Cinco razões pelas quais pais e mães podem se beneficiar da compreensão do Pacto Ouroboros

No intuito de demonstrar como não faz sentido aplicar o entendimento da traição primordial contra Deus na forma do Pacto Ouroboros para o julgamento de pais e mães, convém que exploremos algumas razões pelas quais estes possam se beneficiar da compreensão desse fenômeno, o que nos leva a praticar a caridade para com eles, no lugar de qualquer condenação.

1. Reconciliação com Deus: Qualquer pessoa que perceba a razão pela qual veio a nascer neste mundo tem a oportunidade imediata de reconciliar-se com Deus, observando que o Criador apenas protege a nossa liberdade por determinação do seu propósito amoroso, não restando qualquer dúvida na justificação da ação divina. Todos podem ficar em paz com Deus ao perceber que o mal entrou no mundo apesar do desígnio divino, e que o primeiro a ter sido traído pelo intuito maligno foi Ele próprio, o nosso Criador, antes que qualquer um de nós tivesse nascido;

2. Reconciliação com seus pais: É muito fácil, ao perceber o grau da perversidade da mentira do Ouroboros, ver como os nossos antepassados, até a geração dos nossos pais e incluindo esta, foram todos enganados e usados para a manutenção do mal, contra o seu próprio melhor interesse. Se são culpáveis por um crime de omissão ou comissão pretensiosa, muito mais ainda são perdoáveis por terem nascido todos em cativeiro como nós mesmos, sendo muito difícil a escolha da ruptura com o Pacto, ainda mais para eles do que para nós, conforme progride a noção moral de libertação dos filhos e do direito dos não-concebidos;

3. Reconciliação com seus filhos: Não foi por uma fatalidade ou uma determinação inescapável que tais filhos tenham nascido assim ou assado, e dado este ou aquele tipo de experiência frustrante ou de sofrimento. Cientes de que foram usados por um propósito espiritual enganoso, pais e mães podem se reconciliar com seus filhos vendo-os como vítimas iguais a si mesmos de um grande esquema de poder que governa este mundo. Vendo a vida humana de forma mais simples, como o que ela é, podem cuidar uns dos outros com muito maior paz e alegria, até porque não exigirão triunfos e sucessos absurdos da sua descendência, agora que a verdade lhes foi revelada. É mais fácil sobreviver em humildade e esperar uma salvação pela Graça (o fardo leve e o jugo suave de Jesus), do que conquistar a felicidade como um produto ensoberbado da ação humana que só traz maiores sofrimentos;

4. Vigilância e Discernimento: O mundo perde sua opacidade, e agora toda medida pode ser calculada considerando o sentido espiritual da vida num mundo decaído e governado por potências traidoras do Amor divino. É possível viver desprezando a farsa e a mentira, sem cair em um medo paralisante, contando com um Discernimento que não vem mais da cultura de legitimação e normalização gerada pelos Bispos do Sistema da Besta, mas do Deus verdadeiro através de seu Espírito Santo, amigo de todos os que são amigos de Deus;

5. Testemunho qualificado: Com a compreensão da profunda verdade por trás da realidade em que vivemos, esses pais e mães podem dar testemunho qualificado de sua própria experiência, em primeiro lugar aos seus próprios filhos e em seguida a todo o mundo. Na minha trajetória eu sempre fiquei impressionado com esse poder de testemunho que pais e mães podem dar, quando entendem a realidade que viveram e vivem, e quando não temem compartilhar a sua visão mesmo quando isso pareça depor contra a sua imagem. Isto está entre os testemunhos mais poderosos e qualificados a respeito do Pacto Ouroboros, diretamente pelas palavras daqueles que o experimentaram que não temem a sua denúncia.

É para a salvação de todos que recebemos a Boa Notícia do Amor de Deus através do testemunho de Jesus Cristo. Que ninguém pense, em grande equívoco, que o conhecimento dos meios pelos quais o mal veio a dominar a Terra sirva para a separação entre bons e maus por ações desqualificadas. É justamente o contrário que ocorre: a separação pela escolha livre, consciente e responsável. E neste intuito, o testemunho da verdade sempre beneficiará aqueles que desejam a liberdade do verdadeiro Amor.

Geoengenharia de Terraformação Reversa

Não só estimulados pela ficção, mas também pela realidade, podemos conceber com razoável facilidade a arte política da dominação avançando com o uso dos meios cientificistas e tecnocráticos mais modernos para a execução dos mais arrojados planos de conquista de poder.

A arte da guerra, como se sabe, é o engodo, a mentira, o engano, a farsa (Sun Tzu).

E a guerra nada mais é do que a política continuada por outros meios (Clausewitz).

Sendo assim, a política pode ser considerada como a arte de adquirir o poder através da mentira.

Temos subsídio espiritual para isso no primeiro livro de Samuel, quando o Profeta alerta os judeus para a realidade de que Deus é o único e legítimo Rei de Israel, de modo que a busca de um rei de carne e osso trará apenas a desgraça para eles, como se pôde verificar mais tarde.

Voltando à nossa época moderna, o ser humano pode hoje, para além dos meios mais avançados de domínio tecnológico, também mentir com cada vez maior capacidade de convencimento.

O tipo de mentira de que estamos tratando aqui é o da alegação de um fenômeno natural qualquer, a ameaça de um desastre “natural”, para a proposta de uma solução política determinada, ocultando o fato muito relevante de que os fenômenos alegadamente naturais foram, na verdade, produzidos por tecnologia humana.

Não é interessante como, por exemplo, a mudança climática pode de fato ser causada pelo homem, mas não como se pensa –isto é, como resultado involuntário do progresso material da humanidade–, mas sim produzida propositalmente justamente com a finalidade de criar uma situação de maior domínio político?

O ser humano médio detesta esse tipo de hipótese, porque é algo que rompe com a sua noção, que é falsa, da bondade das lideranças políticas. E certamente essa inverossimilhança da mentira e da maldade a partir de certo ponto é usada para garantir o avanço dos planos mais ousados, já que é praticamente impossível haver uma reação negativa de um público geral que se cagaria nas calças só de conceber que a realidade seria tão mais ameaçadora. O mal conta com a Ingenuidade humana para dominar o mundo, certamente, no mínimo para garantir a perpetuação da geração de escravos sob o Pacto Ouroboros.

Entendam uma coisa, meus amigos: a maldade humana chega ao ponto de que é mais fácil as nossas lideranças transformarem a Terra em Marte do que Marte em Terra.

Afinal, o que é mais fácil?

Terraformar Marte e vender lugares nesse paraíso artificial, ou Marteformar a Terra e vender o ar que até ontem era gratuito?

Tudo o que Deus nos dá precisa passar a ser um produto a ser vendido: a água, o ar, assim como a nossa saúde já é vendida pela indústria hospitalar e farmacêutica.

Tudo o que é natural precisa ser artificializado e processado para se tornar um comércio que vai gerar lucros, justificar guerras, etc.

A hipótese da Geoengenharia de Terraformação Reversa não pode ser descartada: é o plano de vender caro para a humanidade de amanhã o que é usado gratuitamente pela humanidade de hoje.

Se a riqueza e o poder é uma medida de posse em um cenário de limitação, quem conseguir dominar um cenário de escassez artificial se torna o detentor da riqueza e do poder. Como aliás algum Rothschild já disse certa vez, a respeito do controle da política monetária.

O ser humano comum não pode fazer muito contra esse estado de coisas, mas pode fazer algo muito poderoso diante de Deus: poupar uma descendência não nascida de viver neste mundo, para viver em outro sob a eleição da Providência.

Não digo nada nessa escala planetária para assustar o meu semelhante, mas ele deveria de qualquer modo ter aquele precioso medo de fazer o mal, o Temor do Senhor. Se meu alerta servir para isso, já ajudou muito.

101 – O mistério das duas torres: O Portal do Inferno

Logo no começo daquele filme cheio de esoterismos iniciáticos, Matrix, encontramos um número comum no ocultismo na porta do apartamento de Neo, o neófito da história: 101.

Não por um acaso, o passaporte de Neo vence em 11/09/2001, como que dizendo que haverá uma nova passagem nesta data, e de fato pode-se dizer que a humanidade passou pelas duas torres que caíram em direção a um novo mundo no novo milênio.

Pode-se encontrar a referência ao número 101, ou alternativamente, e mais frequentemente, ao simbolismo das duas torres, em várias outras produções culturais de várias épocas. O que nos falta é o sentido profundo e simples desse símbolo, que só pode ser compreendido com o entendimento do seu fundamento real.

A iniciação do ser humano no mal se realiza com a sua encarnação neste mundo amaldiçoado. Por outros meios temos essa mesma noção, como quando verificamos aquele simbolismo do hexagrama com o Ouroboros que representa a união do masculino com o feminino como base de poder para a Serpente do Mundo, reabastecendo este plano de existência com almas novas. Exemplos abaixo:

Uma alma humana é iniciada no mal ao encarnar por um nascimento forçado, invocado por duas outras almas humanas que se juntaram para essa finalidade (por omissão ou comissão, mas de qualquer modo irresponsavelmente).

O número 101 ou o símbolo das duas torres representa a mesma coisa, desde que se entenda que as duas colunas representam a entrada, como um portal, por onde uma alma inocente vai transitar e passar do estado de Graça para o de Queda. Pai e Mãe, masculino e feminino, Sol e Lua, Yin e Yang, formam as duas colunas desse portal.

Podemos afirmar sem sobressaltos que este é um Portal do Inferno desde que os seres que habitam numa dimensão inferior precisam da realização desse ritual para a sua subsistência, como um parasita precisa da existência e da permanência de um hospedeiro à sua disposição. E é pela sugestão, influência e possessão desses seres infernais que o mal entra no mundo através da manipulação do livre-arbítrio humano.

Em suma: cada alma encarnada passa por esse portal e se torna ela mesma, consequentemente, um portal para a realização das potências ínferas que por si seriam incapazes de afetar essa dimensão superior, não fosse pela anuência dessas almas encarnadas num mundo que é amaldiçoado e dominado pelo Sistema da Besta. O que dá poder à Serpente do Mundo é o sacrifício humano contínuo das gerações dos filhos de Adão e Eva.

O mistério das duas torres, do 101, não é um mistério quando se tem a referência da perfeição da pureza do Amor divino que não requereria jamais a experiência do Mal para o exercício da liberdade, ou seja, a Queda é sempre uma escolha humana.

As diferenças entre o Demiurgo e o Ouroboros

Há um engano comum no entendimento do sentido do que expliquei a respeito da Vida Espiritual, tanto com a Monadofilia quanto com A Coruscância, que é a de que minhas idéias são fundamentalmente gnósticas.

É fácil refutar isso desde que se reconheça que o Gnosticismo como culto requer a presença de dois elementos fundamentais na sua doutrina que são totalmente refutados na minha visão espiritual:

1) a identificação da manifestação material/corporal como um decaimento da substância espiritual;

2) que o mundo material foi gerado por uma entidade com poderes criativos chamado Demiurgo.

Mas é possível forçar uma comparação entre as figuras do Demiurgo gnóstico e do Ouroboros na minha exposição, de modo que nos convém agora fazer uma avaliação das diferenças entre essas duas figuras.

DemiurgoOuroboros
Criado através de um erro espiritualCriado impecavelmente, erra por iniciativa própria
Tem poderes criativosNão cria nada, apenas corrompe e perverte
Se opõe ao governo do Deus verdadeiro, com o poder de separar as criaturas livres do verdadeiro CriadorSe opõe ao governo do Deus verdadeiro, mas sem o poder de separar as criaturas livres do verdadeiro Criador
Corrompe a Criação num processo alheio à vontade dos entes livresCorrompe a Criação num processo dependente da vontade dos entes livres
Gera um mundo material corrompido por essência (decaimento da substância espiritual)Corrompe um mundo material criado impecavelmente pelo Deus verdadeiro
É enfrentado pela salvação através da Gnose que revela a verdade escondidaÉ enfrentado pela rejeição do mal na experiência responsável e consciente da vida

Top 6 diferenças entre a Vida Religiosa e a Vida Espiritual

Uma das maiores dificuldades –se não mesmo a maior de todas–, na apresentação da liberdade da vida espiritual do ponto de vista cristão, surge do conflito com a mentalidade religiosa que já capturou o imaginário das pessoas a respeito dos temas fundamentais.

Quando digo que o diabo inventou a religião, à parte de um mero desejo de causar algum espanto que gere uma reflexão, sou movido também por uma evidência muito forte de que o tema do sentido da vida humana foi totalmente dominado por uma visão institucional criada com a única finalidade de garantir que ninguém vai chegar a lugar nenhum, e que tudo continue mais ou menos como está.

É por isso que vale a pena analisar a questão com maior atenção, para chamar a atenção para estas diferenças, de modo que as pessoas entendam, de uma vez por todas, que quando falamos de vida espiritual nós não estamos falando de vida religiosa, embora estas tenham evidentemente pontos de convergência, ao menos nos temas de que tratam.

  1. Exterior vs. Interior: A Vida Religiosa é voltada a um resultado exterior, ao mundo das aparências, dos gestos e palavras corretos, para produzir a imagem de correção de acordo com o código religioso. Já a Vida Espiritual é voltada a um resultado interior, ao mundo dos significados, da consciência e da responsabilidade, para produzir um resultado que agrade a Deus em fidelidade ao seu Amor. Essa diferença é destacada por exemplo em Jo 2:23-25: “Enquanto estava em Jerusalém, para a festa da Páscoa, vendo os sinais que fazia, muitos creram em seu nome. Mas Jesus não tinha confiança neles, porque os conhecia a todos e não necessitava de que lhe dessem testemunho sobre o homem, porque ele conhecia o que havia no homem.”
  2. Templos mortos vs. Templos vivos: A Vida Religiosa é realizada com foco em templos de pedra, em locais onde o culto a Deus é supostamente preferido, e onde a comunidade pode se reunir para reafirmar a sua unidade cultural. A Vida Espiritual é realizada com foco no templo de carne e sangue, o próprio corpo do fiel que leva para onde vai o seu culto a Deus, e dá o testemunho da sua experiência espiritual a quem for conveniente, não precisando da participação numa comunidade para viver plenamente a sua crença;
  3. Ritos próprios vs. Vida comum: A Vida Religiosa requer a prática de determinados ritos próprios que reafirmam o conteúdo da sua crença, de tal maneira que sem essa ação específica a realização do sentido da fé fica prejudicado. A Vida Espiritual implica na experiência imediata do sentido de toda e cada experiência humana diante do Criador, de modo que tudo ganha valor espiritual e a força da fé depende apenas de um comprometimento interior de conectar todas as coisas ao plano do sentido transcendente;
  4. Calendário de Festas vs. Cotidiano: A Vida Religiosa faz a contagem dos dias para separar alguns para a prática da memória do culto e dos ritos. A Vida Espiritual considera que todos os dias são igualmente vividos diante de Deus, e mais ainda, que o que o ser humano vive no seu cotidiano tem maior valor espiritual do que o que ele representa em momentos separados no qual pode fingir que não é a pessoa que é quando leva a sua vida de cada dia;
  5. Conferência vs. Mistério: A Vida Religiosa é estruturada de tal forma que permite a contínua conferência da correção do comportamento alheio, o que favorece o julgamento do próximo, assim como permite o fingimento da correção própria. A Vida Espiritual é eminentemente uma realidade diante de Deus que não pode ser verificada exteriormente, senão indiretamente pelos frutos das crenças que se mostram com o tempo, o que significa que no fim das contas somente Deus sabe qual é a realidade no coração de cada ser humano, e cada um está livre e impedido, ao mesmo tempo, de julgar o próximo e de fingir que possui valor espiritual;
  6. Salvação como Conclusão vs. Salvação como Premissa: A Vida Religiosa entende que o Amor de Deus não é garantido e a Salvação só decorre como conclusão de um processo que pode eventualmente falhar à revelia da intenção do religioso, ou seja, a Vida Religiosa busca um o sucesso do Amor como resultado. A Vida Espiritual entende que o Amor de Deus é garantido pela própria infalibilidade da bondade divina, e que a Salvação é uma premissa para o relacionamento com Deus, desde que a vontade genuína pela salvação é a única exigência para a garantia dessa realidade, ou seja, a Vida Espiritual busca a glorificação do Amor como resultado.

Vale a pena lembrar que uma pessoa que vive uma vida religiosa pode também viver uma vida espiritual, aliás, por definição isso é necessário, já que o sentido espiritual da vida humana não pode ser “desligado”, só pode ser esquecido.

Sempre que falamos de vida espiritual, ao menos do ponto de vista cristão, estamos tratando do que foi exposto aqui, à revelia ou até mesmo em oposição com o que se entende como vida religiosa.

Se não soubermos fazer essa separação estaremos sempre expostos à confusão demoníaca que quer obrigar cada nova geração a submeter sua liberdade espiritual de relacionamento com o Criador aos protocolos e sistemas institucionais que foram justamente criados para impedir a verdadeira consciência e responsabilidade humana.

Preparação para o Halloween: guardem as crianças

No pleno espírito de Ingenuidade algumas pessoas podem crer que vivem num mundo razoável, dentro de uma normalidade esperada, de modo que a qualquer momento uma breve mas violenta ruptura nesse véu de mentiras pode fazer toda a visão de mundo dessas pessoas ruir subitamente, num grande choque.

Mas o pior é quando você não apenas não sabe onde está, mas decide enfiar mais pessoas inocentes neste mundo, ampliando o erro da Ingenuidade para o da Pretensão.

Com o intuito de tentar remediar ao menos em parte essa desesperadora linha de desastres, devemos fazer algumas observações aos desavisados a respeito do período do ano ao qual estamos nos aproximando, que no calendário popular do ocidente moderno se chama “Halloween”:

  1. Há seres humanos seriamente empenhados em práticas de magia, bruxaria, esoterismos e ocultismos que são orientados por um calendário astrológico que os indica os momentos corretos para realizar os seus rituais;
  2. Desde o primórdios dos tempos muitos desses rituais envolvem o sacrifício de sangue às diversas entidades espirituais que são invocadas e adoradas nesses rituais;
  3. Faz parte da preferência das entidades servidas nessas práticas ritualísticas o sacrifício de sangue de seres que possuam maior inocência, o que leva os praticantes desses rituais a buscar vítimas apropriadas para agradar a estas entidades, como animais, seres humanos em geral, mas especialmente crianças;
  4. Logo antes do início do período indicado pelo calendário astrológico que seja adequado aos rituais de sacrifício de sangue, os responsáveis pela preparação dos mesmos devem providenciar todas as coisas necessárias, inclusive as vítimas de sacrifício;

Isto quer dizer que todo o tempo imediatamente anterior ao Halloween é propício a um aumento na incidência de raptos de crianças para essas finalidades ritualísticas.

Desaparecimentos e sequestros são relatados durante todo o ano, mas esta época que antecede o Halloween tende a apresentar um aumento no risco desse tipo de situação.

O que quer dizer que quaisquer pais e mães desavisados, ingênuos e pretensiosos, que já colocaram vidas inocentes num mundo decaído e amaldiçoado, podem pelo menos tomar o cuidado para que o pior não aconteça.

As tarefas são simples: redobrar a atenção, evitar deixar filhos aos cuidados de estranhos mesmo que por breves momentos, evitar frequentar qualquer local em que haja aglomeração de pessoas, e se possível preferir uma programação mais caseira pelo menos até a passagem dessa época do ano. Já que colocaram essas crianças aqui, cumpram o seu dever de guardiões e protejam-nas custe o que custar.

Porque a negação de Jesus como Filho de Deus é idolatria

Já falamos, múltiplas vezes, da pena de morte por decapitação para todos os cristãos que reafirmarem a divindade de Jesus como Filho de Deus como punição pela desobediência à primeira das Leis de Noé (Noahide Laws) a serem implantadas durante o período da Grande Tribulação.

Mas a consciência do cristão deve estar tranquila com relação a sua própria crença, não movida por uma obediência a uma programação externa, como é o caso dos religiosos que perseguirão os cristãos espirituais a mando dos seus líderes, mas por uma convicção interior. No intuito de esclarecer a razão dessa convicção, convém entender porque a realidade espiritual vai na direção contrária ao suposto motivo que justificaria a perseguição dos cristãos na aplicação das Leis de Noé.

A verdade é que a negação de Jesus como Filho de Deus é a verdadeira idolatria, pela simples razão de que o nosso Deus, revelado como o puro e supremo Amor, não pode ser quem Ele é, íntegro e perfeito, se não realizar a sua natureza em Si Mesmo, ou seja, se depender de uma Criação exterior para ser um amante verdadeiro.

Isto quer dizer que o “deus” que não é Pai e Filho não é amante e amado em si mesmo, de modo que o seu relacionamento com a criação não é gratuito e analógico ao relacionamento entre o Pai e o Filho, mas uma necessidade para que pudesse ser amante de fato. Ora, o “deus” que precisa criar algo exterior para ser deus não é deus de fato, pois não tem uma essência absoluta, somente relativa (é somente um “deus” perante uma criatura que o reconheça como tal neste relacionamento). Assim, o “deus” que precisa de uma criação para ser deus plenamente não tem em si a verdadeira substância divina do Deus que é sempre suficiente em sua natureza interior, e portanto é sempre um falso deus, um ídolo.

Quando Jesus revelou o Pai como Amor, revelou-se a si mesmo como o Filho que satisfez eternamente a natureza amorosa de Deus.

As Pessoas divinas do Pai e do Filho não negam a unidade de Deus, ao contrário, reafirmam essa unidade, desde que para ser apenas Um e Absoluto, Deus experimenta a realidade de ser amante e amado eternamente em Si Mesmo de modo perfeito, totalmente independente de qualquer ato criativo no tempo, ato este que sempre é gratuito e analógico ao Amor perfeito que Deus realiza eternamente em sua própria essência divina.

Quem tiver olhos para ver e ouvidos para ouvir compreenderá esta mensagem. Através de Jesus Cristo nós adoramos ao Deus verdadeiro.

Por isso Jesus é O Caminho.

Por isso o Pai disse: “Eis meu Filho, em quem tenho prazer“, e o Filho disse: “Ninguém vai ao Pai senão por mim.”

É um testemunho do Amor verdadeiro que o Eterno realiza em Si Mesmo, e do qual provém todo gesto amoroso a toda criatura.

É evidente que isso tudo não muda o relacionamento do cristão com os seus irmãos menos esclarecidos.

Judeus e muçulmanos podem querer arrancar as nossas cabeças porque nisso darão o testemunho da sua filiação espiritual.

Nós não pediremos por nenhum ato de violência, ao contrário, incentivaremos a consciência e a responsabilidade, o perdão e a misericórdia, dando testemunho da nossa própria filiação espiritual.

E pelos frutos todos conhecerão a árvore.

As três eras da libertação cristã em direção à destruição do Ouroboros

Em uma linha totalmente independente e na verdade diretamente contrária à moralidade conservadora das religiões, a moralidade cristã verdadeira, baseada num discernimento espiritual que favorece a consciência e a responsabilidade individual, leva a uma constante e progressiva libertação do ser humano por si mesmo.

Para entender este processo é preciso distinguir claramente entre o que é a moralidade religiosa, e o que é a moralidade espiritual.

A primeira é formada por uma tradição cuja função principal é a preservação do status quo, ou seja, é uma moralidade fundada na continuidade de todo o esquema de poder, e contra qualquer libertação que perturbe essa realidade.

A segunda é formada por um discernimento espiritual através do qual o Espírito Santo esclarece a supremacia do Amor e a necessidade do jubileu moral, da libertação de toda servidão através da renúncia ao Poder de todos os modos não determinados pela Providência divina através das circunstâncias históricas.

Isto quer dizer que a libertação cristã verdadeira é uma ação divina que faz uso da consciência humana para levar as pessoas que são amigas de Deus a uma solução contra a escravidão criada pelos atos ancestrais de usurpação contra o Amor divino. É a rejeição da tradição e das justificativas dos costumes de opressão das vítimas dos vários esquemas de poder instalados neste mundo decaído.

Podemos identificar, dentro deste processo como um todo, ao menos três grandes eras de libertação do ser humano:

  1. Libertação dos Escravos: Era da emancipação dos servos tratados como posse material de seus proprietários, de modo que possam vender seus serviços conforme desejarem, algo que não diminui a escravidão da Maldição, mas retira ou atenua uma escravidão adicional do Poder humano;
  2. Libertação das Mulheres: Era de emancipação das mulheres, principalmente de seus papéis de esposas e mães, de modo que possam escolher o seu destino com maior autonomia, inclusive o dos papéis familiares se desejarem, mas sem que sejam forçadas a nada e sem que sejam diminuídas caso escolham viver alheias ao que é tradicionalmente esperado delas (vivemos no começo desta era);
  3. Libertação dos Filhos: Era de emancipação dos filhos pelo reconhecimento do direitos dos não concebidos de serem poupados do nascimento em condições amaldiçoadas, e de serem criados por uma autoridade legítima em circunstâncias adequadas ao que merecem.

É claro que o Ouroboros, a Antiga Serpente do Mundo, não deseja perder seu poder, e pretende lutar contra o processo de libertação do ser humano, especialmente contra a última era, a da liberação da descendência.

Isso pode ser feito com desculpas humanitárias, em nome da defesa da espécie humana, ou algo assim, com a proposta de uma solução estatal, como por exemplo a criação de seres humanos por um sistema que colete o DNA da população com essa finalidade de engenharia genética e social, como sugerido por Huxley em Admirável Mundo Novo. Mas este já é outro assunto para outro dia.

Uma visão cristã do Antinatalismo

Já falei tudo o que precisava ser dito para esclarecer a questão do Antinatalismo na última edição de meu último livro (A Coruscância, 3ª Edição, que terminou com um capítulo chamado “Contra o Antinatalismo”), mas convém distribuir uma breve visão cristã do assunto também por outros meios.

Em suma o Antinatalismo é a crença de que a procriação humana é moralmente condenável. A partir dessa base comum, várias linhas de pensamento se desenvolveram. Para termos uma visão cristã do Antinatalismo, convém primeiro explorar essas várias linhas de pensamento, representadas pelo esquema abaixo:

  1. Natalismo: A crença de que os seres humanos têm o direito natural de se reproduzir;
  2. Antinatalismo Utilitarista Marginal: A crença de que os seres humanos não têm o direito de se reproduzir porque a ausência de um benefício é melhor do que a presença de um malefício (argumento de Benatar), de modo que nenhuma existência é melhor do que uma existência que contenha malefícios. Esta linha de pensamento também explora malefícios para além da experiência humana imediata, como o colapso do funcionamento da sociedade, a mudança climática supostamente provocada pelo homem, o vegetarianismo, o ambientalismo, e o protesto geral contra guerras, pandemias e a fome;
  3. Antinatalismo Moral Absolutista: A crença de que os seres humanos não têm o direito de se reproduzir porque esta ação nunca é moralmente justificável sob nenhum ponto de vista, representando sempre apenas o interesse próprio dos procriadores. É a visão de que todo nascimento é um ato de violência, um fait accompli, uma decisão feita à total revelia do interesse da pessoa não concebida. Também afirma a total desproporcionalidade dos poderes de, por um lado, gerar uma vida cheia de necessidades e, por outro lado, não conseguir garantir de nenhuma forma a satisfação dessas necessidades. Por fim, esta visão consegue identificar na procriação humana a origem de todos os males, aproximando-se da visão espiritual do Pecado Original;
  4. Antinatalismo Evolucionário: A crença de que os seres humanos não devem se reproduzir conforme alcancem o ponto da sua evolução natural onde o grau da sua senciência lhes esclarece o dever da abstenção. O Antinatalismo seria, assim, uma realidade inevitável da evolução da senciência em qualquer cenário possível. Esta hipótese resolve o Paradoxo de Fermi, explicando que outras civilizações alienígenas não são observáveis porque elas não subsistiram, já que a partir do momento em que fosse viável o progresso material que permitiria o transporte ou a comunicação interestelar, ao mesmo tempo seria viável também o progresso moral que indicaria a conveniência da abstenção da procriação. Os aliens não aparecem porque eles estão todos mortos. Esta é a mesma linha de pensamento que indica que qualquer civilização senciente evolui para um terceiro estágio (depois dos dois primeiros de sobrevivência e sustentabilidade) que é o da escolha pela extinção voluntária;
  5. Antinatalismo Transcendental: A crença de que os seres humanos não devem procriar porque isso vai contra o desígnio divino do Criador de todas as coisas. A procriação humana é uma usurpação do direito divino de criar. É o Pecado Original no mito de Adão e Eva, o próprio Pacto Ouroboros. Esta linha de crença afirma que o ser humano carrega o fardo da Antropodicéia, a justificação da humanidade por si mesma (argumento de Cabrera), a qual jamais consegue dar conta senão por um ato de arbitrariedade sem base. Este Antinatalismo pode ser considerado o mais infalível se partir da hipótese do Omniverso, ou seja, de que Deus poderia criar todas as almas humanas dispensadas de nascer neste mundo em particular, o que elimina quaisquer resquícios não egoístas da crença Natalista (este argumento, na verdade, é invencível, partindo da inquestionável bondade divina como premissa, junto com a onipotência);
  6. Antinatalismo Final: A crença que eu mesmo desenvolvi com as noções de Monadofilia e Coruscância, entendendo que a nossa função espiritual é a da crença no Amor, de que nenhuma mônada deve possuir poder arbitrário sobre outra, e de que os Calaquendi experimentarão a solução da ânsia da vida no momento da sua realização eterna, pelos meios da Providência divina entre os quais está a produção dos Periannath, esposos e esposas legítimos, assim como filhos e filhas também legítimos, gerados em total comunhão com a pureza do Amor divino. Esta era a crença que eu tinha até antes da conclusão de que a liberdade humana deve ser preservada custe o que custar, dentro da confiança no plano divino. Alguns seres humanos simplesmente devem passar por certas experiência de vida para aceitar melhor o Amor divino no fim.

Entendendo todas essas linhas de argumentação em favor do Antinatalismo, a visão cristã do tema deve concluir pela condenação dessa idéia, por ser uma crença que tem razões, mas não tem razão: acerta na condenação da pretensão humana, mas erra na condenação da liberdade humana de agir pretensiosamente. Há uma razão espiritual para que neste mundo em particular as pessoas tenham esse poder de procriar como forma de realizar plenamente a sua liberdade, uma necessidade para a consecução do plano divino de salvação. Para maiores detalhes, recomendo a leitura do capítulo no qual trato deste assunto em particular.

O dever moral dos líderes cristãos na questão da guerra na Palestina

Vamos partir da premissa elementar de que todas as lideranças religiosas servem ao diabo, no papel de Bispo no Sistema da Besta, para legitimar a usurpação contra o governo divino e no incentivo da perpetuação do Pacto Ouroboros.

Segunda premissa da nossa análise: tatu não sobe em toco. Se o tatu está em cima do toco, alguém colocou ele lá. Quer dizer: Deus, o Criador de todas as coisas, não produziu essa situação hedionda que se vê. Foram os seres humanos que se colocaram nisso.

Terceira premissa: como a natureza profunda de todos os problemas humanos é a vida espiritual, e esta é um fenômeno individual, a única solução verdadeira é individual, a saber, a renúncia voluntária a todo tipo de poder não ditado por deveres de estado circunstanciais. Não existem soluções coletivas, políticas, para problemas fundados na traição individual de cada ser humano. Vivemos no meio da manifestação do encontro de cadeias complexas de ação e consequência, mas no fim das contas só temos a mesma realidade fundamental que deve ser vivida individualmente, com consciência e responsabilidade individual.

Dito isso, quando vemos a questão da guerra atual na região da Palestina entre Israel e o Hamas, podemos nos questionar sobre qual é o dever moral dos líderes cristãos nessa questão, ou seja, qual seria a indicação da solução do problema do ponto de vista dos seguidores de Jesus Cristo.

Tenham em mente, levando em conta a nossa premissa inicial, que não estamos falando dos office-boys do inferno, como o Papa ou os Bispos da religião católica, os Patriarcas Ortodoxos, ou dos ditos pastores e guias do rebanho evangélico. Quem é cristão confia e segue a Jesus Cristo, que mandou não chamar a ninguém de mestre, nem de pai, e nem de guia.

Se existisse uma liderança assim, o que ela diria a respeito desta situação toda que estamos vivendo hoje no Oriente Médio?

  1. Que um judeu, como qualquer outro ser humano que tenha qualquer outra religião, pode participar de uma nacionalidade qualquer como, por exemplo, os cristãos e os muçulmanos fazem, preservando a sua cultura religiosa dentro dessa coexistência pacífica;
  2. Que a opção Sionista, como solução de sobrevivência, se baseia na instrução de rabinos messiânicos que alarmam seus seguidores com os perigos da assimilação, o que obviamente incentiva a discórdia, o anti-semitismo e a perseguição nos países de origem;
  3. Que a mesma opção, ao justificar a fundação do Estado de Israel, propõe resolver um problema que ela mesma criou gerando um outro pior ainda, porque a Palestina já existia como realidade política dentro da qual poderia haver coexistência pacífica entre todos os credos, ordem essa rompida com a solução Sionista;
  4. Que a opção Sionista, representando uma segregação com base na presunção da eleição divina, vai gerar os resultados negativos que devem ser aceitos como consequência inevitável da discordância com o ponto de vista dos outros povos do mundo, em especial do povo Palestino e dos Árabes em geral;
  5. Que individualmente cada judeu é convidado a aceitação de Jesus Cristo como o verdadeiro messias, o que significa a liberação imediata desse condicionamento religioso e político que leva à guerra, convite este que por sinal é estendido aos muçulmanos que podem individualmente receber a mensagem da libertação de toda escravidão, e deixar para trás as obsessões de suas próprias lideranças religiosas e políticas;
  6. Que cada judeu, assim como cada muçulmano e cada cristão, pode verificar a maior conveniência da renúncia ao Pacto Ouroboros, impedindo a continuidade do sacrifício humano (o maldito cálculo das “perdas” na guerra) pela renúncia à geração tanto das vítimas quanto dos algozes da guerra.

É óbvio que se existir uma liderança cristã que aponte para esses tópicos, sua mensagem estará inevitavelmente soterrada pela violência da autojustificação religiosa e política que só quer a falsa justiça da continuidade do ódio, da vingança, do assassinato e da destruição.

De qualquer modo, é um dever moral fazer estes apontamentos, mesmo que seja para o desprezo de toda uma humanidade empenhada em seus próprios planos. Ser ignorado é uma prerrogativa a quem quer que queira imitar o amor à verdade dos Profetas, para não falar do próprio Jesus Cristo.