Contra as três mentiras

Em revisitação ao tema abordado recentemente das três chaves da vida espiritual, convém reforçar as três mentiras essenciais que bloqueiam a experiência consciente e responsável da vida espiritual.

Não se deve confundir esta lista com uma outra que trata especificamente das três renúncias da Humildade, isto é, do reconhecimento de Maldade, Fraqueza e Ignorância.

Aqui estamos falando do caminho desde a vida apartada do Espírito Santo, do típico ser psíquico que não conhece as coisas de Deus, para a descoberta da verdade da essência humana, na linha já explicada neste blog e no meu canal no Youtube: que a Humildade é a chave do Coração, o Coração é a chave do Amor, e o Amor é a chave da Vida.

Essa libertação espiritual corresponde à destruição de três mentiras que dominam o ser humano psíquico, quais sejam:

  1. Que sabemos o que cremos;
  2. Que não podemos não crer no que cremos;
  3. Que alguma crença é melhor que a do Amor.

A primeira mentira é a de que sabemos o que cremos. Curiosamente, esta é uma realidade intelectualmente reconhecível até que com certa facilidade, desde que se pretenda levar as coisas a sério. O que o ser humano possui de domínio intelectual de fato se refere a poucas coisas, objetos ideais cuja pureza corresponde a um nível de abstração perfeito, como os princípios da metafísica, da lógica, etc. Estas poucas coisas podem ser multiplicadas no seu próprio domínio, como nos estudos matemáticos e geométricos, mas explorando apenas o território daqueles primeiros princípios autoevidentes. Por empolgantes que sejam tais reconhecimentos de uma verdade indestrutível (aletheia apodeixis), é necessário assumir que os campos da experiência humana que podem ser entendidos com esse grau de domínio são muito poucos, restando para a maior parte da experiência da nossa vida o nosso poder de crer no que seja conveniente, desde o que é possível até o que é provável. A opinião (Doxa: Eikasia e Pistis) alimenta o conhecimento (Episteme: Dianoia e Noesis) como a terra sustenta uma árvore. Um crescimento cognitivo é sempre possível, mas nem sempre garantido. O que é garantido é o elemento básico da experiência humana, que é a crença numa verdade antes possível, verossímil e provável, para só então, eventualmente, ser certa como domínio do intelecto humano. A nossa questão aqui não se trata de negar o que sabemos. Ao contrário: afirmar que sabemos poucas coisas, menos do que gostaríamos de admitir, entre as quais esta mesma verdade, uma conquista do espírito humano pelo menos desde Sócrates, mesmo antes de Jesus decretar o exemplo da Humildade. A queda da primeira mentira nos permite parar de fingir que temos um domínio que nos escapa.

A segunda mentira é a de que não podemos não crer no que cremos. Isso se dá pela observação do dom da Soberania do espírito humano concedido pelo Altíssimo que nos criou à sua imagem e semelhança. O que quer dizer que por maiores que sejam as pressões ambientais e circunstanciais, nenhuma força externa pode forçar o movimento interior da alma humana. Uma mônada só pode ser movida por si mesma, na perfeição da sua esseidade, singularidade e individuação. Deus fez assim para que nossa felicidade fosse a mais plena na Eternidade, com total voluntariedade. O reconhecimento desta forma de ser nos liberta da ilusão de que qualquer outra mônada, mesmo a divina, possa condicionar o nosso movimento interior, isto é, a crença livre. Embora outros seres possam causar uma impressão em nós, esse condicionamento é sempre analógico, mesmo quando os corpos são forçados por violência ou sedução, já que a fraqueza não muda o desígnio interior onde impera a liberdade de negar até a ação concretizada por sucumbência (como o atestou brilhantemente e claramente o Apóstolo). Aqui a mentira vencida é a da inviolabilidade das causas quando o objeto final é a liberdade humana, como por exemplo se faz nas práticas da Astrologia, da Psicologia, etc., tipicamente cheias de psiquismo.

A terceira mentira é a de que alguma crença é melhor do que a no Amor. Restando a alma humana reconhecer que crê livremente no que quiser, sobra a consideração daquilo que é mais conveniente dada a própria forma do Ser, seja a do Ser divino como amante, ou a do ser contingente como amado. Antes que se diga que esta consideração só pode resultar de um processo intelectual, é preciso apontar para a transcendência do princípio do Bem como imediato e autoevidente, necessário como premissa e anterior a qualquer raciocínio abstrativo. É verdade que o intelecto deve ser movido para a reflexão a respeito do princípio, mas este movimento da mente só pode partir da forma suprema do Bem como princípio fundamental acima de qualquer questionamento. O Bem, ou o Amor divino que o causa e que se identifica com ele, é forma mais essencial que constitui a substância de todos os seres. Tudo o que existe tem como causa final o Bem, ou Amor, que é o seu princípio e o seu fim. A última mentira que deve cair para a liberação completa da vida espiritual é a de que qualquer outra crença seja mais conveniente para quaisquer seres possíveis do que a do Bem, ou do Amor que causa o bem próprio de cada ente.

É o Espírito Santo de Deus quem nos fortalece na luta contra essas três mentiras fundamentais do psiquismo humano, levando-nos a renunciar à presunção de sabedoria, à suposta escravidão à exterioridade, e à falsidade de qualquer outro bem acima do próprio Bem e Amor divinos.

De que modo o Inferno é uma punição eterna

É muito comum e típico dessa raça de animais traidores do Amor de Deus o ato de julgar as coisas espirituais de acordo com o seu modo carnal de ser e de pensar.

E é assim que temos esse fenômeno curiosíssimo de que dentro de uma alma humana convivem de modo estranho as crenças de que Deus é amante e salvador, e ao mesmo tempo de que uma criatura produzida desde o arbítrio ou da permissão desse amante e salvador pode experimentar como destino eterno um estado de punição permanente na forma de uma tortura infernal.

Tudo o que Deus nos revelou sempre foi vantajoso para o nosso crescimento na vida espiritual, isto é, para a recepção do nobilíssimo dom do Discernimento.

O que quer dizer que quem deseje possuir a compreensão do sentido do Inferno como punição eterna poderia e deveria agir com dignidade e honrar a santidade divina buscando um entendimento que é compatível com a excelência do Criador. Não se deve interpretar as coisas espirituais ao modo humano, justamente ao modo de pensar deste ser decaído e amaldiçoado, filho da traição e usurpação, nascido e criado em cativeiro sob o domínio do mal. É o próprio Espírito Santo de Deus que nos salva dessa forma mentis corrompida e rastejante, mesquinha e impotente, e nos faz respirar os ares da liberdade contra a opressão de todo o mal. Isto é: o modo de entender os juízos divinos não pode ser humano e natural, mas deve ser gerado a partir da razão natural (que afinal é também um dom pela iluminação divina) esclarecida pelos dons sobrenaturais do Espírito de Deus.

E assim podemos considerar de que modo a condenação ao Inferno corresponde ao Amor divino como mais uma manifestação da sua supremacia.

Ora, dado o destino eterno excelente de uma mônada criada para aquela bem-aventurança totalmente compatível com a sua forma de ser, nenhuma punição poderia ser maior do que a frustração desse destino, isto é, a não realização do desígnio original do Amor de Deus.

A separação que uma mônada sofra do Amor de Deus implica na sua perda de ser. Esta é a Perdição: que uma individualidade deixe de ser, porque ser é a realização da forma da unidade.

A manutenção de uma alma, ou mônada livre e autoconsciente, num estado qualquer de subsistência que chamaríamos de infernal sob o aspecto de um sofrimento que não altere a sua manutenção no ser, implicaria numa realidade espiritualmente inútil: não podendo realizar-se na sua forma, também não poderia realizar a sua frustração e alcançar a misericórdia da sua extinção, mantendo-se desejosa do Bem e sempre distante dessa realização (este é o entendimento daqueles que erram na suposição da imortalidade da alma, por exemplo). Qual é o uso que o Amor de Deus teria, com vistas à glorificação do Nome, de tal possibilidade?

Somente um espírito atormentado, vivendo em estado verdadeiramente infernal, cheio de violência e agressão, mentira e ódio, poderia cogitar que uma realidade dessa espécie agradaria ao Espírito Santo de Deus.

E é por isso que a concepção do destino de tortura eterna num Inferno perene é mais uma invenção dos demônios para manter o poder das suas religiões sobre a Terra, usando dos recursos imaginativos que estes espíritos possuem e que repercutem muito bem no modo de ser do ser humano decaído e escravizado pela mentira do mundo. E de fato, os crentes na tortura eterna das almas humanas adoram a um deus torturador que se satisfaz com o sofrimento de suas criaturas, ou seja, adoram ao seu pai, o diabo, que sempre foi um mentiroso, acusador e assassino. Quem deseja crer nessas coisas merece mesmo até a “revelação” da sua crença na forma de sonhos, visões, etc., recebendo em si a punição pela sua ousadia de presumir o mal em ofensa contra a santidade da natureza divina.

Baseados no Livro da Revelação, chamado Apocalipse, temos de maneira muito mais clara e simples, do jeito que Deus gosta, a determinação da extinção da Morte e do Inferno, ou seja, a Perdição daqueles seres que tinham destino melhor designado pelo Amor divino, mas que então, frustrados na sua escolha, recebem a misericórdia final de não ser mais.

Este não ser mais, a Perdição, a extinção, ou aniquilação, constitui em si um modo de ser, como infernal?

Não, pois não é um modo de ser, mas o fim do ser de qualquer modo que seja.

As chamas da danação, ou Perdição, são portanto chamas destruidoras, e neste sentido a idéia do Inferno é uma figura de linguagem, um jeito de expressar aquela providência do juízo divino.

O Inferno como estado de ser certamente indica uma subsistência em distanciamento ou em recusa ao Espírito Santo, que é o caso do modo de ser dos anjos caídos, e daqueles seres humanos que vivem em pecado mortal de negação do Amor de Deus, estados correspondentes ao que na minha terminologia nomeei como Avari e Moriquendi, respectivamente: Os Relutantes e Os que Falam das Trevas.

Faz parte da misericórdia divina o decreto do término desse último modo infernal de subsistência, e é por isso que se diz que o Inferno e a Morte serão destruídos, já que não faria sentido dizer que Deus vai jogar o Inferno no Inferno.

De que modo o Inferno é uma punição eterna?

Do modo da Perdição, da extinção de uma individualidade cuja maior punição possível é a perda do ser que havia sido criado para o Amor.

E até nesse último caso mais frustrante reafirma-se o Amor divino na forma da misericórdia da extinção dos seres que só podem sofrer com a sua recusa da vida com Deus.

Quem recusa o Amor não merece viver, pois a sua vida seria espiritualmente inútil para a santidade divina.

O salário do pecado é a morte, no fim das contas não como uma punição, mas como último gesto de salvação, já que um ser que recusa o Amor de Deus perde o sentido da sua existência. A salvação do morto espiritual é a sua destruição, isto é, a sua libertação do seu modo de ser em recusa ao Amor. É preciso que estes seres sejam libertos de si mesmos, e esta é a única forma de salvação a que poderiam ser submetidos, na obstinação do seu orgulho. Deus salva, assim, até os que odeiam a salvação, pois salva-os de permanecerem existindo na sua forma miserável e sofrida de ser.

A Figueira e os Rothschild

Uma das indicações mais fortes, senão mesmo a maior delas, entre as alegadas por Gabriel Ansley para justificar a previsão do retorno de Jesus Cristo a este mundo em Setembro de 2028 se baseia na profecia a respeito da Figueira, símbolo de Israel: desde que ela ressurja, a geração que viu o seu ressurgimento não passará sem que aconteça tudo o que foi profetizado a respeito do Fim do Mundo.

Ora, este Estado de Israel surgiu em 1948.

Se uma geração, usando a régua bíblica, dura de 70 a 80 anos, isto quer dizer que esse relógio escatológico se encerra no ano de 2028.

Dentro de seis meses teremos uma condição bem razoável de avaliar a assertividade da previsão de Gabriel Ansley, ao menos na direção de certas profecias e sob certos aspectos.

Mas é interessante observar como é que se chegou nessa data de 1948, o que certamente não ocorreu por acaso. A história da Figueira replantada na Palestina envolve a geopolítica européia e norte-americana, como podemos checar ao verificar o papel que os Rothschild teriam desempenhado no sentido da fundação do Estado de Israel.

Começamos com a situação na Primeira Guerra Mundial: a Inglaterra teme o domínio alemão no continente, e a Alemanha por sua vez teme o crescimento do potencial industrial da Rússia no futuro. Tudo estava pronto para o início da guerra em 1914, e de fato quando o Império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia, isso chamou a Rússia, que por sua vez chamou a Alemanha, que por sua vez chamou a França e então a Inglaterra.

Mas eis que em 1916 os Aliados não somente não tinham garantido a vitória, como poderiam muito bem sofrer um colapso a partir do momento em que a Revolução na Rússia gerasse um colapso do front oriental. Era preciso trazer os EUA para a guerra contra a Alemanha. Mas como?

A solução veio pela mão dos Rothschild em acordo com o governo inglês: em troca da garantia da entrada dos EUA no conflito, vencida a guerra e destruído o Império Otomano, os ingleses, ao invés de cumprir sua palavra com os árabes que apoiaram os Aliados em troca da sua independência política, trairiam essa promessa e administrariam a Palestina eles mesmos. Adicionalmente a essa traição contra os árabes, eles fariam concessões aos colonos judeus enviados para a região com o financiamento dos Rothschild, com a permissão de comprar terras e criar milícias locais sem a interferência da administração inglesa.

Por um lado você tem a intenção claramente sionista dos Rothschild, mas por outro lado há também o meio de obtenção da entrada dos EUA na guerra, que é claramente o da política maçônica de influência e infiltração, possivelmente com a chantagem do Presidente Wilson para forçar a participação americana.

Com a entrada dos EUA e a virada na guerra, o governo inglês selou sua parte do acordo na chamada Balfour Declaration de 02 de Novembro de 2017, carta assinada pelo Secretário de Assuntos Estrangeiros do Reino Unido e dirigida a Lionel Walter Rothschild, formalizando o acordo feito com os sionistas e a traição contra o povo árabe. Eis o documento, com a tradução abaixo:

“Escritório de Assuntos Estrangeiros,

02 de Novembro de 2017.

Caro Lorde Rothschild,

É com muito prazer que lhe trago, em nome do governo de Sua Majestade, a seguinte declaração de simpatia com as aspirações judaico sionistas, que foi submetida e aprovada pelo Gabinete:

‘O Governo de Sua Majestade enxerga favoravelmente o estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu, e usará seus melhores esforços para facilitar a conquista desse objetivo, estando bem claro que nada será feito que prejudique os direitos civis e religiosos das comunidades não-judaicas da Palestina, ou os direitos e status político usufruído pelos judeus em qualquer outro país’.

Serei grato se você puder levar esta declaração ao conhecimento da Federação Sionista.

Arthur James Balfour“

Dito e feito, com a derrota da Alemanha e a decomposição do Império Otomano, a Palestina, ao invés de ser entregue para a formação de um Estado Árabe, foi administrada por um governo inglês que permitiu e facilitou o processo de migração de colonos judeus e a formação de milícias locais sionistas, empreendimentos financiados pelos Rothschild.

Passando para a Segunda Guerra Mundial, temos a Alemanha e a União Soviética se armando rapidamente e gerando grandes desconfortos na Europa. Novamente uma situação de caos surgia no horizonte, oferecendo novas oportunidades para a mudança do status quo.

Depois que a Alemanha invadiu a Polônia e a França, e quase derrotou a Inglaterra, ficou claro que os colossos militares alemão e russo colidiriam em 1941 e então toda a Europa ficaria à mercê de quem saísse vitorioso dessa luta. Perigosamente, poderia ser a Alemanha de Hitler, que estava muito mais fora de controle do esquema maçônico internacional do que a URSS de Stalin. Novamente, era preciso trazer os EUA do seu isolacionismo para a guerra mundial. O acordo, desta vez, consistiria na participação norte-americana, primeiro via Lend-Lease para a Rússia e a Inglaterra, e então com participação militar direta, em troca da concessão inglesa do território administrado na Palestina para um Estado Judeu a ser criado no pós-guerra, sem nenhuma interferência na guerra que os sionistas fariam contra os palestinos.

Desta vez parece que o acordo foi muito mais fácil porque os líderes dos dois lados do Atlântico, ao que nos consta, já eram maçons eles mesmos, tanto Churchill em Londres quanto Roosevelt e depois Truman em Washington. Lembremos que o propósito número um dessa organização é a construção do Terceiro Templo em Jerusalém. Para isso era necessário estabelecer primeiro o Estado de Israel na Palestina.

Dito e feito, em 1948 Israel vence a sua guerra de independência e declara fundado o Estado Sionista na Palestina.

Diante de tamanha capacidade de organização em nível internacional, que chega ao ponto da produção de planos que atravessam mais de um século (v. a carta de Alfred Pike a Giuseppe Mazzini em 1871, por exemplo), que defesa podem os povos da Terra apresentar contra esse tipo de conspiração?

Veja o caso de um Ludendorff: apesar de estar atento ao poder maçônico agindo nas trevas, no fim era considerado um paranóico quase que sem influência nenhuma sobre a política real, tendo sido apenas usado para prestigiar a revolução nazista na Alemanha.

Do mesmo modo os árabes que denunciam que tanto o ISIS quanto o Hamas, e mesmo a Revolução Iraniana que instalou o regime dos aiatolás, sejam operações da CIA e do Mossad, são considerados simplesmente malucos demais para serem levados a sério.

A única solução para esse tipo de cenário, se é que ele é levado a sério, é o foco na vida espiritual em confiança plena no desígnio divino. Não há nada de oculto que não venha a ser revelado. Vamos prevenir novas gerações de nascerem neste mundo decaído e amaldiçoado, e aguardar a execução dos decretos divinos.

Eu Sou a Ressurreição

O que significa a expressão: “Eu Sou a Ressurreição. Quem crer em mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em mim, jamais morrerá” (Jo 11:25-26)?

Como já deixei claro em meus livros Monadofilia e A Coruscância, com a maior confiança na pureza e supremacia do Amor divino não foi difícil renegar dogmas religiosos como os de sacrifício de sangue, condenação ao inferno, e eleição de uma minoria. No sentido deste último ponto montei minha visão espiritual de mundo contando com um grandioso gesto de salvação da parte do nosso Deus, algo que o glorifica mais do que o fracasso de uma salvação magra conforme crêem os que se vêem como parte de uma seleta elite espiritual, aquele clube de mentirosos do farisaísmo da Sinagoga de Satanás (os mesmos que pedem sangue, condenam ao inferno, etc.).

Lembrando da terminologia que usei em meu último livro, há uma salvação para os Vanyar que são criados pela Graça, uma outra para os Noldor que nasceram Sindar e se converteram ainda nesta vida, e por fim também para os Falmari que se perderam nesta vida, mas a quem será dada uma chance de escolher o Amor de Deus na chamada Segunda Ressurreição. E isso para não falar dos Teleri, com status espiritual análogo ao dos Vanyar.

Mas fiquemos aqui na nossa realidade decaída, nosso mundo de nascidos Sindar. É aí que entendemos o que Jesus quer dizer.

Ele é a Ressurreição porque é na crença dele, que é a crença no Amor do Pai que o Filho veio nos revelar, que se encontra a nossa salvação, a garantia da nossa Vida Eterna.

Mas então ele diz duas coisas: que quem crer, mesmo que morra, viverá, e que quem vive e crê não morrerá jamais.

Quem crê apesar de ter morrido é quem ressuscita no Dia do Juízo Final, quando abrir-se-ão todos os livros e o Livro da Vida: é a última chance. Este salvo, um Falmari, morreu sem crer naquilo que Jesus revelou, o Amor do Pai, mas foi ressuscitado para que em seu último gesto enquanto vivo possa se arrepender e ganhar a vida, se assim desejar. São os salvos da Segunda Ressurreição.

Quem vive e crê não morrerá jamais porque experimentará a Primeira Ressurreição dos Santos (o destino Noldor), voltando com Jesus antes do Juízo Final para a experiência do descanso no Milênio. Como estes já fizeram sua escolha em vida, não precisam experimentar a morte para uma última decisão na humilhação do Dia do Juízo.

A Lei do Amor é a Lei da Vida que o nosso Deus estabeleceu para que triunfe o seu desígnio de salvação e glória.

Àquele a quem foi dado o poder de julgar coube a magnanimidade de decretar a salvação pela Ressurreição.

Quem quiser disputar o poder da Ressurreição não tem que se ver comigo, que sou um mero humilde crente nessa esperança: deve disputar com o Rei dos Reis que está vindo para buscar o que lhe pertence para sempre.

Follow the Blood: a dialética entre exoterismo e esoterismo gnóstico

Meus amigos, hoje eu vou complicar as suas vidas. Ou o contrário? Depende de vocês.

Vou trazer uma especulação difícil, mas inevitável, sobre a qual devemos meditar não porque nos seja agradável, mas porque não podemos nos furtar a conceber que as coisas possam ser assim.

Desde que se assuma que aquele livro chamado Bíblia Sagrada não possua a infalibilidade da qual um cristão verdadeiro, discípulo do Espírito Santo, não só prescinde como precisa prescindir, podemos entender como foi profunda a traição dos cabalistas, os amantes da Tradição, contra o testemunho da verdadeira Revelação de Deus. Sabemos que ambos os Testamentos já fizeram essa denúncia (“transformou-a em mentira o cálamo do escriba“, e “invalidastes a palavra por causa da vossa tradição“). Mas será que temos coragem de enxergar até onde essa traição possa ter chegado?

Ora, eu já rompi até com a teologia do sacrifício de sangue, como vemos em Hebreus 9. E essa ousadia que alguns classificariam como temerária me fez ir até os confins do Gênesis para tentar entender a origem dessa história.

Um investigador da corrupção política segue aquele princípio elementar da pesquisa criminal: follow the money (“siga o dinheiro”).

Sendo assim, um investigador da corrupção espiritual deveria seguir um princípio semelhante, um análogo, a que eu dou o nome de follow the blood (“siga o sangue”).

Isto porque o sangue é espiritualmente considerado como a matéria da vida, o elemento da substância vital, aquilo que circula e mantém vivo qualquer ser. Não por um acaso, todas as entidades espirituais que disputaram poder com o Criador sempre pediram pagamentos na forma de sacrifícios de sangue. E até mesmo o Deus verdadeiro, Criador de todas as coisas, aceitaria esse tipo de oferta como já vimos inúmeras vezes no Antigo Testamento (apesar de que há uma estranha passagem em que Deus pergunta quando foi que Ele pediu por essas coisas).

Mas e a traição da Tradição? Não poderia ter contado toda essa história de forma errada? Será que o sangue não foi sempre pedido não pelo Deus verdadeiro, mas pelo Mentiroso que quer se colocar no lugar de Deus desde o princípio dos tempos?

Isto é perfeitamente possível e essa reflexão é muito conveniente, por difícil que possa parecer. Quando mais uma pessoa é religiosa, mais isso será difícil, é claro. O preço que eu pago é barato porque eu não tributo mais no altar da Tradição Primordial, do Culto do Ouroboros que governa todas as religiões do mundo. Cada um faça a sua escolha.

Na minha investigação eu encontrei teses gnósticas a esse respeito, e foi justamente na avaliação das alegações desses outros traidores de Deus que eu pude contemplar a sinistríssima possibilidade de uma tal conspiração para dominar as mentes dos seres humanos, que só mesmo a confiança no Amor do Altíssimo me permitiu manter a sanidade suficiente para não temer o cálculo da arte do inimigo.

Ocorre que alguns gnósticos cultuam Caim como o primeiro deles, seu patriarca, justamente como o primeiro herói contra a mentira do falso deus que seria o Demiurgo. Mas, já ciente de que o gnosticismo é um erro por razões muito claras, pude então compreender como é que existe uma dialética secreta na própria Gnose, montada de tal modo que nenhuma criatura pudesse escapar senão por uma providência divina de salvação.

Vejam bem, não digo que o diabo tenha escrito a Bíblia, porque ele é incapaz de criar qualquer coisa, só sabe mentir, perverter e corromper. Mas, sendo capaz de influenciar a humanidade a produzir grandes e profundas mentiras, até onde Lúcifer teria ido?

Durante um certo tempo, enquanto fazia os meus estudos bíblicos, tive a impressão de que a Revelação era criptografada pelo Espírito Santo, escondida dentro de um livro que seria mais ou menos indiferente espiritualmente, uma mera coleção de textos. Assim, a vida espiritual permitiria ativar o sentido da verdadeira Palavra escondida no texto bíblico. Hoje, porém, sou obrigado a considerar a hipótese de que o texto não é tão indiferente assim em si mesmo, e que na verdade a criptografia espiritual vence uma camada espessa de mentiras tão sofisticadas e consolidadas com o passar dos séculos, que a consideração da hipótese dessa conspiração bíblica se torna quase impossível para quem queira se dar a uma análise sóbria das coisas.

Mas graças a Deus eu não tenho medo. E cheguei então numa hipótese que explica a dialética da Gnose, que teria uma Tradição Primordial (a matriz de todas as religiões) e uma Revolução Primordial (a matriz de todas as heresias), dominando assim praticamente todo o panorama da espiritualidade humana, não fosse a intervenção de Deus com a Revelação de Jesus Cristo, para efeito naqueles que tem olhos e ouvidos para isso, os “espirituais” de Agostinho, contra os demais “carnais”.

De um lado temos a Gnose exotérica, a Tradição Primordial, o Culto Ouroboros: o Behemoth.

De outro lado temos a Gnose esotérica, a Revolução Primordial, a Iniciação Luciferina: o Leviatã.

E é nessa teratologia que a forma mentis da humanidade está afundada até o pescoço, e da qual o Filho de Deus veio nos tirar, se tivermos a coragem de acreditar nele contra toda a idolatria praticada pelos nossos pais.

Tudo teria começado com a traição do primeiro casal contra o governo de Deus no Jardim do Éden: tendo desejado conhecer o Bem e o Mal por si mesmos, acreditaram na mentira da Serpente.

Ora, a partir daí a Serpente do Mundo, o Ouroboros, se tornou o deus de Adão e Eva, o objeto de seu culto. O Deus verdadeiro os amaldiçoou para que morressem.

Mas o diabo fez pacto com eles: os ajudaria a enfrentar a Maldição com suas luzes, a primeira Gnose, dominando a Terra e fazendo guerra contra o governo divino, desde que em troca o adorassem como seu deus.

Foi aí que se estabeleceu o Culto do Ouroboros, a Tradição Primordial, selada com o ritual do sacrifício de sangue à Serpente do Mundo como forma de adoração.

Na primeira geração subsequente temos Caim e Abel convidados por seus pais a participarem do Pacto Ouroboros. Ambos, porém, foram certamente tocados pelo Espírito Santo do Deus verdadeiro, que jamais abandonou nenhuma das gerações nascidas da traição. O primogênito Caim teria então ouvido e aceitado a correção de Deus, enquanto o caçula Abel teria ouvido e aceitado a orientação de seus pais. O primeiro ofertou ervas e incenso ao Deus verdadeiro, e o segundo ofertou o sangue de um animal sacrificado ao falso deus. A Serpente obviamente preferiu o sacrifício de Abel.

É aí que se inicia o esoterismo gnóstico: dizem que Caim, tendo descoberto a traição de seus pais contra o Deus verdadeiro, decidiu fazer guerra contra o irmão para impedir a perpetuação da mentira no mundo, razão pela qual teria sido um “herói” gnóstico ao matar Abel.

Mas não podemos descartar a idéia de que Abel era inocente apesar de sua obediência aos pais, e que Caim cometeu assassinato por não suportar o triunfo do irmão num mundo decaído e mentiroso, apesar de ter sido alertado pelo Deus verdadeiro que lhe tinha chamado à Aliança que seus pais traíram.

Aqui é preciso observar que quando a nossa Bíblia fala que Deus disse isso ou aquilo, sendo o diabo esse grande mentiroso, nós temos uma mistura do que é uma Revelação verdadeira do que Deus fez e disse, e o que é ação e discurso da Serpente do Mundo que sempre quis disputar o lugar de Deus diante do homem.

Como fazer então esse discernimento entre a verdade e a mentira? Parece-nos que isso é impossível.

E certamente é impossível para nós, mas não é impossível para o nosso Deus que pode nos dar Discernimento. E Jesus Cristo já deu a instrução mais poderosa de todas: pelos frutos conhecereis.

Se o derramamento de sangue é a forma mais evidente de prática da violência, a própria transformação do assassinato em prática ritual, quem então pediu sangue como forma de culto?

Se, por outro lado, o perdão e a misericórdia é a forma mais evidente de prática do Amor, quem foi que alertou Caim para que não caísse na tentação de matar o seu irmão?

Pelos frutos conhecereis.

Abel era inocente, mas seu irmão não resistiu à humilhação de ser diminuído pela mentira do mundo e o matou, querendo fazer justiça contra o Ouroboros, sendo incapaz de perdoar e aceitar a instrução do Deus verdadeiro, como seus pais também não puderam fazer.

A partir de Caim temos então a dialética gnóstica: o exoterismo vindo de Set, que imitou seus pais como Abel teria feito, e o esoterismo vindo de Caim, em luta contra a Serpente por outros meios iluministas que também acabam cultuando o mesmo Lúcifer por outros modos.

Com a regra do follow the blood podemos ir longe na revisão de todos os relatos das Sagradas Escrituras, culminando obviamente na perversão da religião cristã contra a pureza da salvação de Jesus Cristo como se a morte deste fosse um justo e bom pagamento de sangue exigido pelo Pai, quando na verdade quem quis matar Jesus foi a Serpente.

E até hoje a maioria dos cristãos religiosos pedem pelo sangue do Filho como se fosse isso que os salvasse de uma dívida, e não a Revelação do Pai como Amor puro.

Jesus veio para revelar o Amor do Pai e a mentira da Serpente, e fez isso na Cruz justamente porque não merecia a morte.

Jesus morreu para a satisfação dos que acreditam no Assassinato, e ressuscitou para a satisfação dos que acreditam no Amor.

E pelos frutos conhecereis: quem odeia pede sangue, e quem ama pede misericórdia.

A guerra em Israel: até onde ela chega, vai longe ainda, ou pode através dela vir uma 3ª GM?

Pergunta enviada por Rodrigo no grupo do Whats: “Esta guerra em Israel, até onde ela chega, vai longe ainda, ou pode através dela vir uma 3ª GM?”

Em primeiro lugar, convém compreender que nenhuma Guerra Mundial começou jamais com um anúncio oficial nos jornais. Uma coisa é a história como disciplina científica, com visão em perspectiva temporal, e outra coisa é a história contemporânea como fenômeno atual. Fosse em Agosto de 1914 ou em Setembro de 1939, a classificação de “Guerra Mundial” nunca foi imediata, e até a discussão da realidade dessa interpretação não está totalmente vencida. Há quem chame a Guerra Fria de 3ª G. M., o que nos levaria agora à uma 4ª G. M., assim como há quem diga que a “Guerra ao Terror” iniciada em 2001/2002 já foi o começo da quarta grande guerra. Em suma: é mais fácil ler um livro de história do que estudar a discussão histórica (inclusive o revisionismo), e é mais fácil ainda estudar a discussão do que interpretar a própria história em tempo real enquanto ela é vivida.

Em segundo lugar, é bom lembrar que a imprevisibilidade em cenários de conflito é muito alta. Pode até ser fácil começar uma guerra, mas é muito difícil terminar uma, a não ser que se desista da vitória, o que obviamente nenhum dos beligerantes tem o interesse, ou não estariam lutando. Entre as várias ações humanas, a guerra provavelmente deve ser a mais cara e mais imprevisível de todas, a não ser que a assimetria de poderes seja muito grande. E, por definição, nenhuma guerra mundial poderia iniciar jamais se um poder hegemônico tivesse a capacidade de preveni-la por uma vantagem assimétrica. Isto quer dizer que se tivermos uma guerra mundial, isto já significa que não há um poder favorito, e a previsão de qualquer cenário resultante é muito difícil para não dizer impossível.

Até onde essa guerra chega?

Em princípio, até onde Israel estiver disposto a chegar em termos de cálculo político. Infelizmente isso pode depender muito de como o líder de Israel enxerga a sua própria sobrevivência política, já que a paz provavelmente vai destroná-lo. Teria ele, assim, interesse pela paz?

O maior problema da “Guerra ao Terror” é que o inimigo tem uma consistência mais ideológica do que militar. O Hamas não pode ser derrotado com armas, porque ele não é um grupo político que tem uma idéia, é uma idéia que tem um grupo político. E é por isso que muitos dizem que o verdadeiro objetivo de Israel é o domínio de Gaza, seja por razões econômicas, religiosas, etc.

No meu entendimento, sempre de olho na escatologia e no sentido espiritual das coisas, Israel pode ser sim o financiador do terrorismo tanto quanto os EUA o foram para justificar reformas legislativas e o aparato militar. Não estou acusando nada. Há lideranças palestinas que fazem isso. Minha questão é de mera especulação. Não é difícil para um serviço de inteligência bem financiado e treinado fazer ações de false flag, inclusive e principalmente as maiores atrocidades que produzem justamente o efeito moral de justificação da guerra.

Na maior perspectiva, porém, o alinhamento profético se daria no desejo que o rabinato cabalista messiânico tem de preparar Israel para a chegada do seu Messias. Isso inclui, obviamente a conquista do Monte do Templo. Como o Messias deles poderá reinstalar o antigo culto sem um Templo? É necessário construir o Terceiro Templo, portanto. A Maçonaria do mundo inteiro está pronta e atuante. Mas primeiro, antes que venha essa “paz” das Leis de Noé, é necessário que venha uma guerra que a justifique, de modo que todas as nações sucumbam ao apelo do Messias pela pax perpetua. Para isso, nada melhor do que trazer para a realidade a profecia da Batalha do Armageddom, Gog e Magog, etc. O atual Estado de Israel tem essa função política e escatológica, e nesse sentido Netanyahu é um servo do Messias judeu, levando sua nação e o mundo a esse abismo que requererá uma solução messiânica.

Então é isso que precisamos checar, para saber se essa guerra vai longe ainda, ou se fica por aqui: se Israel parar e um novo status quo for estabelecido na região, podemos desligar o alarme da guerra mundial e do Fim do Mundo.

Se eles continuarem a guerra, daí o alerta permanece e aumenta.

Quais sinais devem ser observados nesse sentido?

A expansão de Israel para a Cisjordânia, a entrada em massa do Hezbollah pelo Líbano, a interferência da Marinha Americana contra este grupo, e então o conflito do Irã contra os EUA na região, o que chamará a Rússia e a China ao cenário.

Em termos de gatilhos proféticos, atentem para a entrada da Turquia na guerra. Os turcos podem mobilizar mais de um milhão de tropas e chegar às Colinas de Golã em coisa de 48 horas, desde que obtenham um acordo com a Rússia para obter passagem pela Síria. É neste caminho da estrada para o sul que Israel poderia ativar o seu Protocolo Sansão e bombardear uma cidade como Damasco com armas nucleares. Este certamente é um enorme gatilho profético. A Turquia, por sua vez, poderia obter armas nucleares do Paquistão.

Todo o mundo muçulmano pode ser dragado pelo conflito já que suas profecias os obrigam a marchar para Jerusalém. Qual foi mesmo o nome da operação do Hamas no dia 07 de Outubro? Al-Aqsa Flood? Amaliyyat ṭūfān al-ʾAqṣā. O Dilúvio de Al-Aqsa.

Pode-se analisar isso tudo friamente, não crendo necessariamente no que estas pessoas crêem, mas simplesmente entendendo que as crenças delas as movem em certa direção.

Se o diabo está por trás de todas as religiões, como eu acredito, é muito natural que ele queira entronizar o Filho da Perdição em Jerusalém usando todas as filiais do inferno na Terra, judaísmo, cristianismo e islamismo: o judaísmo providenciando o sionismo que é a origem do conflito e o cabalismo que é a forma de culto do Terceiro Templo a ser erguido em Jerusalém, o cristianismo providenciando a conversão do Ocidente às Leis de Noé através da ação da Maçonaria e a oposição militar que vem do seu lado (o papel de Esaú/Edom à serviço de Israel), e o islamismo providenciando a mesma conversão às Leis de Noé no Oriente e a oposição militar que vem do outro lado (o papel de Ismael à serviço de Israel).

O outro grande gatilho profético nesta sequência seria o bombardeio de Jerusalém com armas convencionais pesadas, causando a destruição da Mesquita de Al-Aqsa. Quando todos estiverem cansados da guerra (e talvez animados com a descoberta da Arca da Aliança em Jerusalém?), a construção do Terceiro Templo será vista como a realização da paz para o mundo inteiro. Isso poderia coincidir com uma reeleição de Trump nos EUA, o que aliás faria bastante sentido por vários aspectos.

Este é um olhar espiritual da coisa.

Geopoliticamente, podemos entender como os EUA em declínio podem desejar um conflito antes da sua queda, evitando que os BRICS conseguissem poder suficiente nos próximos dez ou vinte anos. Seria uma opção arriscada, mas que não deixaria de fazer algum sentido. A Rússia teria que defender o Irã para impedir que a Turquia pendesse para o lado da OTAN, e a China teria que defender as rotas de importação do petróleo necessário para manter a sua economia.

Nós podemos ter, sim, uma guerra mundial, dependendo em primeiro lugar do quanto Israel estaria disposto a persistir nas suas metas, e em segundo lugar no quanto os EUA estariam dispostos a bancar a ofensiva israelense. Os BRICS ainda não têm iniciativa e poder suficiente para começar uma guerra mundial, e nem para pará-la.

Se me perguntarem, digo que o sinal mais importante para saber se iremos nessa direção é a postura de Israel na Cisjordânia, depois que a situação de Gaza estiver mais ou menos estabilizada.

Lembrem-se de que para que a previsão de Gabriel Ansley se cumpra, com o retorno de Jesus em Setembro de 2028, provavelmente será necessário que tenhamos um caos mundial até Abril ou Maio do ano que vem, 2024. O que significa que, pelo menos no sentido dessa previsão, teremos uma noção clara de confirmação ou desmentido nos próximos seis meses.

Para quê Deus precisa de uma espaçonave? Ou: como a mera confiança na excelência divina expõe a mentira do Ouroboros

Tem um filme chamado Jornada nas Estrelas: a Fronteira Final que conta uma história interessante, onde o pessoal vai até a suposta fronteira do universo conhecido e lá encontra uma entidade que diz ser “deus”.

Esse ser então afirma estar exilado por alguma razão obscura, e diz então que para ser libertado precisa tomar posse da espaçonave dos visitantes.

Daí o bom e velho Capitão Kirk, com a simplicidade de um ceticismo saudável, questiona: “com licença, para quê Deus precisa de uma espaçonave?“

Bastou esse questionamento tão singelo para o tal “deus” se revelar um mentiroso, e de um ser aparentemente amoroso, ele se mostrou irado e vingativo.

É interessante notar que toda a temática de Star Trek é ateística, ou pelo menos agnóstica, mas mesmo assim não foi difícil colocar essa fala na boca do personagem principal, mostrando como a mera confiança no conceito da excelência divina pode servir para expor a mentira de qualquer falso deus. Isso já que o Deus verdadeiro, mesmo a uma mente cética, só poderá ser concebido como pleno e perfeito em si mesmo, portanto independente e desnecessitado de tudo, como amante pleno e total que é por sua natureza ideal.

Pois bem, eis a vergonha dos soi dissant cristãos que acreditam que depende deles a criação de uma descendência de almas humanas: até a lógica de um personagem ateu numa série de ficção científica supera a sua, porque vocês não são capazes de fazer o questionamento lógico mais básico que desfaria a mentira do Ouroboros.

A Serpente do Mundo é como aquela entidade exilada no fim do universo: quer fazer enganar que é deus apenas para adquirir o veículo necessário para poder escapar de seu estado de isolamento. E a mera lembrança da excelência da natureza divina é suficiente para se saber que isso é uma mentira.

Como evitar a hipocrisia do anti-semitismo cristão (cabalafobia, rabinofobia)

É tão fácil, como muitas vezes já foi na história, assumir uma postura anti-semita num mundo tão bagunçado como este em que vivemos, já que parece haver um esforço contínuo do outro lado da mesa por criar e manter uma imagem de superioridade que parece insuportável aos olhos do restante do mundo.

A eleição de Israel acima das nações hoje não é tão reconhecida por meios religiosos. Isso com a exceção da atuação das lideranças no mundo cristão evangélico, boa parte delas ou mesmo todas sendo quadros formados dentro da Maçonaria. Em geral, porém, há um reconhecimento indireto dessa eleição pela vitimização de Israel na cultura, não por meios tão religiosos, mas por meios históricos, principalmente com o Holocausto.

Dito isso, qualquer não judeu pode cair rapidamente na tentação anti-semita, e digo tentação porque há uma dialética própria no Sionismo que consegue se alimentar do próprio ódio contra os judeus para fortalecer a causa do Grande Israel no Oriente-Médio.

Falando aos meus, aos cristãos de fato ou de nome, convém fazer o alerta que nos importa mais, na obediência ao nosso Senhor Jesus Cristo que nos alertou contra o pior dos males: a mentira da hipocrisia. Não faz muito sentido dizer que os judeus mataram Jesus, já que foram os judeus que também o seguiram como primeiros apóstolos. Mas faz todo o sentido dizer que foram indivíduos mentirosos e hipócritas que mandaram matar Jesus, principalmente as lideranças religiosas da época.

O Mestre mandou tirarmos a trave do nosso olho antes de querer apontar o cisco no olho do outro.

Ora, eis a hipocrisia do anti-semitismo cristão, do ponto de vista religioso: todo religioso cristão tem a sua Cabala e os seus Rabinos, isto é, a sua Tradição e os seus Mestres. E estes disputam autoridade e poder com o Altíssimo, que é o único Legislador e Mestre de direito sobre os seus fiéis.

Muito mais grave do que o cabalismo e o rabinato dos outros, é o que ocorre dentro da nossa própria casa, por responsabilidade de nós mesmos.

Essa atitude deve ser denunciada todas as vezes. E à denúncia deve vir acompanhado um esclarecimento sobre a natureza maléfica da Tradição e do Magistério.

Toda Tradição é condenável por ter raiz na Tradição Primordial, isto é, no Culto do Ouroboros, e por ser um meio de poder para a perpetuação daquele Pacto Ancestral com a Antiga Serpente do Mundo.

E todo o Magistério é condenável por ser uma usurpação da autoridade divina e um obstáculo ao desenvolvimento do relacionamento verdadeiro com o Criador, obstruindo a verdadeira consciência, discernimento e responsabilidade.

Não precisamos de Tradição e nem de Mestres, pois temos o testemunho do Amor que o Deus vivo instala nos nossos corações, desde que estejamos dispostos a isso. Basta vivermos no Amor e darmos testemunho fidedigno dele.

Toda acusação é vazia: o cristão verdadeiro não acusa, e o cristão religioso acusa como hipócrita mentiroso que finge que não faz igual, quando faz pior ainda, porque pelo menos os judeus podem alegar o desconhecimento do verdadeiro Messias, mas o se dizente cristão não tem desculpa.

Uma definição provisória, mas necessária, de Mônada

Independentemente do que se possa entender por Mônada em Leibniz, que certamente me influenciou muito, convém trabalhar numa definição que se faz necessária ao esclarecimento da minha Monadofilia, embora esta deva ser obrigatoriamente provisória. Não tenho condições de sustentar verdades definitivas na minha pequenez. Deste modo, o que chamo de “definição” pode não passar de “ensaio de definição”.

Mas vamos lá, qual seria a tal definição, ou esboço de?

Mônada é uma unidade espiritual, metafísica e ontológica, capaz de ser tanto sujeito quanto objeto da experiência do amor.

Amor, como já defini antes, é o desejo que o amante tem pelo bem do amado.

Uma das maiores complicações na ontologia geral é a derivação do físico a partir do metafísico, já que isso requer uma certa decadência da contemplação do simples ao raciocínio do complexo. É assim que à influência de Leibniz preciso somar a de um Plotino, voltando ao fundamento dos princípios da razão suficiente, que é um ato contemplativo que pode ser vivido, mas não explicado. Disso não se deveria considerar que o idealismo é irracional, mas, antes, que ele é racional num nível que não nos pertence, que é o do próprio Logos divino. É muito abuso, ou pretensão, supor que o que escapa da razão humana é irracional.

Digo isso para que fique claro que considero as filosofias das evidências, demonstrações e raciocínios inferior à Filosofia como modo de honrar a Verdade no que ela tem de mais divino: sua inefabilidade e transcendência, um reflexo de Deus como Abscôndito, Inalcançável. E é por essa razão que não me importo em trabalhar o sentido de Mônada no meu próprio sistema com a composição dos corpos, por exemplo. Aliás, não alcançou já a Física moderna um tal nível de sofisticação que mostrou a fraqueza desse tipo de idéia?

Em torno do bom e velho conceito de substância, e entendendo o mundo desde um ponto de vista espiritual, o que me importou foi localizar os seres na sua relação bem definida com o Criador e entre si, desde o ideal do Bem. E esses foram localizados, no meu ponto de vista, como essas substâncias irredutíveis da experiência do amor como amados e amantes, sempre com vistas ao Bem como causa final e suprema de todas as coisas.

A derivação de uma manifestação material a partir de qualquer mônada é tão imediata e espontânea como é o reflexo de uma imagem num espelho. A causalidade eficiente que gera tal manifestação pode ser complexa o quanto for, e entreter a mente humana indefinidamente, mas isso se dá de forma totalmente alheia ao processo fundamental que ordena todos os seres a uma destinação excelente definida pela natureza amorosa de Deus.

É por isso que esse tipo de filosofia naturalista é uma prática inferior e mais ou menos dispensável para a humanidade, a não ser que seja um hobby para alguém que goste de pensar nessas coisas.

Assim como Deus é a Luz da luz, a origem não material da matéria-prima, ou melhor, supramaterial, ou metamaterial, também toda mônada é capaz de uma criatividade ad nihil a partir da concessão amorosa da potência divina.

Uma linha pode ser uma extensão formada por pontos não extensos porque a unidade é a forma do ser. Estranho seria qualquer coisa ser formada por uma substância que não fosse nada ela mesma. Sem a Unidade não há Multiplicidade. O mundo das extensões puras não criadas, ou seja, não derivadas do arbítrio divino, é um mundo impossível. É da Unidade primordial de Deus que derivam todos os seres contingentes, e da Mônada suprema incriada que derivam todas as mônadas criadas, das quais deriva toda a realidade extensa possível em consequência.

Moradores de rua, tremei: o governo está vindo para lhes salvar

Certa vez um político, que eu não me lembro quem foi, disse assim: “se você acha que os nossos problemas são graves, espere até conhecer as nossas soluções.”

É uma visão realista da condição humana de autogoverno num mundo decaído e amaldiçoado, onde nunca há uma situação tão ruim que não possa ser piorada pelas melhores intenções dos mais altruístas seres humanos.

O amigo do blog, meu xará Rodrigo, mandou no Whatsapp a notícia do PL 1635/22 de autoria daquele senador boníssimo chamado Randolfe Rodrigues, que trata da criação do Estatuto da População em Situação de Rua.

Pediu-me um comentário. Li e eis a minha opinião: o governo faz tudo menos endereçar o problema real, até porque esta não é realmente a sua função, porém certamente pode agravar indiretamente as causas próximas do fenômeno que se propõe a combater, como veremos.

Tudo o que qualquer governo faz, em primeiríssimo lugar, é garantir a sua própria subsistência e o seu crescimento contínuo. Qualquer solução política se converte de um ideal em uma burocracia. A primeira coisa garantida com esta legislação não é realmente a defesa do interesse da população nominalmente apontada, mas sim do interesse da população realmente beneficiada de imediato, isto é, a burocracia estatal.

Eis que o fenômeno que mais empobrece as pessoas e as leva à situação da miséria extrema, falando economicamente, é a inflação.

E o maior causador de inflação é o governo que, incapaz de gerar riquezas reais, só sabe se endividar e imprimir dinheiro falso que empobrece a população mais humilde.

Isso é o mais perverso: quem diz amar é quem menos cuida das causas reais do dano do suposto amado.

Além dessa questão fundamental, podemos explorar algumas questões paralelas que possam interessar ao público em geral.

O §1º do Artigo 4º diz que “o Poder Executivo deverá, em situações de caráter emergencial e nas localidades onde houver carência de vagas em abrigos institucionais já existentes, firmar convênios com a rede hoteleira local para garantir a destinação imediata de quartos vagos para a população em situação de rua“.

Atentem para que o termo é DEVER, ou seja, por omissão uma autoridade poderia ser punida se não cumprir o que foi determinado. Mas como é que alguém pode ser obrigado a firmar um convênio com a rede hoteleira, sem que isso se converta em obrigação para que essa outra parte aceite os termos do governo? Ou esta Lei é inviável, ou ela indiretamente instituiu a OBRIGAÇÃO de entes privados de colaborar com o governo firmando convênios nos termos que lhes forem impostos. Esse é o nível do nosso Legislativo: ou é incompetente, ou é insidioso.

O Artigo 5º fala dos princípios do Estatuto, entre os quais nomeia em seu item III: “direito à convivência familiar e comunitária“.

Ora, que eu saiba a todo direito corresponde uma obrigação. Quem tem a obrigação de oferecer a convivência familiar e comunitária aos moradores de rua, entre os quais existem, lembremos, elementos que livremente decidiram ter um estilo de vida antissocial? Acho que o senador que escreveu esta Lei deveria nos dar o exemplo e atender ao direito que propõe a toda e qualquer pessoa em situação de rua, e isso por tempo suficiente para que estejamos convencidos da sua elevadíssima intenção moral.

No item XI do Artigo 6º (diretrizes do Estatuto) propõe-se: “zerar a demanda por moradia e atendimento especializado para a população em situação de rua“. Como é que se vai zerar essa demanda? O governo vai mesmo garantir que todas as pessoas tenham abrigo no país? Quer dizer que se eu voluntariamente decidir não participar da economia e perder minha moradia, aqueles que produzem a riqueza são obrigados a garantir que eu tenha abrigo? Se isso for assim, até que ponto o senador autor entende que tal medida é sustentável? Mais adiante o item XXII do Artigo 7º se diz que incumbe ao governo “garantir o acesso à alimentação gratuita pela população […] assegurando-se, no mínimo, três refeições diárias […] que respeitem as demandas individuais de saúde“. Pois bem, um adulto requer umas 2 mil calorias por dia para sobreviver. O governo vai garantir isso em todos os casos? E novamente: até que ponto isso é sustentável?

O item XII do mesmo Artigo 6º propõe a “vedação da remoção e do transporte compulsório“. Então deixe-me entender: se eu for morador de rua e decidir morar exatamente na porta da casa do senador, ou na porta do Senado Federal, ninguém pode encostar a mão em mim e me deslocar para outro local? Somente eu posso sair dali, se quiser e quando quiser? É isso?

No item III do Artigo 7º se diz que incumbirá ao Poder Público: “instituir a contagem da população em situação de rua em censo oficial“. Este ponto é muito reforçado ao longo do documento, como nos itens XVII e XXXIII do mesmo artigo, e depois também nos Artigos 29º e 32º, inclusive com a menção de imigrantes e pessoas residentes em “ocupações consolidadas ou não-consolidadas” (sic). Minha pergunta é: quem não deseja ser contado é obrigado a ser contado e, principalmente, cadastrado? Um ser humano não pode objetar-se a participar da sociedade, por exemplo, ou ao menos de uma determinada política pública?

Escatologicamente, nós sabemos muito bem que é preciso inserir todos os seres humanos do planeta num sistema, antes de tornar esse sistema compulsório e vinculado a um determinado conjunto de princípios e valores, como garantia da integração das massas ao Sistema da Besta.

No item XXVII do mesmo artigo se diz que o governo deve “providenciar roupas de inverno, cobertores e alimentos quentes aos cidadãos em situação de rua que não possuam interesse em utilizar os serviços de acolhimento institucional“. Muito bem. Se é garantido o interesse individual de não usufruir de um serviço público, não deve o mesmo indivíduo ter o direito de não ser contado e cadastrado pelo governo, mesmo que isso signifique a sua exclusão voluntária dos serviço social? Se o interesse de não participação é reconhecido e protegido numa instância, não poderia ser em outras?

Mais adiante, nos itens III e IV do Artigo 15º, que tratam do financiamento do Fundo Nacional da População em Situação de Rua, menciona-se: “contribuições dos governos e organismos estrangeiros e internacionais” (III) e “o resultado de aplicações de governos e organismos estrangeiros e internacionais” (IV). Isto quer dizer que com a justificação de ajuda humanitária, por exemplo, agentes internacionais podem interferir em políticas públicas nacionais, como, por exemplo, o censo da população de rua, financiando sistemas de cadastro e atendimento. A bom entendedor meia palavra basta.

No item VI do Artigo 17º, que trata das atribuições do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (!), temos o protesto contra a injustiça na melhor linguagem socialista da nossa elite ilustrada: “instituir grupos de trabalho temáticos, em especial para discutir as desvantagens sociais a que a população em situação de rua foi SUBMETIDA historicamente no Brasil e analisar formas para sua inclusão e compensação social“. Se isto está na Lei, o senador e a sua tropa devem justificar o termo. Se esta população foi submetida a esta situação, que se diga por quem o foi, comprovadamente e acima de qualquer dúvida, para que se possa validar tal alegação. Ironicamente eu posso responder, mas não do jeito que os supostos protetores dos necessitados imaginam.

Na justificativa da Lei, diz-se que “com a pandemia da Covid-19, houve um aumento expressivo no tamanho da população de rua“. Está errado. O certo é dizer que com as políticas públicas de lockdown e isolamento social, de responsabilidade das autoridades públicas, as quais não eram de forma nenhuma mandatórias por autoridade superior que se responsabilizasse, e que foram arbitrariamente decididas, houve um aumento no tamanho da população de rua, além do gasto público imenso que levou ao cenário inflacionário que também contribuiu com a pobreza da população. Lembremos: países diferentes agiram de forma diferente com a questão. Cada autoridade que promoveu a idéia do fechamento da economia é diretamente responsável por sua decisão. Não tem essa de culpar essa muito conveniente abstração chamada “pandemia”, como se essa fosse a culpada por alguma coisa.

Avançando na justificativa da Lei, lemos que “de acordo com o Padre Júlio Lancelloti, da Pastoral do Povo de Rua, a crise econômica se agravou, o desemprego disparou, a inflação subiu e, nesse período, a política pública para essa população continuou a mesma“.

É verdade, seu padre. Mas também continuaram na mesma o gasto público excessivo que gera a inflação que joga os pobres na rua, para não falar do Pacto Ouroboros que força as pessoas a nascerem sob a maldição deste mundo. O senhor padre e a sua igreja já fizeram a sua parte para conscientizar as autoridades e o público em geral a respeito, ou preferem, como os governos, que o problema continue e piore indefinidamente, de modo que suas respectivas ocupações estejam garantidas?

Por fim se fala da criminalização da “aporofobia”, que é basicamente o medo de pobre. Este é um neologismo cunhado por uma filósofa chamada Adela Cortina. Não tenho problemas com neologismos. Mas é necessário criminalizar medos, quando as ações de violência e agressão de todos os modos já são tipificados no Código Penal? Gostaria que a filósofa explicasse o sentido de se classificar um medo humano como crime. Aliás, mesmo a criminalização do ódio requer explicação, se você pensar bem, friamente, desde que se faça a distinção entre o que é o ódio como sentimento que é propriedade da instância individual da consciência humana, e o que é uma ação ou manifestação gerada a partir do ódio.

Em suma, me parece que além do lixo de sempre, que é o aumento da burocracia e a disseminação da guerra de classes, a idéia do governo é cadastrar toda a população no seu sistema.

Falando dos fatos, a causa remota mais poderosa que produz a situação dos moradores de rua é o Pecado Original, o Pacto Ouroboros. Quem se abstém de participar desse primeiro crime dispensa todos os seus possíveis descendentes de viver neste tipo de situação. Essa é a solução mais poderosa, sempre: a imitação de Cristo.

Por que os socialistas e padres, tão interessados no combate à pobreza e à miséria, não divulgam a libertação da descendência como idéia cristã e humanitária? Porque não podem, porque fazem parte da escravidão das futuras gerações aos seus próprios interesses políticos e religiosos.

Essa é a questão.

As causas mais próximas que produzem a situação dos moradores de rua são as econômicas, onde o governo ajudaria muito se não sobrecarregasse a população mais carente com o abusivo imposto inflacionário, além de questões diversas como: acidentes, doenças mentais, abuso de álcool e/ou drogas, e desentendimentos familiares, principalmente separação de casais e abandono de menores.

Até onde eu sei, por já ter pesquisado algo do assunto antes, o que o morador de rua mais precisa, além de abrigo obviamente, é dinheiro (mais do que comida), segurança para manter sua propriedade privada, e acesso roupas limpas e secas, principalmente meias.

Imagino que se o governo quisesse mesmo ajudar a esta população, ao invés de criar soluções inchadas e impossíveis, poderia atacar essas questões específicas com o financiamento da iniciativa privada.

Mas quem sou eu diante da intelligentsia nacional?