Como os limpinhos vão se sujar – Primeiro Congresso Internacional Noaquita 2026

A ocasião faz o ladrão, e nada melhor que criar dificuldade para vender facilidade. Quem lê os documentos que falam do Primeiro Congresso Internacional Noaquita de 2026, ou quem vê qualquer propaganda que propõe as Leis de Noé (como a sustentada pelo Chabad), pensa de imediato que isto é algo bom para a Humanidade. Mais: que é algo essencial. É o tipo de ideologia que coaduna com a tal mentalidade “judaico-cristã”, cheia de bom-mocismo e conceitos limpíssimos. É um produto pronto para o consumo do cidadão pacato, bovino e servil que já vem sendo bem domesticado faz décadas pela mídia de massas. Esse é o cliente-alvo desta iniciativa, essa besta meio demente que acredita em tudo que lhe oferece aquela segurança que só o ar da oficialidade tem. Engraçado que quando dizemos que confiamos em Deus, esse tipo ilustrado de cidadão do mundo presume que somos ingênuos. Eles, astutos e despertos, estão sempre prontos para vender a alma em troca de segurança e dessa sensação de pertencimento à sua humanidade esclarecida. Já quem conhece a doutrina mais profunda que sustenta as Leis de Noé, cabalista e talmudista, compreende que no fim das contas essa moral noaquita visa sobretudo a acusação e a condenação de cristãos como idólatras, cuja pena de morte deve se dar por decapitação. São dois universos tão distantes, não é mesmo? Como, então, conectamos essas noções tão diversas? Hoje, qualquer noaquita deverá rejeitar a idéia de perseguição anticristã. Tudo não passa de mal entendidos e confusões que poderão ser esclarecidas oportunamente. As Leis de Noé existem para propor a Paz e a Segurança para o mundo, para ser a Religião do globalismo. E os cristãos são convidados para embarcar nessa nova “Arca de Noé” em direção ao brilhante futuro prometido pelos rabinos. Hoje, portanto, não há clima para perseguir cristãos abertamente desse jeito (embora certas entidades sintéticas, como o ISIS, já podem começar a treinar um pouco). Mas amanhã será um novo dia. Depois que uma série brutal de crises globais destruir a esperança da humanidade que rejeita Deus e o seu Decreto de Gênesis 3:22, com fome, guerra, peste e morte em escala mundial, pois bem, é neste momento que a Religião das Leis de Noé será proposta como a única solução para a restauração do mundo (tikkun olam). Os cidadãos do mundo dispostos a aceitar a Paz e Segurança do Noeísmo serão bem vindos à Nova Ordem Mundial, e poderão ser marcados como partícipes dessa nova Aliança. Mal saberão eles, é claro, que este sinal lhes conferirá a marca de adoração da Besta. Não repararão nisso, pois só terão em mente o seu próximo prato de lentilhas. E é neste momento que os cristãos fiéis até o fim, que afirmarão o seu testemunho de que Jesus Cristo é o Filho de Deus, poderão finalmente ser perseguidos e condenados em nome de “deus”. Ou seja, não adianta querer encontrar mancha na superfície da doutrina noaquita de hoje, porque ela está devidamente enfeitada para a sua fase atual, que é a do estabelecimento das estruturas formais e sociais que servirão para erguer a Religião das Leis de Noé. Primeiro é preciso ter tudo pronto, com as melhores razões do mundo, para atrair apoio e legitimar uma causa que parece razoável. Por enquanto apenas os chapéus de alumínio acreditam, na sua paranóia, que isso significará a perseguição dos cristãos. Mas no futuro basta que haja um caos grande o suficiente para dissolver todo o bom-mocismo das massas e conduzí-las para a prática de todo tipo de injustiça, em prol do lema da Paz e Segurança. Esses cristãos idólatras! São eles que impedem a restauração do mundo sob a Lei divina! Algo assim. E só então virão as decapitações, etc. Finalmente veremos (se o Deus verdadeiro quiser que seja o nosso tempo) como os limpinhos de hoje vão se sujar amanhã. É claro que muitos falsos cristãos, religiosos, também participarão da imundície, crendo, por exemplo, na doutrina já preparada por Maimônides, e preservada pelos rabinos, que declarará Jesus como o Mashiac ben Joseph, o Messias Sofredor de Isaías 53, que preparou o mundo para a vinda do Mashiach ben David, o Messias Triunfante, que vocês já devem imaginar quem é. Provavelmente algo como um Papa defenderá esse tipo de idéia, para que o pessoal não fique muito em dúvida se vale a pena ou não aprovar o assassinato dos teimosos. Mas essa já é uma outra história.

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