sobre os seus fiéis.

Muito mais grave do que o cabalismo e o rabinato dos outros, é o que ocorre dentro da nossa própria casa, por responsabilidade de nós mesmos.

Essa atitude deve ser denunciada todas as vezes. E à denúncia deve vir acompanhado um esclarecimento sobre a natureza maléfica da Tradição e do Magistério.

Toda Tradição é condenável por ter raiz na Tradição Primordial, isto é, no Culto do Ouroboros, e por ser um meio de poder para a perpetuação daquele Pacto Ancestral com a Antiga Serpente do Mundo.

E todo o Magistério é condenável por ser uma usurpação da autoridade divina e um obstáculo ao desenvolvimento do relacionamento verdadeiro com o Criador, obstruindo a verdadeira consciência, discernimento e responsabilidade.

Não precisamos de Tradição e nem de Mestres, pois temos o testemunho do Amor que o Deus vivo instala nos nossos corações, desde que estejamos dispostos a isso. Basta vivermos no Amor e darmos testemunho fidedigno dele.

Toda acusação é vazia: o cristão verdadeiro não acusa, e o cristão religioso acusa como hipócrita mentiroso que finge que não faz igual, quando faz pior ainda, porque pelo menos os judeus podem alegar o desconhecimento do verdadeiro Messias, mas o se dizente cristão não tem desculpa.

Para quê Deus precisa de uma espaçonave? Ou: como a mera confiança na excelência divina expõe a mentira do Ouroboros

Tem um filme chamado Jornada nas Estrelas: a Fronteira Final que conta uma história interessante, onde o pessoal vai até a suposta fronteira do universo conhecido e lá encontra uma entidade que diz ser “deus”.

Esse ser então afirma estar exilado por alguma razão obscura, e diz então que para ser libertado precisa tomar posse da espaçonave dos visitantes.

Daí o bom e velho Capitão Kirk, com a simplicidade de um ceticismo saudável, questiona: “com licença, para quê Deus precisa de uma espaçonave?“

Bastou esse questionamento tão singelo para o tal “deus” se revelar um mentiroso, e de um ser aparentemente amoroso, ele se mostrou irado e vingativo.

É interessante notar que toda a temática de Star Trek é ateística, ou pelo menos agnóstica, mas mesmo assim não foi difícil colocar essa fala na boca do personagem principal, mostrando como a mera confiança no conceito da excelência divina pode servir para expor a mentira de qualquer falso deus. Isso já que o Deus verdadeiro, mesmo a uma mente cética, só poderá ser concebido como pleno e perfeito em si mesmo, portanto independente e desnecessitado de tudo, como amante pleno e total que é por sua natureza ideal.

Pois bem, eis a vergonha dos soi dissant cristãos que acreditam que depende deles a criação de uma descendência de almas humanas: até a lógica de um personagem ateu numa série de ficção científica supera a sua, porque vocês não são capazes de fazer o questionamento lógico mais básico que desfaria a mentira do Ouroboros.

A Serpente do Mundo é como aquela entidade exilada no fim do universo: quer fazer enganar que é deus apenas para adquirir o veículo necessário para poder escapar de seu estado de isolamento. E a mera lembrança da excelência da natureza divina é suficiente para se saber que isso é uma mentira.

Preparação para o Halloween: guardem as crianças

No pleno espírito de Ingenuidade algumas pessoas podem crer que vivem num mundo razoável, dentro de uma normalidade esperada, de modo que a qualquer momento uma breve mas violenta ruptura nesse véu de mentiras pode fazer toda a visão de mundo dessas pessoas ruir subitamente, num grande choque.

Mas o pior é quando você não apenas não sabe onde está, mas decide enfiar mais pessoas inocentes neste mundo, ampliando o erro da Ingenuidade para o da Pretensão.

Com o intuito de tentar remediar ao menos em parte essa desesperadora linha de desastres, devemos fazer algumas observações aos desavisados a respeito do período do ano ao qual estamos nos aproximando, que no calendário popular do ocidente moderno se chama “Halloween”:

  1. Há seres humanos seriamente empenhados em práticas de magia, bruxaria, esoterismos e ocultismos que são orientados por um calendário astrológico que os indica os momentos corretos para realizar os seus rituais;
  2. Desde o primórdios dos tempos muitos desses rituais envolvem o sacrifício de sangue às diversas entidades espirituais que são invocadas e adoradas nesses rituais;
  3. Faz parte da preferência das entidades servidas nessas práticas ritualísticas o sacrifício de sangue de seres que possuam maior inocência, o que leva os praticantes desses rituais a buscar vítimas apropriadas para agradar a estas entidades, como animais, seres humanos em geral, mas especialmente crianças;
  4. Logo antes do início do período indicado pelo calendário astrológico que seja adequado aos rituais de sacrifício de sangue, os responsáveis pela preparação dos mesmos devem providenciar todas as coisas necessárias, inclusive as vítimas de sacrifício;

Isto quer dizer que todo o tempo imediatamente anterior ao Halloween é propício a um aumento na incidência de raptos de crianças para essas finalidades ritualísticas.

Desaparecimentos e sequestros são relatados durante todo o ano, mas esta época que antecede o Halloween tende a apresentar um aumento no risco desse tipo de situação.

O que quer dizer que quaisquer pais e mães desavisados, ingênuos e pretensiosos, que já colocaram vidas inocentes num mundo decaído e amaldiçoado, podem pelo menos tomar o cuidado para que o pior não aconteça.

As tarefas são simples: redobrar a atenção, evitar deixar filhos aos cuidados de estranhos mesmo que por breves momentos, evitar frequentar qualquer local em que haja aglomeração de pessoas, e se possível preferir uma programação mais caseira pelo menos até a passagem dessa época do ano. Já que colocaram essas crianças aqui, cumpram o seu dever de guardiões e protejam-nas custe o que custar.

Cinco razões pelas quais pais e mães podem se beneficiar da compreensão do Pacto Ouroboros

No intuito de demonstrar como não faz sentido aplicar o entendimento da traição primordial contra Deus na forma do Pacto Ouroboros para o julgamento de pais e mães, convém que exploremos algumas razões pelas quais estes possam se beneficiar da compreensão desse fenômeno, o que nos leva a praticar a caridade para com eles, no lugar de qualquer condenação.

1. Reconciliação com Deus: Qualquer pessoa que perceba a razão pela qual veio a nascer neste mundo tem a oportunidade imediata de reconciliar-se com Deus, observando que o Criador apenas protege a nossa liberdade por determinação do seu propósito amoroso, não restando qualquer dúvida na justificação da ação divina. Todos podem ficar em paz com Deus ao perceber que o mal entrou no mundo apesar do desígnio divino, e que o primeiro a ter sido traído pelo intuito maligno foi Ele próprio, o nosso Criador, antes que qualquer um de nós tivesse nascido;

2. Reconciliação com seus pais: É muito fácil, ao perceber o grau da perversidade da mentira do Ouroboros, ver como os nossos antepassados, até a geração dos nossos pais e incluindo esta, foram todos enganados e usados para a manutenção do mal, contra o seu próprio melhor interesse. Se são culpáveis por um crime de omissão ou comissão pretensiosa, muito mais ainda são perdoáveis por terem nascido todos em cativeiro como nós mesmos, sendo muito difícil a escolha da ruptura com o Pacto, ainda mais para eles do que para nós, conforme progride a noção moral de libertação dos filhos e do direito dos não-concebidos;

3. Reconciliação com seus filhos: Não foi por uma fatalidade ou uma determinação inescapável que tais filhos tenham nascido assim ou assado, e dado este ou aquele tipo de experiência frustrante ou de sofrimento. Cientes de que foram usados por um propósito espiritual enganoso, pais e mães podem se reconciliar com seus filhos vendo-os como vítimas iguais a si mesmos de um grande esquema de poder que governa este mundo. Vendo a vida humana de forma mais simples, como o que ela é, podem cuidar uns dos outros com muito maior paz e alegria, até porque não exigirão triunfos e sucessos absurdos da sua descendência, agora que a verdade lhes foi revelada. É mais fácil sobreviver em humildade e esperar uma salvação pela Graça (o fardo leve e o jugo suave de Jesus), do que conquistar a felicidade como um produto ensoberbado da ação humana que só traz maiores sofrimentos;

4. Vigilância e Discernimento: O mundo perde sua opacidade, e agora toda medida pode ser calculada considerando o sentido espiritual da vida num mundo decaído e governado por potências traidoras do Amor divino. É possível viver desprezando a farsa e a mentira, sem cair em um medo paralisante, contando com um Discernimento que não vem mais da cultura de legitimação e normalização gerada pelos Bispos do Sistema da Besta, mas do Deus verdadeiro através de seu Espírito Santo, amigo de todos os que são amigos de Deus;

5. Testemunho qualificado: Com a compreensão da profunda verdade por trás da realidade em que vivemos, esses pais e mães podem dar testemunho qualificado de sua própria experiência, em primeiro lugar aos seus próprios filhos e em seguida a todo o mundo. Na minha trajetória eu sempre fiquei impressionado com esse poder de testemunho que pais e mães podem dar, quando entendem a realidade que viveram e vivem, e quando não temem compartilhar a sua visão mesmo quando isso pareça depor contra a sua imagem. Isto está entre os testemunhos mais poderosos e qualificados a respeito do Pacto Ouroboros, diretamente pelas palavras daqueles que o experimentaram que não temem a sua denúncia.

É para a salvação de todos que recebemos a Boa Notícia do Amor de Deus através do testemunho de Jesus Cristo. Que ninguém pense, em grande equívoco, que o conhecimento dos meios pelos quais o mal veio a dominar a Terra sirva para a separação entre bons e maus por ações desqualificadas. É justamente o contrário que ocorre: a separação pela escolha livre, consciente e responsável. E neste intuito, o testemunho da verdade sempre beneficiará aqueles que desejam a liberdade do verdadeiro Amor.

Top 6 diferenças entre a Vida Religiosa e a Vida Espiritual

Uma das maiores dificuldades –se não mesmo a maior de todas–, na apresentação da liberdade da vida espiritual do ponto de vista cristão, surge do conflito com a mentalidade religiosa que já capturou o imaginário das pessoas a respeito dos temas fundamentais.

Quando digo que o diabo inventou a religião, à parte de um mero desejo de causar algum espanto que gere uma reflexão, sou movido também por uma evidência muito forte de que o tema do sentido da vida humana foi totalmente dominado por uma visão institucional criada com a única finalidade de garantir que ninguém vai chegar a lugar nenhum, e que tudo continue mais ou menos como está.

É por isso que vale a pena analisar a questão com maior atenção, para chamar a atenção para estas diferenças, de modo que as pessoas entendam, de uma vez por todas, que quando falamos de vida espiritual nós não estamos falando de vida religiosa, embora estas tenham evidentemente pontos de convergência, ao menos nos temas de que tratam.

  1. Exterior vs. Interior: A Vida Religiosa é voltada a um resultado exterior, ao mundo das aparências, dos gestos e palavras corretos, para produzir a imagem de correção de acordo com o código religioso. Já a Vida Espiritual é voltada a um resultado interior, ao mundo dos significados, da consciência e da responsabilidade, para produzir um resultado que agrade a Deus em fidelidade ao seu Amor. Essa diferença é destacada por exemplo em Jo 2:23-25: “Enquanto estava em Jerusalém, para a festa da Páscoa, vendo os sinais que fazia, muitos creram em seu nome. Mas Jesus não tinha confiança neles, porque os conhecia a todos e não necessitava de que lhe dessem testemunho sobre o homem, porque ele conhecia o que havia no homem.”
  2. Templos mortos vs. Templos vivos: A Vida Religiosa é realizada com foco em templos de pedra, em locais onde o culto a Deus é supostamente preferido, e onde a comunidade pode se reunir para reafirmar a sua unidade cultural. A Vida Espiritual é realizada com foco no templo de carne e sangue, o próprio corpo do fiel que leva para onde vai o seu culto a Deus, e dá o testemunho da sua experiência espiritual a quem for conveniente, não precisando da participação numa comunidade para viver plenamente a sua crença;
  3. Ritos próprios vs. Vida comum: A Vida Religiosa requer a prática de determinados ritos próprios que reafirmam o conteúdo da sua crença, de tal maneira que sem essa ação específica a realização do sentido da fé fica prejudicado. A Vida Espiritual implica na experiência imediata do sentido de toda e cada experiência humana diante do Criador, de modo que tudo ganha valor espiritual e a força da fé depende apenas de um comprometimento interior de conectar todas as coisas ao plano do sentido transcendente;
  4. Calendário de Festas vs. Cotidiano: A Vida Religiosa faz a contagem dos dias para separar alguns para a prática da memória do culto e dos ritos. A Vida Espiritual considera que todos os dias são igualmente vividos diante de Deus, e mais ainda, que o que o ser humano vive no seu cotidiano tem maior valor espiritual do que o que ele representa em momentos separados no qual pode fingir que não é a pessoa que é quando leva a sua vida de cada dia;
  5. Conferência vs. Mistério: A Vida Religiosa é estruturada de tal forma que permite a contínua conferência da correção do comportamento alheio, o que favorece o julgamento do próximo, assim como permite o fingimento da correção própria. A Vida Espiritual é eminentemente uma realidade diante de Deus que não pode ser verificada exteriormente, senão indiretamente pelos frutos das crenças que se mostram com o tempo, o que significa que no fim das contas somente Deus sabe qual é a realidade no coração de cada ser humano, e cada um está livre e impedido, ao mesmo tempo, de julgar o próximo e de fingir que possui valor espiritual;
  6. Salvação como Conclusão vs. Salvação como Premissa: A Vida Religiosa entende que o Amor de Deus não é garantido e a Salvação só decorre como conclusão de um processo que pode eventualmente falhar à revelia da intenção do religioso, ou seja, a Vida Religiosa busca um o sucesso do Amor como resultado. A Vida Espiritual entende que o Amor de Deus é garantido pela própria infalibilidade da bondade divina, e que a Salvação é uma premissa para o relacionamento com Deus, desde que a vontade genuína pela salvação é a única exigência para a garantia dessa realidade, ou seja, a Vida Espiritual busca a glorificação do Amor como resultado.

Vale a pena lembrar que uma pessoa que vive uma vida religiosa pode também viver uma vida espiritual, aliás, por definição isso é necessário, já que o sentido espiritual da vida humana não pode ser “desligado”, só pode ser esquecido.

Sempre que falamos de vida espiritual, ao menos do ponto de vista cristão, estamos tratando do que foi exposto aqui, à revelia ou até mesmo em oposição com o que se entende como vida religiosa.

Se não soubermos fazer essa separação estaremos sempre expostos à confusão demoníaca que quer obrigar cada nova geração a submeter sua liberdade espiritual de relacionamento com o Criador aos protocolos e sistemas institucionais que foram justamente criados para impedir a verdadeira consciência e responsabilidade humana.